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Epreendedorismo

Web Summit Rio 2025 reforça protagonismo feminino e aborda pertencimento como estratégia de negócio

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Laura Salles, embaixadora do Women in Tech, destaca a cultura de pertencimento e o uso de dados para transformar negócios e lideranças

A edição de 2025 do Web Summit Rio, realizada entre os dias 27 e 30 de abril, abriu espaço para discussões sobre pertencimento e cultura. Para Laura Salles, CEO da PlurieBR, startup especializada em gestão de dados em tempo real de diversidade, equidade, inclusão e pertencimento (DEIP), o evento representou uma oportunidade relevante para ampliar o diálogo sobre inovação com pluralidade, com destaque para a presença expressiva de lideranças femininas e reflexões sobre impacto social, inteligência artificial e ambientes de trabalho mais humanos.

Um dos destaques foi a atuação de Laura como embaixadora do programa Women in Tech, com participação em painéis, mentorias e na condução do palco de competição de startups. Ao comentar a presença feminina no evento, ela reforça que avanços não acontecem por acaso. “A política de ingressos com 90% de desconto para mulheres foi essencial para ampliar o acesso. Tivemos mais mulheres nos palcos e mais diversidade de trajetórias. Ainda assim, precisamos seguir intencionais, especialmente na inclusão de mulheres com deficiência, mulheres trans e aquelas de contextos sociais diversos”, pontua.

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Humanizar a tecnologia é estratégia de conexão

No painel Automação vs Autenticidade, realizado no Community Space, Laura defendeu a tecnologia como ferramenta de aproximação — e não de afastamento. O debate alertou para os riscos da automação excessiva, que pode gerar experiências frias e padronizadas. “Precisamos de processos menos transacionais e mais inspiracionais. O que fideliza pessoas não é só o produto, é a experiência, a escuta, o cuidado”, destacou. O grupo também ressaltou a importância de ampliar a diversidade entre desenvolvedores de soluções com IA, evitando que algoritmos apenas perpetuem desigualdades pré-existentes.

Durante o Startup Showcase, Laura atuou como mestre de cerimônias e se impressionou com o foco social das propostas apresentadas. Muitas das soluções tinham como eixo central a inclusão financeira, o bem-estar e a saúde mental. “Foi bonito ver que mesmo em áreas dominadas pela tecnologia, como fintechs, o olhar social está cada vez mais presente”, comenta. Ela também chama atenção para uma realidade que ainda precisa mudar: menos de 20% das startups que se apresentaram tinham mulheres entre as fundadoras.

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Pertencimento, cultura e dados como força para decisões

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No painel Pertencimento e Cultura, ao lado de outras lideranças do setor, Laura reforçou que o senso de pertencimento não é um elemento isolado, mas sim um pilar estratégico das empresas. “Pertencimento, saúde mental, diversidade e cultura organizacional estão entrelaçados. Não é possível tratar esses temas em caixinhas separadas. São a base de ambientes prósperos e verdadeiramente humanos. Isso se reflete diretamente nos resultados do negócio”, explica.

Durante as  mentorias, o que mais chamou atenção foi o número crescente de mulheres  interessadas em empreender na área de tecnologia. A troca com fundadoras em início de jornada foi, segundo ela, um dos momentos mais marcantes da experiência no evento. “Conversar com mulheres que estão começando agora, cheias de ideias e buscando apoio, foi transformador. O futuro terá mais lideranças femininas à frente de negócios com propósito, e isso já começou a se desenhar nesse evento”, analisa.

Outro destaque foi a defesa do uso estratégico de dados para promover inclusão com base em evidências. Laura comenta a superficialidade de análises que ainda se restringem a percentuais genéricos, como o número de mulheres em cargos de liderança, e aponta a necessidade de cruzar essas informações com indicadores como tempo de sucessão, clima organizacional, satisfação e rotatividade de grupos sub-representados. “Sem inteligência de dados, diversidade segue sendo discurso. Com análise profunda, ela se torna uma vantagem competitiva”, pontua.

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Laura também reforçou que muitas empresas ainda precisam amadurecer sua leitura sobre diversidade, o que envolve compreender como os indicadores de inclusão impactam diretamente os resultados do negócio. Para ela, é o cruzamento entre dados de DEIP e métricas como produtividade, clima organizacional e riscos que transforma essa pauta em uma verdadeira alavanca de crescimento.

“Hoje já é possível analisar quanto tempo uma mulher leva para alcançar a liderança, como ela se sente na empresa e o quanto esse ambiente influencia sua permanência ou saída. Esse tipo de leitura é o que dá poder estratégico à diversidade”, finaliza.

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Sobre a PlurieBR

A PlurieBR é a primeira plataforma SaaS do Brasil especializada em gestão e acompanhamento de dados em tempo real de diversidade, equidade, inclusão e pertencimento (DEIP). Com foco em transformar ambientes corporativos por meio de métricas em tempo real e ações direcionadas, a plataforma oferece uma solução robusta e inovadora para empresas que buscam integrar  DEIP em sua cultura organizacional. Fundada por Laura Salles, a PlurieBR utiliza tecnologia para mapear, monitorar e promover iniciativas inclusivas, ajudando organizações de diversos setores a alcançar resultados concretos e sustentáveis na promoção da diversidade e inclusão.

Para mais informações, visite o site oficial, o LinkedIn ou o Instagram.

