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Social

OAB/MG Subseção Barro Preto realiza Seminário sobre Masculinidades, Raças e Inovação no Enfrentamento à Violência de Gênero

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BELO HORIZONTE, MG – No próximo dia 26 de março/26, a OAB/MG Subseção Barro Preto será palco de um debate profundo e multidisciplinar sobre um dos temas mais urgentes da atualidade: a violência de gênero. O Seminário “Entre Eles e Elas: Masculinidades, Raça, Justiça e Inovação no Enfrentamento à Violência de Gênero” reunirá magistrados, advogados, psicólogos e pesquisadores para discutir soluções que vão além do punitivismo, focando na transformação social e estrutural.

O evento propõe uma abordagem inovadora ao colocar em pauta o papel do homem na desconstrução da violência, as interseccionalidades de raça e o uso da tecnologia e educação como ferramentas de prevenção ao feminicídio. Segundo os organizadores, a violência de gênero não é um “problema de mulher”, mas uma falha estrutural que exige o compromisso de toda a sociedade.

Para o presidente da OAB Barro Preto, Dr. Cândido Antônio, um dos idealizadores do encontro, “não é possível no combate à violência doméstica se não trouxermos o homem para o centro do debate. Precisamos discutir a desconstrução das masculinidades tóxicas e o papel educativo das instituições. O Direito não pode ser apenas uma ferramenta de punição posterior, mas um agente de transformação preventiva nas relações de poder.”

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Já a advogada e diretora de Direitos Humanos, Cidadania e Igualdade Racial da OAB Subseção Barro Preto, Dra. Cristina Braga Ferreira, também presidente do Instituto Aruna, e presidentes de Comissões de Enfrentamento à Violência contra a Mulher,  reforçam a necessidade de olhar para as especificidades das vítimas e para as novas ferramentas de proteção: “o combate eficaz exige reconhecer que a violência atinge de forma distinta mulheres negras e brancas, o que torna o debate sobre racismo estrutural indispensável. Aliado a isso, o uso da inovação e da tecnologia se apresenta como o futuro da segurança pública, permitindo intervenções mais rápidas e uma rede de proteção mais integrada.”

O Seminário acontece das 14h às 21h, no auditório da Subseção Barro Preto, e as inscrições podem ser feitas, gratuitamente, pelo portal Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/entre-eles-e-elas–masculinidades-raca-justica-e-inovacao-no-enfrentamento-a-violencia-de-genero/3341485

PROGRAMAÇÃO

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PAINEL 1 – 15H

MASCULINIDADES EM TRANSFORMAÇÃO: O PAPEL DOS HOMENS NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER.

  • Palestrantes: Dr. Thiago Vieira Barbosa, Dr. Eduardo Dahas e Dr. Matheus Felipe.
  • Mediadoras: Dra. Isabela Cristina Silva e Dra. Ana Paula Eloy.
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16h30 – APRESENTAÇÃO CULTURAL

17h30 – COFFEE BREAK

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PAINEL 2 – 18H30

QUANDO GÊNERO E RAÇA SE CRUZAM: VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES NEGRAS, RACISMO ESTRUTURAL E INTERSECCIONALIDADES

  • Palestrantes: Diva Moreira, Dra. Lilian Moreira, Dra. Denise Guerzoni Coelho e Dra. Aline Castro Santos.
  • Mediadoras: Dra. Bruna Vitebro e Dra. Márcia Zóia.

PAINEL 3 – 19H30

FEMINICÍDIO: PREVENÇÃO E FUTURO: EDUCAÇÃO, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DE GÊNERO.

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  • Palestrantes: Dra. Cláudia Starling, Dra. Daniela Bonaccorsi, Dr. Eduardo Milhomens e Dra. Nádia Castro Alves.
  • Mediadoras: Dra. Bruna Vitebro e Dra. Angelis Briseno.

SERVIÇO

  • Evento: Seminário “Entre Eles e Elas: Masculinidades, Raça, Justiça e Inovação”
  • Data: 26 de março
  • Horário: A partir das 14h
  • Local: Auditório da Subseção Barro Preto – Rua dos Guajajaras, 1757, Belo Horizonte/MG.

Contato para a Imprensa:

Ascom OAB Barro Preto –  (31) 9.99680652

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Saúde

Sem chuva há mais de 50 dias, DF acende alerta para incêndios florestais

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Com a persistência das condições e sem previsão de precipitações para as próximas semanas, equipes de prevenção e combate se mobilizam para proteger unidades de conservação

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Ana Isabel Mansur, da Agência Brasília   | Edição: Chico Neto

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O Distrito Federal enfrenta um período de estiagem e está há 54 dias consecutivos sem precipitações. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a última chuva na capital federal ocorreu em 25 de junho, decorrente de uma massa de ar seco que atua sobre a região Centro-Oeste e inibe a formação de nuvens. Diante do cenário, típico desta época do ano, frentes de trabalho atuam para mitigar os riscos de incêndios florestais por meio de prevenção, monitoramento e combate.

As condições climáticas atuais, marcadas por baixa umidade relativa do ar, temperaturas elevadas nas tardes e ventos de fracos a moderados, reduzem a umidade disponível no solo e na vegetação do Cerrado. Essa combinação aumenta o risco de ignição e acelera a propagação do fogo, o que demanda atenção redobrada.

