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Em audiência pública o Iprev informa a Deputada Paula Belmonte que os aprovados em concursos serão chamados ainda esta semana.

Publicado em

Paula Belmonte/ Victoria Duarte

Iprev promete chamar aprovados no concurso

O objetivo da reunião foi debater a gestão do Instituto e esclarecer alguns questionamentos

Autora interina

Em audiência pública realizada no início desta semana, a direção do Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev) firmou, com a Comissão de Fiscalização, Gestão, Transparência e Controle da Câmara Legislativa (CLDF), o compromisso de nomear os 65 aprovados no último concurso público para o órgão. O objetivo da reunião foi debater a gestão do Instituto e esclarecer alguns questionamentos.

Ao ser questionada durante a audiência pública pela deputada Paula Belmonte (Cidadania) a respeito da demanda dos aprovados, a diretora-presidente em exercício do Iprev, Raquel Galvão), garantiu que os novos servidores deverão começar a trabalhar em breve.

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“O Iprev está sendo totalmente organizado para receber os 65 novos concursados. Ainda nesta semana o Diário Oficial do DF vai publicar o crédito no valor de R$ 1,75 milhão que vai viabilizar as nomeações”, afirmou a titular.

Falta computadores

Foi informado pelo órgão, contudo, a dificuldade de receberem os novos servidores que aguardam nomeação devido a falta de, até, computadores para eles.

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A deputada, por sua vez, destinou uma Emenda Parlamentar no valor de R$ 100 mil ao Iprev, para contribuir com a compra desses computadores.

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“Sabemos que há crédito disponível para as nomeações e vamos fazer uma força-tarefa para que esses servidores sejam chamados. Se foi feito concurso, se existem aprovados e se existe orçamento, então o Iprev tem que chamar essas pessoas que se dedicaram tanto para passar na seleção”, observou Belmonte.

Fonte: Jornal de Brasilia
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Mulheres são contenção à extrema direita, mas barreiras ainda afastam parcela de baixa renda

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Eleitoras enfrentam barreiras de engajamento e a polarização em meio a discursos que tentam desacreditar sua força

As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro e podem ser decisivas no segundo turno das eleições presidenciais. O aumento da participação política de mulheres também fica evidente no poder Legislativo, com figuras de diferentes espectros políticos garantindo votações expressivas, como a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).

Ainda assim, segundo pesquisa do Projeto Brief, milhões ainda estão distantes da política, principalmente entre as mulheres de menor renda, não por considerarem que são incapazes de votar, mas por acharem que seus posicionamentos e votos não farão diferença substancial.

A cientista política Carolina Altalher, diretora executiva do Update, explica que, nas justificativas dessas mulheres, estão a descrença na mudança, custos para participar da política e uma certa frustração com o cenário atual. “Antes da gente falar de um desinteresse, a gente precisa entender quais são as barreiras que elas enfrentam e por que elas não estão enxergando resultados nessa participação”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

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Altalher avalia que campanhas que desencorajam o voto feminino e, mais que isso, questionam a capacidade das mulheres de fazer política, muito comuns nos círculos conservadores, acabam beneficiando a extrema direita. “A gente sabe que as mulheres são a contenção da extrema direita em todo o mundo e, por conta disso, acaba viralizando esse tipo de comportamento e de ideia, principalmente no Brasil, onde as mulheres são 52,8% da população. Em diferentes partes do mundo, [existe] esse tipo de estratégia para chamar atenção e para fazer algum tipo de cortina de fumaça em relação a esse voto, que é tão precioso para que a gente não tenha um avanço da extrema direita”, pondera.

Sobre alguns fenômenos nas urnas de candidaturas femininas que se elegeram com discursos violentos e até de retrocesso dos direitos das mulheres, a cientista política observa que a eleitora “não necessariamente concorda com tudo aquilo que diz a candidata”, mas faz sua escolha, muitas vezes, orientada por rejeição. “Há uma combinação entre identificação com valores, rejeição aos próprios adversários e também o reconhecimento dessa liderança, dessas falas que provocam rejeição em alguns públicos, mas para outros podem ser identificadas como algum tipo de firmeza”, avalia.

Para Carolina Altalher, só será possível compreender essas contradições se despindo de conceitos pré-estabelecidos. “Reconhecer a legitimidade da eleição também permite a gente criticar essas posições e cobrar responsabilidade por esse mandato”, pontua.

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FONTE:

brasildefato

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