O suspeito já estava em inquérito policial por descumprir medidas protetivas pedidas pela vítima (Crédito: Reprodução/TV Tem/TV Globo)
REDAÇÃOi
Um agente penitenciário assassinou a ex-mulher a tiros em frente a uma pizzaria em Itaporanga (SP), cidade que fica a cerca de 365 quilômetros da capital paulista, durante a noite do sábado, 13. Eliane do Carmo Oliveira, de 43 anos, estava estacionando o carro no estabelecimento quando foi atingida sete vezes por disparos efetuados por um homem em motocicleta.
Advertisement
O suspeito, identificado como Luciano Aparecido da Silva, de 48 anos, trabalha em um presídio na cidade de Taquarituba, a quase 38 quilômetros de distância, e não aceitava o fim do relacionamento. As informações são da Tem Notícias 1ª Edição, da TV Tem, afiliada à TV Globo.
A vítima havia pedido medidas protetivas contra o suspeito, que descumpriu a determinação legal e fugiu após o crime. Luciano Aparecido da Silva já estava envolvido em um inquérito policial por se aproximar de Eliane em julho de 2023.
O corpo da vítima foi enterrado na noite do domingo, 14, no Cemitério Municipal de Itaporanga.
Em contato com a IstoÉ, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou que o caso foi registrado como feminicídio na delegacia de Itaporanga e um inquérito foi instaurado para que as circunstâncias do fato sejam apuradas. Ainda conforme o órgão, o autor permanece foragido e as buscas por ele continuam.
Mulheres em situação de violência doméstica e familiar que precisem deixar o lar para preservar a integridade física podem solicitar o Aluguel Social. O benefício é de R$ 600 mensais para despesas com moradia por até seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período.
Unidades do Espaço Acolher estão entre as instituições que fazem acompanhamento psicossocial de mulheres em situação de vulnerabilidade | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
Atualmente, 765 mulheres recebem o auxílio; e, entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 4.327 atendimentos. O acesso ocorre por demanda espontânea, e não há limite de vagas.
Advertisement
Critérios para solicitar o benefício
⇒ Possuir medida protetiva de urgência vigente, expedida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), com base na Lei Maria da Penha
⇒ Estar em situação de vulnerabilidade econômica e social
Advertisement
⇒ Precisar deixar a residência em caráter emergencial devido ao risco de morte ou agravamento da violência
⇒ Não possuir outro imóvel ou local seguro para morar
⇒ Não ter condições financeiras de custear despesas com moradia
Advertisement
⇒ Residir no Distrito Federal
⇒ Possuir renda per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar de até dois salários mínimos
⇒ Estar em acompanhamento psicossocial na Casa da Mulher Brasileira, em alguma unidade do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), na Casa Abrigo ou nos Espaços Acolher.
Advertisement
Como solicitar
O primeiro passo é procurar presencialmente uma das unidades de atendimento psicossocial. Durante o atendimento, uma equipe multidisciplinar avalia a situação da vítima e elabora um relatório técnico para verificar se ela atende aos critérios estabelecidos pela Portaria nº 49/2026.
Advertisement
Se o benefício for concedido, o valor deverá ser utilizado para despesas com moradia.
O que é necessário durante o recebimento
Enquanto recebe o auxílio, a beneficiária deve manter o acompanhamento psicossocial em uma das unidades ou na rede de proteção às mulheres vítimas de violência. Também é necessário apresentar, nos primeiros 45 dias de recebimento do benefício, o contrato de locação do imóvel ou uma declaração assinada pelo proprietário.
Advertisement
Mulheres que não possuírem documentos para comprovar renda ou residência poderão utilizar autodeclaração. Além disso, é obrigatória a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), caso ainda não estejam cadastradas, e a apresentação do comprovante de cadastro no programa habitacional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). Quando indicado, também poderá ser necessária a participação em programas sociais complementares.
O benefício pode ser disponibilizado por mais seis meses. Para isso, a beneficiária deverá comprovar inscrição em pelo menos dois cursos de capacitação, qualificação profissional ou empreendedorismo.
Advertisement
Também é preciso, nesse caso, apresentar o comprovante de cadastro na Codhab e um documento que comprove a continuidade da locação do imóvel, como contrato de aluguel ou declaração do locador
A permanência depende do cumprimento dos critérios previstos e da regularidade do acompanhamento feito pelas unidades ou pela rede de proteção às mulheres vítimas de violência.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.AceitarLeia nossa política de privacidade
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.AceitarLeia nossa política de privacidade