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Saúde

Dia Mundial do Rim: Profissionais do HUB destacam a importância da prevenção de doenças renais

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Também haverá programação especial e gratuita, aberta para a população geral

 

 

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*Brasília (DF) –* Com o tema “Cuidar de Pessoas e Proteger o Planeta”, o Dia Mundial do Rim será celebrado em 12 de março, tanto no exterior quanto em território nacional. Para marcar a data, especialistas da equipe de nefrologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), reuniram recomendações para prevenção e diagnóstico precoce de doenças renais, e orientações nutricionais para cuidados renais. Também haverá programação especial e gratuita, aberta ao público geral a partir de 18 anos.

 

De acordo com o médico nefrologista do HUB-UnB, Flávio Moura, os rins são órgãos fundamentais para o organismo, agindo para filtrar o sangue, eliminar toxinas através da urina, regular o volume de líquidos no corpo e colaborar com o controle da pressão arterial. No entanto, algumas condições podem afetar o bom funcionamento renal ou, até mesmo, paralisar a função renal por completo.

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*Definição de doenças renais*

O termo “doenças renais” se refere a qualquer disfunção ou patologia que interfere no funcionamento normal dos rins. “As principais são as nefropatias diabéticas e hipertensivas, a doença renal crônica (DRC); a lesão renal aguda (IRA); a glomerulonefrite, que consiste na inflamação do glomérulo dos rins; a doença policística renal; as infecções do trato urinário que atingem os rins (pielonefrite); a nefrolitíase, também conhecida como cálculo renal; e doenças tubulointersticiais, como é o caso da nefropatia medicamentosa”, assinala Flávio.

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*Causas, fatores de risco e sintomas de alerta*

Ainda segundo o nefrologista, as doenças renais são causadas por diferentes condições. “Podem ocorrer através de doenças sistêmicas que afetem os rins, como é o caso da diabetes, da hipertensão e do lúpus; de doenças primárias dos rins, que acarretam deposição de proteínas ou imunocomplexos; através de lesão direta ao rim por infecção, obstrução ou medicamentos tóxicos; predisposição genética; e, ainda, em casos de quadros agudos secundários a isquemia ou hipoperfusão, como choque, desidratação grave e pancreatite aguda”, ressalta.

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Também há fatores de risco específicos que acabam colaborando para o desenvolvimento de doenças renais. Entre eles estão: o diabetes mellitus, a hipertensão arterial sistêmica; histórico familiar de doença renal; obesidade; e sedentarismo; tabagismo; uso crônico ou inadequado de anti-inflamatórios não esteroidais e outros nefrotóxicos; doenças cardiovasculares; infecções do trato urinário recorrentes ou obstrução urinária; desidratação frequente; e consumo inadequado de água.

 

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Muitas vezes, as doenças renais acabam surgindo e avançando de forma silenciosa. Por isso, identificar os sinais de alerta é fundamental. Para Flávio, os principais sintomas que indicam a necessidade de procurar ajuda médica são:

• Inchaço (edema) nas pernas, nos tornozelos e no rosto;

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• Urina muito escura e/ou espumosa;

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• Mudança súbita no padrão urinário (frequência, urgência);

• Inversão do ritmo urinário, com maior volume urinário no período noturno;

• Dor intensa no flanco (costas/lado) ou cólicas renais;

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• Fadiga excessiva;

• Perda de apetite acompanhada de náuseas e vômitos persistentes;

• Aumento persistente da pressão arterial;

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• Glicemias de difícil controle;

• Alterações neurológicas agudas, com presença de confusão mental ou falta de ar súbita.

 

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*Prevenção*

Cuidar da saúde dos rins não deve ser rotina apenas para quem já possui diagnóstico de doença renal ou insuficiência renal. “De forma geral, a prevenção de doenças renais demanda mudanças no estilo de vídeo, como suspender o tabagismo, realizar a manutenção de peso saudável através de uma dieta equilibrada e da prática de atividade física regular, contar com uma hidratação adequada, conforme orientação médica, limitar o consumo de álcool e evitar a automedicação, além do uso indiscriminado de anti-inflamatórios, entre outros pontos. Pessoas que já estão no grupo de risco devem fazer o controle adequado do diabetes e da hipertensão, com acompanhamento médico e medicação adequada, realizar exames periódicos de sangue como o de creatinina, para estimar a taxa de filtração glomerular, e de urina [EAS, RAC]”, recomenda o médico.