Temperatura tende a ser amena de manhã, com calor intenso à tarde

Segundo o Inmet, nos próximos dias, a previsão aponta para a persistência das condições dos baixos índices de umidade relativa do ar, com possibilidade de atingir níveis críticos no período da tarde, o que pode motivar a emissão de avisos meteorológicos. Em relação às temperaturas, as tendências apontam para uma estabilidade, com manhãs amenas e tardes de calor intenso, o que mantém elevada a amplitude térmica.

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No Plano Piloto, as mínimas oscilam entre 14°C e 16°C, enquanto as máximas variam de 30°C a 31°C. Nas demais regiões do DF, especialmente no Paranoá, as temperaturas mínimas devem ficar, em média, 1°C abaixo das previstas para Brasília, e as máximas tendem a ser, também em média, 1°C acima, com destaque para a região do Gama. Os ventos, de modo geral, sopram com intensidade fraca a moderada em todo o território, com possibilidade de rajadas pontuais.

Ações de prevenção 

Para conter o avanço do fogo nas áreas protegidas, ações contínuas buscam a redução de material combustível. Somente em 2026, equipes técnicas executaram cerca de 300 hectares de queima prescrita e estabeleceram 50 quilômetros de aceiros que funcionam como barreiras de proteção dentro das unidades de conservação (UCs).

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A estruturação do planejamento envolve 150 brigadistas com contratos de dois anos para a manutenção dos trabalhos preventivos ao longo de todo o ano, permitindo que as equipes ajam com antecedência ao período crítico de seca para mitigar o risco de incêndios.

Para manter atualizados os registros das áreas das UCs afetadas pelas chamas, o monitoramento utiliza o Programa de Monitoramento de Áreas Queimadas (Promaq), que gera mapas e relatórios periódicos. Entre 2020 e 2024, as áreas que apresentaram maior recorrência de queimadas foram os parques distritais Boca da Mata e Recanto das Emas, a Arie Granja do Ipê, a Floresta Distrital dos Pinheiros e os parques ecológicos Ezechias Heringer, Tororó e Riacho Fundo, além de unidades federais como o Parque Nacional de Brasília, a Floresta Nacional de Brasília e a Reserva Biológica da Contagem.

Operação Verde Vivo 

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3.786

Número de ocorrências de incêndio em vegetação registradas até o dia 16 deste mês no DF

A operação Verde Vivo 2026, iniciada em abril com previsão de término em novembro, é estruturada de forma gradual conforme o avanço da estiagem. O foco principal é o monitoramento, a prevenção e o combate aos incêndios. Na fase mais crítica, o planejamento prevê o emprego diário de até 169 combatentes e 35 viaturas, além de equipamentos especializados, aeronaves e drones.

Em situações de grandes proporções que demandem reforço de pessoal, estima-se a mobilização de um contingente adicional de até mil profissionais dedicados ao combate de incêndios florestais. No monitoramento de áreas vulneráveis, empregam-se recursos tecnológicos como câmeras, imagens de satélite, aeronaves tripuladas e drones.

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Até o dia 16 deste mês, o DF contabilizou 3.738 ocorrências de incêndio em vegetação. Desse total, 3.270 chamados ocorreram durante o período da operação Verde Vivo, com picos em julho (1.096 ocorrências) e agosto (1.012 ocorrências até o dia 16). Os números atuais mostram-se inferiores aos do mesmo período de 2025, quando o DF registrou 4.346 ocorrências até 16 de agosto, sendo 3.512 no decorrer da operação daquele ano.

Impacto ambiental e legislação

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Os incêndios descontrolados provocam danos ambientais. O fogo causa a perda de biomassa e a degradação do solo pela queima de matéria orgânica superficial — o que estimula a erosão e o assoreamento de cursos d’água, além de alterar a estrutura da vegetação lenhosa e reduzir a fauna nativa.

Multa por provocar queimadas irregulares pode passar de R$ 50 mil

A fumaça gerada também compromete a qualidade do ar, provocando desconforto respiratório para a população urbana. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) durante o incêndio no Parque Nacional de Brasília em 2024 registrou alteração na qualidade do ar e na rotina dos moradores da capital.

A legislação estabelece sanções para quem provocar queimadas irregulares. O uso do fogo para fins agropastoris sem autorização legal sujeita o responsável a multas de R$ 1.000 por hectare ou fração, conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008. Caso o fogo atinja áreas sob proteção legal, como unidades de conservação e áreas de preservação permanente (APPs), a conduta é classificada como infração grave, com penalidades que superam R$ 50 mil, além de embargo da área e a obrigação de recuperação ambiental.

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Orientações

A colaboração dos cidadãos é fundamental para conter incidentes. Veja abaixo as principais orientações de utilidade pública.

► Evitar o uso do fogo
Não utilizar chamas para limpeza de terrenos rurais e não queimar lixo, restos de poda ou folhas secas.

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► Descarte seguro
Não atirar bitucas de cigarro em áreas de vegetação ou margens de rodovias.

► Cuidados com faíscas
Evitar fogueiras e fogos de artifício próximos a áreas verdes.

► Cuidados de saúde
Beber água para manter a hidratação, umidificar ambientes internos, evitar desperdícios no uso da água e reduzir a exposição direta ao sol nos períodos mais quentes do dia, entre as 10h e as 16h.

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► Ao avistar um foco de incêndio ativo, a orientação é manter distância da área de risco e acionar o telefone de emergência 193, informando o endereço exato ou pontos de referência. Denúncias sobre infrações ambientais e queimadas irregulares podem ser feitas pelos canais telefônicos como o 162.

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