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Sobre Laura Salles 

É fundadora e CEO da PlurieBR, primeira plataforma SaaS de gestão e acompanhamento de dados em tempo real de diversidade, equidade, e inclusão e pertencimento (DEIP) do Brasil, que mapeia métricas em tempo real e apoia ações direcionadas nessa área. Laura, que possui mais de oito anos de experiência em gestão de operações, comunicações e pessoas, é formada em hospitalidade, e é  especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão pela Universidade Cornell. Atua também como conselheira de inovação da ACSP, e professora do MBA de ESG da Saint Paul e de cursos de DEI da Trevisan.

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Para mais informações, visite o Linkedin e o  Instagram.

 

 
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Lara Comunicação

Carolina Lara
WhatsApp +55 (11) 99140-9229

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Catadoras de materiais recicláveis protagonizam livro que será lançado em Brasília amanhã (20)

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Foto por Magali Moraes – Divulgação
“Mulheres que Reciclam o Futuro” reúne relatos de catadoras de várias regiões do país e será lançado na Câmara dos Deputados
Histórias de mulheres que encontraram na reciclagem uma forma de sustento, acolhimento e transformação social ganham destaque no livro Mulheres que Reciclam o Futuro, que será lançado amanhã (20), em Brasília. A obra reúne relatos de 25 catadoras de diferentes estados brasileiros, com trajetórias marcadas por coragem, superação e trabalho coletivo em torno do cuidado com o meio ambiente e da preservação.
Lançado no mês em que é celebrado o Dia Mundial da Reciclagem, comemorado em 17 de maio, o livro aborda os desafios enfrentados por essas mulheres, que representam 70% da força de trabalho dos cerca de 800 mil trabalhadores do setor no Brasil, segundo o Movimento Nacional de Catadores e Catadoras de Recicláveis (MNCR), reforçando o papel da reciclagem como motor essencial para a economia e o meio ambiente. Realizada pela Rede Educare, com patrocínio da Novelis via Lei de Incentivo à Cultura, a obra poderá ser baixada gratuitamente no site www.redeeducare.com.br ou adquirida em versão física.

A Novelis, líder mundial em laminação e reciclagem de alumínio, mantém, no Brasil, uma operação que conecta a indústria recicladora dos elos iniciais da cadeia de reciclagem, valorizando e reconhecendo a atuação de cooperativas, catadores e catadoras. “As histórias apresentadas mostram que a reciclagem vai muito além do material, ela transforma vidas. Para a Novelis, é um orgulho apoiar uma iniciativa que reconhece as catadoras como agentes essenciais da preservação ambiental e da criação de um presente e futuro mais sustentável. Juntas, ao lado de mais 800 mil pessoas, elas impulsionam a economia circular no país e transformam resíduos em oportunidade, renda e dignidade”, afirma Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis América do Sul.

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A escritora Viviane Mansi dá voz às histórias das catadoras brasileiras a partir de uma escuta cuidadosa e de uma escrita sensível, que desconstrói visões simplificadas e estigmatizadas sobre a realidade dessas mulheres, evidenciando que muitas delas foram levadas ao trabalho com resíduos por contextos de vulnerabilidade e encontram nesses espaços fonte de renda, acolhimento e pertencimento. A obra também se expressa na linguagem fotográfica de Magali Moraes, que amplia e aprofunda essas narrativas.

“Muitas vezes, a gente está distante dessa realidade e tem menos empatia simplesmente por não conhecer. O livro tenta fazer essa conexão entre o que se imagina e o que é real, para provocar um olhar mais cuidadoso e empático sobre essas mulheres que, em sua maioria, estão nesse trabalho e, ainda assim, seguem fazendo o melhor que podem com o que têm. É sobre elas e, especialmente, sobre o impacto que a gente gera no mundo e na vida das pessoas ao nosso redor”, afirma a escritora.

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“A reciclagem no Brasil tem rosto de mulher. São elas que, no cotidiano invisível, estruturam a base real da sustentabilidade no país, muito antes de qualquer política pública reconhecer”, destaca a CEO da Rede Educare, Kátia Rocha

Sete filhos criados a partir da reciclagem –  Uma das histórias do livro é a de Aparecida Ferreira de Maria, de Brasília. Filha de catadores, ao enfrentar a maternidade precoce, aos 18 anos, encontrou na catação uma alternativa viável de renda. Hoje, aos 41 anos, e com sete filhos criados com a reciclagem, atua na defesa da valorização dos catadores. “Aqui a gente conversa muito, cada uma conta a sua história, e eu vejo que são mulheres muito guerreiras. Elas chegam com histórias parecidas, de dificuldade, e encontram acolhimento. É um lugar onde a gente se escuta, se apoia e vai seguindo em frente”, destaca.

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Já Dulce Vale, de Goiânia, iniciou na reciclagem aos 40 anos, após perder o emprego como secretária e precisar reorganizar a vida como mãe solo e chefe de família. Atualmente, é presidente da Central e Forte e é uma das principais lideranças do movimento no país. “Quando você é mulher, já existem muitas barreiras para conseguir um trabalho. Aqui na cooperativa, a gente consegue conciliar, conversar, se apoiar. Por isso tem tantas mulheres. Aqui a gente encontra oportunidade e consegue seguir trabalhando, mesmo com as dificuldades do dia a dia”, afirma.

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De acordo com o Anuário da Reciclagem 2024, são mais de 3 mil organizações de catadores mapeadas no país, reunindo mais de 70 mil trabalhadores formalizados em cooperativas. Esse número, no entanto, representa apenas uma parcela da categoria estimada pelo MNCR. Cerca de 800 mil pessoas vivem da atividade no Brasil. Juntos, esses trabalhadores são responsáveis por impulsionar a recuperação de materiais e fortalecer a cadeia da reciclagem no país.

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