Politica
Mãe de Isabella Nardoni discute primeira infância na Câmara Legislativa
Fotos: Robert Alves/Monumental Foto
Mesa de debate proposta pela deputada Paula Belmonte, que ocorre na manhã desta sexta-feira (29), vai discutir rede de proteção para crianças
A história de Isabella Nardoni marcou o Brasil de forma trágica. Mais de 15 anos depois, sua mãe, Ana Carolina Oliveira, transformou a dor em propósito e hoje é referência nacional na defesa da infância. Vereadora em São Paulo pelo Podemos, ela estará em Brasília nesta sexta-feira (29) para participar de uma mesa de debate sobre a importância da rede de proteção na primeira infância, dentro da programação da Semana Legislativa pela Primeira Infância.
O evento, que ocorre das 9h às 12h, é uma iniciativa da deputada Paula Belmonte em parceria com a Escola do Legislativo (Elegis) e será realizado na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O objetivo é reforçar a urgência de políticas públicas para garantir cuidado, proteção e desenvolvimento integral a crianças de 0 a 6 anos, fase considerada decisiva para a formação humana.
Paula Belmonte tem na defesa da infância um dos pilares de sua vida pública. Quando deputada federal, foi autora da Lei 14.617/23, que instituiu agosto como o Mês da Primeira Infância em todo o país, estabelecendo um marco de conscientização sobre a importância da atenção integral a gestantes e crianças pequenas.
A presença de Ana Carolina Oliveira em Brasília simboliza a força de mães que transformaram experiências pessoais em bandeiras coletivas. Hoje, ela preside a Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude na Câmara Municipal de São Paulo, consolidando-se como uma das vozes mais atuantes no tema.
Conversa entre especialistas
Além de Ana Carolina e da deputada Paula Belmonte, a mesa de debate contará com especialistas de diversas áreas que lidam diretamente com a proteção da infância: o juiz da Vara da Infância e da Adolescência do TJDFT, Evandro Neiva de Amorim; o promotor de Justiça da Infância e Juventude do MPDFT, Renato Bianchini; a delegada de Proteção à Criança e Adolescente da Polícia Civil do DF, Ana Carolina Litran Andrade; e a pesquisadora Daniela Santos, doutoranda em Estudos da Criança pela Fundação Rio Branco.
O encontro busca dar visibilidade a práticas e políticas que assegurem que cada criança tenha a oportunidade de crescer em um ambiente seguro, saudável e propício ao seu pleno desenvolvimento.
Mesa de debate: “Importância da rede de proteção na primeira infância”
📅 Data: 29/08/2025 (sexta-feira), das 9h às 12h
📍 Local: Sala das Comissões da Câmara Legislativa do DF
Fonte: Ascom Dep. Paula Belmonte
Politica
Mulheres são contenção à extrema direita, mas barreiras ainda afastam parcela de baixa renda
As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro e podem ser decisivas no segundo turno das eleições presidenciais. O aumento da participação política de mulheres também fica evidente no poder Legislativo, com figuras de diferentes espectros políticos garantindo votações expressivas, como a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).
Ainda assim, segundo pesquisa do Projeto Brief, milhões ainda estão distantes da política, principalmente entre as mulheres de menor renda, não por considerarem que são incapazes de votar, mas por acharem que seus posicionamentos e votos não farão diferença substancial.
A cientista política Carolina Altalher, diretora executiva do Update, explica que, nas justificativas dessas mulheres, estão a descrença na mudança, custos para participar da política e uma certa frustração com o cenário atual. “Antes da gente falar de um desinteresse, a gente precisa entender quais são as barreiras que elas enfrentam e por que elas não estão enxergando resultados nessa participação”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
Altalher avalia que campanhas que desencorajam o voto feminino e, mais que isso, questionam a capacidade das mulheres de fazer política, muito comuns nos círculos conservadores, acabam beneficiando a extrema direita. “A gente sabe que as mulheres são a contenção da extrema direita em todo o mundo e, por conta disso, acaba viralizando esse tipo de comportamento e de ideia, principalmente no Brasil, onde as mulheres são 52,8% da população. Em diferentes partes do mundo, [existe] esse tipo de estratégia para chamar atenção e para fazer algum tipo de cortina de fumaça em relação a esse voto, que é tão precioso para que a gente não tenha um avanço da extrema direita”, pondera.
Sobre alguns fenômenos nas urnas de candidaturas femininas que se elegeram com discursos violentos e até de retrocesso dos direitos das mulheres, a cientista política observa que a eleitora “não necessariamente concorda com tudo aquilo que diz a candidata”, mas faz sua escolha, muitas vezes, orientada por rejeição. “Há uma combinação entre identificação com valores, rejeição aos próprios adversários e também o reconhecimento dessa liderança, dessas falas que provocam rejeição em alguns públicos, mas para outros podem ser identificadas como algum tipo de firmeza”, avalia.
Para Carolina Altalher, só será possível compreender essas contradições se despindo de conceitos pré-estabelecidos. “Reconhecer a legitimidade da eleição também permite a gente criticar essas posições e cobrar responsabilidade por esse mandato”, pontua.
FONTE:
brasildefato
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