 

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*Orientações Nutricionais*

A alimentação influencia diretamente a saúde dos rins, já que uma das funções desses órgãos é eliminar toxinas para equilibrar líquidos e nutrientes.

 

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De acordo a nutricionista Gleyce Araújo, que integra a equipe multiprofissional do HUB-UnB, atendendo pacientes com doenças renais, é possível reduzir o risco de doenças crônicas por meio de uma alimentação equilibrada e boa hidratação. “Rotinas de alimentação onde predominam alimentos ultraprocessados, com excesso de açúcar, gordura e aditivos químicos, podem sobrecarregar os rins. Esse impacto é ainda maior em pessoas com hipertensão e diabetes, que são fatores de risco para a doença renal crônica. O ideal é priorizar alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, hortaliças, legumes, arroz e feijão por exemplo, além de manter a água como principal fonte de hidratação”, destaca.

 

Já pessoas diagnosticadas com doenças renais precisam adaptar a alimentação, individualizando-a conforme o estágio da doença e outras condições de saúde associadas, além da realidade social e financeira do paciente. “Nesses casos, a dieta pode envolver controle da ingestão de sódio, ajuste da quantidade de proteínas, monitoramento do potássio e fósforo e atenção ao consumo de líquidos”, explica a profissional.

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A recomendação de consumo de água, inclusive, deve ser individualizada. “Pacientes com doença renal crônica, em tratamento conservador e em estágios iniciais, geralmente seguem orientação semelhante à da população geral, respeitando suas condições clínicas. Porém, pacientes em estágios mais avançados do tratamento conservador e que iniciam diálise podem necessitar de controle hídrico individualizado. Na necessidade de restrição de líquidos, é importante lembrar que não apenas a água deve ser contabilizada. Sucos, sopas, café, leite, gelatina e até frutas com alto teor de água entram no cálculo diário”, aponta Gleyce.

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*Nefrologia no SUS*

Thiago Almeida Hurtado faz residência em nefrologia no HUB-UnB e realiza postagens nas redes sociais através do perfil @thiagohurtado.nefro (Instagram e TikTok) com o objetivo de aproximar a população e os estudantes da realidade da nefrologia e da residência médica no Sistema Único de Saúde (SUS). “Muitas vezes, a especialidade é pouco compreendida ou pouco conhecida, mesmo sendo fundamental na estrutura hospitalar. Percebo que as postagens ajudam a valorizar o trabalho realizado dentro do serviço público e despertam interesse em colegas e estudantes que consideram seguir a área. Também é uma forma de humanizar a rotina médica e mostrar os desafios e aprendizados do processo de formação”, opina.

 

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Para o residente, a nefrologia tem papel central no SUS, especialmente porque a doença renal crônica está fortemente associada a condições prevalentes na população mais vulnerável, como hipertensão arterial e diabetes mellitus. “O SUS é responsável pela maior parte do financiamento e organização da terapia renal substitutiva no país, incluindo hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal. Sem essa estrutura pública, grande parte dos pacientes não teria acesso a tratamento. Além disso, a nefrologia dentro do SUS atua não apenas no tratamento, mas também na prevenção e no diagnóstico precoce, o que é essencial para reduzir complicações e custos futuros. Portanto, é uma especialidade estratégica para garantir equidade, acesso e continuidade do cuidado”, ressalta.

 

*Programação do HUB*

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Na quinta-feira (12/3), o HUB-UnB vai comemorar o Dia Mundial do Rim com um cronograma de atividades gratuitas e abertas ao público geral a partir de 18 anos.

As ações acontecerão no hall entre as Unidades I e II, a partir de 9h, e incluem exposição de máquinas de diálise, e mini-palestras em formato de workshop para verificação de pressão arterial, glicemia, bioimpedância e exposição de práticas de hábitos de vida. Não é necessária inscrição prévia.

