Moda
De barrel a reta: como usar as modelagens de jeans na primavera
Da faculdade às saídas com amigos, entender as características de cada peça permite explorar os itens para diferentes momentos da rotina
A calça jeans segue como uma das principais peças do armário. No entanto, a cada temporada as modelagens ganham novas interpretações. As clássicas barrel, reta e bootcut, por exemplo, aparecem com destaque durante a Primavera, combinando a volta da cintura baixa com diferentes propostas de silhueta.
Entre volumes e alturas, Barbara Barreira, head de estilo da Youcom, conta, à CNN Brasil, que as apostas da temporada reforçam que o jeans pode assumir diferentes funções. Logo, entender as características de cada modelagem permite explorar as peças para diferentes momentos.
Além disso, incorporar diferentes possibilidades de styling ajuda a definir a proposta de cada.
A calça reta pode transitar facilmente do escritório ao dia a dia look
A calça reta parte de uma modelagem clássica, mas ganha uma leitura mais atual com o cós baixo. Por ter uma silhueta atemporal e versátil, e ao mesmo tempo contar com um caimento que não é excessivamente apertado, a peça se torna uma alternativa para levar a tendência para produções do dia a dia.
Nesse caso, a calça pode ser combinada a tricôs, camisas ajustadas e coletes. A proposta é incorporar a cintura baixa, de forma que o visual fique mais atualizado e que combine com os diferentes ocasiões e ambientes da rotina.
Escolha a modelagem barrel para um look fashionista
Com pernas mais amplas e formato levemente afunilado próximo à barra, a modelagem barrel já tem o seu espaço dentro das tendências do momento. Justamente por criar um look contemporâneo, marcado pelo equilíbrio entre volume e proporção, a peça adiciona mais informação de moda à produção.
O fit combina especialmente com ocasiões que permitem maior liberdade de composição, indo de festivais a saídas com amigos, e pode ser combinado com peças mais ajustadas ao corpo, que valorizem a silhueta, como blusas slim e bodies.
Bootcut para jantares à faculdade
Inspirada nas produções dos anos 2000, a calça bootcut é conhecida por seu ajuste na região das pernas e do quadril, que ganha uma abertura sutil a partir dos joelhos. Por criar um efeito de alongamento da silhueta, pode ser facilmente combinada com botas, sandálias de salto ou tênis.
Pode ser uma escolha para idas a faculdade ou até mesmo jantares, pois a modelagem pode ganhar uma leitura diferente ao ser estilizada à peça que vai acompanhar, podendo ser blusas de rendas, tricôs, cintos maximalistas ou um moletom, para um visual mais despojado.
créditos:
Divulgação/Youcom
CNN
Divulgação
Moda
Projeto transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda: ‘Não começa nos tropeiros’
Uma coleção de roupas criada dentro do Assentamento Rosa Luxemburgo, em Votorantim (SP), busca transformar referências da ancestralidade indígena e negra, da cultura periférica e da história da região em peças de moda. O resultado é apresentado ao público neste sábado (10), durante a Mostra Cultural do Terra.
O projeto “Terra Rasgada – Moda Ancestral” foi idealizado pela designer de moda e produtora cultural Isabela Couto Espíndola e desenvolvido em parceria com moradores da comunidade e o coletivo Bando Maré de Março, ligado à Escola de Capoeira Angola e Samba de Roda.
A iniciativa foi construída no próprio território e envolveu oficinas de corte e costura, tingimento natural e expressão corporal. As roupas foram confeccionadas por costureiras que vivem no assentamento e trabalham no ateliê Rosas e Retalhos.
A coleção, chamada “Rio que esquece a nascente, seca”, propõe uma leitura contemporânea sobre a história do território antes, durante e depois da colonização.
‘Nossa ancestralidade não começa nos tropeiros’
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/G/8/wM8cTnQxACAtzo0e1fqA/texto-do-seu-paragrafo-2026-10-09t134434.312.png)
Projeto de Votorantim transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda — Foto: Divulgação
Ao g1, Isabela Espíndola revelou que a ideia do projeto surgiu durante encontros semanais na escola de capoeira. Ela conta que os professores, que já atuavam com cultura, apresentaram a possibilidade de participar de um edital do Programa de Ação Cultural (ProAC).
A escolha pelo assentamento ocorreu também pela relação que a designer já tinha com o local. “Ele [o projeto] foi pensado dentro desse território, porque lá é o lugar onde a escola está e onde frequento também. Além disso, acredito que primeiro olhamos para os territórios que estão ao nosso redor”, explica.
Para construir a coleção, o projeto buscou referências relacionadas aos povos indígenas que, segundo Isabela, já faziam parte da história da região antes da formação das cidades.
“Nossa ancestralidade não começa nos tropeiros. Ela é muito mais antiga. Antes deles, este território já era ocupado por povos indígenas, que construíram suas próprias histórias, culturas e relações com o território e com o Rio Sorocaba”, afirma.
História contada pelas roupas
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/O/R/ADjQoaQsCwhYzVAngCYg/texto-do-seu-paragrafo-2026-10-09t134409.151.png)
Projeto de Votorantim transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda — Foto: Reprodução/Kayan Viana
A coleção foi dividida em três momentos para o desfile: pré-colonização, colonização e pós-colonização. Elementos relacionados a esses períodos aparecem nas peças e também na composição dos looks.
As miçangas utilizadas nas roupas fazem referência, segundo a idealizadora, à tradição indígena de criação de adornos corporais. A trama das peças remete às redes de pesca e ao Rio Sorocaba, enquanto os cortes amplos representam o movimento da água.
Os desenhos presentes nas roupas também dialogam com símbolos de religiões de matriz africana. Para Isabela, a proposta não era apenas utilizar referências ancestrais como estética.
Por isso, o projeto também buscou contato com pessoas ligadas a essas tradições, incluindo o Centro de Convivência Indígena (CCI) da UFSCar Sorocaba. “Para não reduzirmos apenas à estética, é necessário incluir pessoas que carregam essa ancestralidade”, afirma.
Participação local na produção
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/v/G/mZOUGFQjyzwPR6ABS5cQ/texto-do-seu-paragrafo-2026-10-09t134421.080.png)
Projeto de Votorantim transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda — Foto: Reprodução/Nathalia Muratt
-
feminicidio2 dias ago‘Ex falava que acabaria com a vida dela’, diz padrasto de jovem morta em SP
-
Econômia10 horas agoMulheres já são maioria entre formados em cursos ligados ao agronegócio
-
Curiosidades2 dias agoIniciativa quer incentivar mulheres a trabalhar em segurança cibernética
-
Esporte2 dias agoCopa do Brasil: Bragantino abre vantagem sobre Ferroviária nas quartas
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/t/0/hsZpuQTnaQsZSqIMvkgw/texto-do-seu-paragrafo-2026-10-09t134415.411.png)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/l/R/dCT2lOTzA45lkCeL8g3A/texto-do-seu-paragrafo-2026-10-09t144557.215.png)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/P/c/R2qTVVRtWs3Rm7u235nA/texto-do-seu-paragrafo-2026-10-09t134426.557.png)



