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Mãe de seis filhos é atingida por bala perdida durante ação da PM

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Foto: Reprodução/Redes sociais

A mulher foi atingida por volta das 18h desta quarta-feira (27), ficou um dia em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos

João Paulo Nunes

Edneia Fernandes Silva, de 31 anos, veio a óbito após ser atingida por um tiro na cabeça. A bala veio de uma ação feita pela Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) em Santos, no litoral paulista.

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A mulher foi atingida por volta das 18h desta quarta-feira (27), ficou um dia em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos. Edneia foi baleada na Praça José Lamacchia, no bairro Bom Retiro.

A Polícia Militar alega que a fatalidade aconteceu devido a uma troca de tiros contra suspeitos nas proximidades da praça, mas a família da vítima nega a versão. Os policiais dizem que foi feita uma perseguição contra um motociclista que recusou ser abordado e a pessoa da garupa teria feito disparos em direção aos militares.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado, Edneia havia acabado de deixar um dos seis filhos no barbeiro quando foi baleada e estaria na praça conversando com a amiga.

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“Não houve operação, só três motos da Rocam que passaram. Um. único tiro vindo do policial foi o que atingiu ela” protestou Thaynara, a prima da vítima.

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De acordo com o BO, após o tiro, testemunhas socorreram a vítima e a levaram à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Noroeste. Em seguida, ela foi transferida à Santa Casa de Santos.

O caso agora será investigado e apurado pelas autoridades.

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Fonte: Jornal de Brasilia
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Violência em sala de aula é realidade crescente no Brasil, afastando professores

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A violência nas escolas brasileiras segue crescendo, principalmente, contra professores. Há alguns dias, um docente de 53 anos foi agredido pelo pai de uma aluna, no Distrito Federal, após chamar a atenção da jovem por estar usando o celular em sala de aula. Casos dessa natureza aumentam cada vez mais, afastando os profissionais para cuidar da saúde mental.

Uma pesquisa do Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação de Minas Gerais (SindUte) apontou que 94,3% dos profissionais da educação, destacadamente os professores, em algum momento, já sofreram algum tipo de violência.

Na maioria das vezes, as agressões foram de caráter verbal (86,1%), psicológico (73,2%), físico (55,6%) e discriminatório (42,5%), ocorrendo com relativa frequência, já que 54,1% dos participantes afirmaram que as situações se repetem, ao menos uma vez ao mês. Dessa forma, 33,7% dos entrevistados consideram o local de trabalho pouco seguro e 39,4%, inseguro.

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Na ocorrência do Distrito Federal, o pai socou e chutou o professor, caracterizando uma agressão física, sendo contido pela própria filha, que aplicou um golpe de mata-leão para segurá-lo. A agressão foi registrada como lesão corporal, injúria e desacato.

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Para a PHD em neurociências, psicanalista,  psicopedagoga e professora, Ângela Mathylde Soares, é importante recordar, que desde o início do ano, a legislação proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis em ambiente escolar.  As únicas exceções acontecem para fins pedagógicos ou didáticos – com a permissão do professor – ou por questões de acessibilidade e saúde. “O docente só estava agindo conforme a lei”, afirma.

          As situações desse tipo mostram como a realidade é crítica e a precarização da função é cada vez maior, uma vez que os profissionais da educação lidam com jornadas extensas, muito trabalho, baixos salários e ainda estão sujeitos a enfrentarem violências diárias.

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Um estudo do Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Itaú Social, revelou como a desvalorização dos professores vem dos próprios alunos. O levantamento ocorreu em 21 mil escolas, com mais de 2 milhões de estudantes e apenas 40%  deles valorizam o cargo.

Segundo Ângela, o discurso de ódio, facilmente propagado na internet, contribui para ações violentas e o desmerecimento, provocando esgotamento físico e mental, com as síndromes de burnout e pânico, ansiedade e depressão, difíceis de serem contornadas, sem ajuda especializada.

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Todas as ocorrências desencadeiam efeitos incapacitantes e acabam se mostrando óbvios no cotidiano, comprometendo a performance em sala. É essencial entender que a saúde mental não deve ser menosprezada e o tratamento precisa começar rapidamente. O acompanhamento evita o agravamento, sendo que, caso contrário,  leva à aposentadoria precoce e, até mesmo, ao desejo de autoextermínio.

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Gabrielle Silva

Multi Comunicar

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(32) 99114-5408

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