Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Politica

Detran nas Escolas é objeto de estudo em curso de Pós-graduação na UnB

Publicado em

Capacitada em curso do Detran-DF, professores da rede pública defendeu tese que alia o programa Detran nas Escolas à Matemática como estratégia para redução de mortes de crianças e adolescentes no trajeto escolar

Zélia Ferreira

Na manhã de sábado (1º), a professora da rede pública de ensino do Distrito Federal, Jeane Quitéria da Conceição Silva, defendeu, como Trabalho de Conclusão de Curso em Especialização em Metodologias de Ensino em Matemática na Universidade de Brasília, tese em que o programa Detran nas Escolas figurou como objeto de estudo.

Advertisement

A tese defendida abordou “O Ensino da Matemática e o Programa Detran nas Escolas como Instrumentos de Formação e Transformação Social: Estratégias para a Diminuição de Mortes de Crianças e Adolescentes no Trajeto Escolar”. O trabalho de pesquisa foi orientado pelo Professor Doutor Rui Seimetz. Além do orientador, integrou a banca examinadora o Professor Mestre Inácio Antônio Athayde Oliveira.

A escolha do tema teve como fator motivacional a participação de Jeane Quitéria no curso Mobilidade e Trânsito, que integra o programa Detran nas Escolas e capacita professores da rede pública de ensino para trabalhar a temática do trânsito na sala de aula, como forma de estabelecer a Educação para o Trânsito numa perspectiva da cultura de paz no trânsito e na garantia do direito à mobilidade segura. Ela fez o curso em duas ocasiões: como professora da Educação Infantil, em 2023, e do 1º ano do Ensino Fundamental, em 2024.

Leia Também:  Distrito Federal apresenta seis propostas para obras no Novo PAC Seleções

“Participar do curso para mim foi um aprendizado muito importante no sentido de prestar mais atenção ao tema trânsito e fazer parte desse grupo de pessoas – pedestres e motoristas – responsáveis e conscientes”, destacou Jeane Quitéria. Em sua tese, ela aborda como ensinar Matemática a partir de situações da vida diária relacionadas ao trânsito, com informações e regras, apresentando os riscos que os estudantes correm no trajeto escolar. “É possível impactar, com os números, estatísticas, quadros, tabelas e gráficos comparativos, as consequências na vida social e econômica de todos os cidadãos em geral, o que afeta diretamente em investimentos e políticas públicas, PIB e como as famílias se estruturam antes e após esses acidentes”, esclarece a autora.

Advertisement

Renato Bertolino, um dos coordenadores do Programa Detran nas Escolas, assistiu à defesa da tese na UnB. Para ele, “As ações do Programa exibem sua eficácia quando, para além da inscrição voluntária da professora no curso Mobilidade e Trânsito, conseguem engajá-la na reflexão dos problemas e soluções do trânsito da nossa cidade. É sempre muito valioso para a instituição ter a oportunidade de desenvolver uma política pública que, no âmbito acadêmico, seja objeto de estudo e pesquisa ”.

Leia Também:  Leila do Vôlei mantém crescimento constante, enquanto adversários atingem teto eleitoral

Mobilidade e Trânsito
O curso Mobilidade e Trânsito, que integra o Programa Detran nas Escolas, capacita professores das escolas públicas e conveniadas da Secretaria de Educação do Distrito Federal para que a temática trânsito e mobilidade segura seja trabalhada em sala de aula desde a primeira infância até o Ensino Médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Desde que foi implantado, em 2017, o programa já capacitou 8.376 professores em parceria com a Unidade-escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape). São realizadas, anualmente, duas edições do curso. Agora em março de 2025, serão abertas as inscrições para a 15ª edição. Nessa edição, será utilizada uma nova plataforma EAD (versão atualizada do moodle) e os professores das turmas de Anos Iniciais receberão um kit com jogos, livro do Autista Contente e um caderno de atividades pedagógicas para si e seus estudantes. Outra novidade da próxima edição será a realização de turmas no período noturno para atender aos professores da EJA que trabalham à noite, a fim de que possam fazer o curso no dia e horário de sua coordenação.

Advertisement

Fonte: Ascom Detran

COMENTE ABAIXO:

Educação

Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política

Published

on

Agressor faz ofensas de cunho religioso em grupo de WhatsApp
Iara Balduino – repórter da Agência Brasil

“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.

A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.

O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.

Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.

Advertisement
Leia Também:  Aprovada no DF, luta de Claudio Abrantes contra o cerol agora está no Senado

“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.

Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.

Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.

Violência nas escolas

Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.

Advertisement

As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

MULHER NO ESPORTE

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA