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Politica

Garis mobilizam comunidade na Estrutural em ação de solidariedade pela vida

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A 6ª edição do projeto “Gari Sangue Bom” reuniu moradores, profissionais da limpeza urbana e autoridades locais em mais uma importante campanha de doação de sangue no DF

A cidade da Estrutural recebeu nesta terça-feira (29) a 6ª edição do “Gari Sangue Bom”, ação comunitária promovida pela Secretaria de Atendimento à Comunidade do DF (SEAC), em parceria com o Hemocentro de Brasília, o SLU e a Caesb. A mobilização, realizada no estacionamento da Administração Regional, teve como objetivo reforçar os estoques de sangue do Hemocentro em um período de maior demanda e colocar os garis como protagonistas de uma verdadeira corrente de solidariedade.

Logo nas primeiras horas da manhã, a movimentação já era intensa. Profissionais da limpeza urbana foram os primeiros a doar sangue, motivando moradores a seguirem o exemplo. Entre eles, estava Francisca Missilene, que já foi eleita “Miss Gari”, que participou pela terceira vez da campanha. “É um reconhecimento não só pelo nosso trabalho nas ruas, mas também por sermos capazes de salvar vidas. A gente sai de casa, doa um pouco do nosso tempo e do nosso sangue para ajudar quem precisa. Isso é ser valorizado”, afirmou emocionada.

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A secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz, reforçou o espírito da ação: “Cada um aqui de vocês é protagonista de algo muito maior. Doar sangue é um ato de amor que abençoa a vida de alguém que vocês talvez nunca conhecerão, mas que vai receber o bem mais precioso que vocês têm”, salientou.

O presidente do Hemocentro, Osnei Okumoto, também destacou a importância da doação regular e consciente. “Às vezes as pessoas não sabem, mas existem pacientes que só podem receber sangue de um tipo muito específico. No caso de uma criança que acompanho, apenas 17 pessoas no DF são compatíveis. Por isso, cada doador conta. Esse tipo de mobilização nos ajuda a identificar doadores raros, os chamados fenotipados, e salvar vidas de maneira ainda mais precisa”, explicou.

Presente no evento, o administrador regional da Estrutural agradeceu aos envolvidos. “Essa ação representa muito para nossa cidade. Agradeço à secretária Clara Roriz, ao SLU, aos servidores e parceiros que fazem esse trabalho tão importante acontecer. Todos estão de parabéns por essa demonstração de cuidado com o próximo.”

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O projeto, que já passou por Ceilândia, Gama, Samambaia, Planaltina e Recanto das Emas, se consolida como uma importante estratégia de conscientização e envolvimento comunitário. Desde sua criação, cerca de 60 garis participaram diretamente das doações, inspirando mais de 350 pessoas a fazer o mesmo.

Comunicação SEAC

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Educação

Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política

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Agressor faz ofensas de cunho religioso em grupo de WhatsApp
Iara Balduino – repórter da Agência Brasil

“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.

A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.

O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.

Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.

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“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.

Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.

Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.

Violência nas escolas

Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.

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As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.

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