 

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*Sobre a Ebserh*

O HUB-UnB faz parte da Rede Ebserh desde janeiro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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Saúde

Uma em cada quatro pessoas idosas sofre queda em um ano; exercício pode ajudar a preservar capacidade funcional

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Para o especialista Jauan Anselmo, dados da Fiocruz reforçam a importância de estratégias individualizadas para manutenção da força, equilíbrio e autonomia para quem entra a quem está na terceira idade.

 

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Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, a prática de exercícios físicos ganha importância principalmente para a manutenção da força, da mobilidade e da independência. O desafio, segundo o profissional de Educação Física Jauan Anselmo, é adaptar a prescrição à realidade de um corpo que passa por mudanças progressivas, em vez de simplesmente reproduzir protocolos desenvolvidos para pessoas mais jovens.

 

A necessidade de um planejamento individualizado se torna ainda mais evidente diante dos riscos associados à perda de força e às quedas. Dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que 25,1% dos idosos brasileiros residentes em áreas urbanas sofreram ao menos uma queda em um período de 12 meses, o equivalente a uma em cada quatro pessoas.

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Para Jauan, envelhecer não significa abandonar exercícios de força ou reduzir a atividade física a caminhadas. O que muda é a necessidade de controlar melhor variáveis como volume, intensidade, frequência, recuperação e complexidade dos movimentos.

 

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“O corpo que envelhece continua respondendo ao treinamento e precisa dele. O erro está em acreditar que podemos manter indefinidamente a mesma carga, o mesmo volume e a mesma frequência que utilizávamos aos 20 ou 30 anos. A prescrição precisa acompanhar as mudanças do indivíduo. Em muitos casos, reduzir o volume e aumentar a qualidade do estímulo é justamente o que permite treinar por mais tempo, com segurança e funcionalidade”, explica.

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Força para combater a perda muscular

 

A preocupação também passa pela sarcopenia, caracterizada pela redução de massa, força e função muscular. Segundo estudo publicado em 2024 na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, da Universidade de São Paulo (USP), aponta prevalência de 5% a 13% entre pessoas com 65 anos ou mais, podendo chegar a 50% após os 80 anos.

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“Treinar para envelhecer bem é entender qual estímulo aquele corpo consegue receber, assimilar e recuperar. A pessoa precisa desenvolver força suficiente para subir uma escada, levantar de uma cadeira, carregar uma sacola ou reagir a um desequilíbrio. O objetivo final é preservar a autonomia”, afirma o especialista em fisiologia do exercício.

 

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Nesse cenário, o exercício físico é uma das ferramentas para preservar a capacidade funcional. Uma pesquisa longitudinal publicada em 2025 na Ageing International, com dados do UK Biobank, acompanhou 1.918 adultos de meia-idade e identificou que níveis maiores de atividade física de intensidade moderada a vigorosa estiveram associados a menor risco de desenvolvimento de sarcopenia.

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Excesso também pode ser um problema

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Se a ausência de atividade favorece a perda de capacidade física, o excesso de treinamento sem recuperação adequada também pode comprometer a evolução. A síndrome de overtraining, por exemplo, está associada a queda de desempenho, fadiga persistente, alterações musculares e imunológicas e maior ocorrência de problemas relacionados à recuperação.

 

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Por isso, segundo Jauan – que atua na área de forma personalizada –, a lógica do treinamento para pessoas mais velhas deve considerar não apenas o exercício realizado, mas também sono, recuperação, histórico de lesões, doenças preexistentes, nível de condicionamento e resposta individual aos estímulos.

 

“Tentar combater o envelhecimento com uma lógica de treinamento que não respeita o próprio envelhecimento é um perigo. A pessoa que quer continuar ativa aos 60, 70 ou 80 anos precisa pensar em consistência, não em provar todos os dias quanto consegue suportar. Uma prescrição inteligente é aquela que permite que você continue treinando amanhã, no próximo mês e nos próximos anos”, conclui.

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