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Politica

Paciente do HBDF realiza o sonho de ganhar um violão com a ajuda de profissionais da saúde

Publicado em

Equipe do Hospital de Base realiza gesto de solidariedade e humanização
texto por Bruno Laganá
fotos por Alberto Ruy/IgesDF
Internada no Hospital de Base para tratar de uma fístula pós-cirúrgica, a paciente Eudania Sousa Rios, de 43 anos, teve um momento de felicidade e gratidão na sexta-feira (24/01) ao realizar um sonho de longa data: ganhar um violão. O desejo de Eudania veio à tona durante atendimento realizado pelo fisioterapeuta Lucas Boccanera, que, ao lado dela, recebeu a visita da equipe da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília.
“O grupo da Rede apareceu no andar do hospital, tocando músicas no violão e animando os pacientes internados, como sempre fazem. Foi nesse momento que despertou a minha conversa com Eudania sobre o amor pela música”, conta Lucas. Eudania compartilhou seu grande sonho de ter um violão para aprender a tocar, inspirada pelo pastor de sua igreja.
Lucas contou a Eudania que é luthier nas horas vagas, construindo e consertando guitarras e violões. De maneira descontraída, ela brincou pedindo para que Lucas fizesse um violão para ela. Sensibilizado pelo pedido, o fisioterapeuta se lembrou de um violão que estava sem uso na sala da equipe de enfermagem.
“Este instrumento pertencia à nossa fisioterapeuta Luana Campos, que o doou para que realizássemos uma rifa para arrecadar fundos que seriam destinados à melhoria do atendimento aos pacientes da unidade”, conta Prys Hellen de Paula Dias, chefe do serviço de enfermagem do 11º andar. Porém, sem tempo de realizar o projeto, o instrumento seguia parado na sala da equipe.
Após Lucas compartilhar o desejo de Eudania de ganhar um violão, Luana aceitou a ideia de doá-lo à paciente. Em contrapartida, Lucas se comprometeu a doar uma guitarra elétrica de sua coleção particular, que será utilizada para o mesmo projeto da rifa.
Com a colaboração da equipe, Lucas levou o violão para sua oficina, fez os ajustes necessários, trocou algumas peças e preparou o instrumento para a entrega especial. “Eu mesmo vivi esse sonho há muito tempo. Graças a Deus, consegui realizá-lo na minha vida e, se podemos proporcionar isso a alguém, devemos nos esforçar para que outras pessoas também possam vivê-lo”, afirmou Lucas.
No momento da surpresa, toda a equipe multidisciplinar entrou no quarto da enfermaria onde está Eudania cantando o refrão da música Pais e Filhos, do grupo brasiliense Legião Urbana. Ao receber o violão, a paciente não conteve a emoção. “Eu tinha vontade de tocar na igreja. Via o pastor tocando e ficava com aquela vontade de aprender. Agora, meu sonho foi realizado! Agora é só aprender”, comemorou.
A história de Eudania comoveu a equipe. Apesar das dificuldades de saúde, ela é conhecida por sua gratidão e positividade. “Ela é uma pessoa extremamente querida, tem um vínculo familiar forte e nunca reclama. Mesmo com todos os desafios, se mantém positiva e acreditando”, destacou Prys.
O gesto solidário da equipe do Hospital de Base reforça a importância do cuidado, da humanização e do apoio emocional no tratamento hospitalar, um dos pilares do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que administra a unidade. Histórias como a de Eudania são um exemplo de como pequenas ações podem ajudar na recuperação e proporcionar momentos de felicidade, mesmo em tempos difíceis. Como dizia a música: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã…”.
Assessoria de Comunicação

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Educação

Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política

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Agressor faz ofensas de cunho religioso em grupo de WhatsApp
Iara Balduino – repórter da Agência Brasil

“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.

A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.

O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.

Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.

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“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.

Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.

Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.

Violência nas escolas

Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.

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As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.

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