Politica
Janja homenageia Nísia nas redes um dia após demissão: “Trabalho incrível”
Janja postou foto ao lado da médica sanitarista: “Querida ministra e amiga Nísia” – (crédito: Reprodução/Instagram Janja)
A primeira-dama escreveu nesta quarta-feira (26/2) que Nísia fez “um trabalho incrível” à frente do Ministério da Saúde. A sanitarista foi trocada por Alexandre Padilha, que deixará a Secretaria de Relações Institucionais (SRI)
A primeira-dama, Janja da Silva, publicou nesta quarta-feira (26/2) uma homenagem à ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade, demitida ontem (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Janja elogiou o “trabalho incrível” realizado por Nísia para reconstruir o Ministério da Saúde. A primeira-dama também agradeceu a “dedicação, profissionalismo e responsabilidade” da ex-ministra.
“Querida ministra e amiga Nísia Trindade, você fez um trabalho incrível de reconstrução do Ministério da Saúde. Trabalhou, dia a dia, de cabeça erguida, lutando o bom combate e mostrando ao povo brasileiro a importância da ciência”, escreveu a primeira-dama em seu Instagram, como legenda de uma foto ao lado da ex-ministra.
“Com você, o Ministério da Saúde e os profissionais do SUS (Sistema Único de Saúde) voltaram a ser respeitados e isso nos enche de orgulho. Obrigada pela sua dedicação, profissionalismo e responsabilidade na condução do seu trabalho. Você foi e é gigante!”, acrescentou.
“Fritura”
Nísia foi demitida ontem por Lula, após evento no Palácio do Planalto para anúncio de uma vacina brasileira contra a dengue, que será produzida até 2026. A ex-ministra era criticada no governo por crises de sua gestão, como a epidemia de dengue no ano passado e a queima de imunizantes que não foram aplicados dentro do vencimento.
A sanitarista foi substituída pelo então ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Alexandre Padilha, que já assumiu a Saúde durante o governo de Dilma Rousseff. A pasta também era cobiçada por legendas do Centrão, que encampou uma fritura de Nísia desde que ela assumiu o cargo.
A demissão causou desconforto em Nísia e aliados. Hoje, em conversa com jornalistas, a ex-ministra criticou a imprensa pela fritura.
Educação
Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política
“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.
A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.
O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.
Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.
“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.
Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.
Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.
Violência nas escolas
Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.
As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.
-
Curiosidades1 dia agoSolidariedade feita à mão leva 80 turbantes a pacientes oncológicas do Hospital de Base
-
Mulheres incriveis1 dia agoParto normal ou cesárea? Entenda quando cada um é indicado e quais são os riscos
-
Cultura1 dia agoMúsica e gestos de carinho levam acolhimento a pacientes oncológicos do Hospital de Base
-
Econômia3 horas agoDo Pix ao combate à fome: Brasília recebe palestras sobre inovação e integridade



