Saúde
Encontro científico debate segurança do paciente e mobiliza profissionais da saúde no DF
Capacitação chega à 25ª edição, reúne especialistas e reforça práticas essenciais para reduzir infecções e qualificar a assistência
A promoção de uma assistência cada vez mais segura, qualificada e baseada em evidências ganhou destaque nesta quarta-feira (8), com a abertura do 25º Curso de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) e uso racional de antimicrobianos.
Realizado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), por meio do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (NCIH) do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), o encontro reúne residentes, médicos, profissionais multiprofissionais e estudantes em uma imersão voltada ao enfrentamento de um dos principais desafios dos serviços de saúde no mundo.
Aberto ao público, o curso segue até quinta-feira (9), com programação dedicada ao fortalecimento das boas práticas assistenciais. Ao longo dos dois dias, especialistas abordam temas centrais no controle de infecções, como manejo de microrganismos multirresistentes, uso racional de antibióticos, pneumonia associada à ventilação mecânica, sepse e infecções em pacientes imunossuprimidos, além de riscos ocupacionais, infecções fúngicas e estratégias para garantir a qualidade da assistência e a segurança do paciente.
Durante a abertura, autoridades ressaltaram a importância estratégica do tema e o impacto direto na qualidade do cuidado prestado à população. O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, destacou que a qualificação contínua das equipes é fundamental para enfrentar desafios como as infecções hospitalares e a resistência bacteriana.
“A prevenção de infecções é um tema central e permanente. Impacta diretamente o tempo de internação, os custos hospitalares e, sobretudo, os resultados clínicos. Capacitar profissionais é fortalecer toda a rede de saúde e promover uma cultura de cuidado mais responsável”, afirma.
A diretora executiva da Fepecs, Inocência Fernandes, reforça o papel da formação na transformação da assistência. “Estamos falando de um assunto essencial para a qualidade da assistência e para a segurança do paciente, especialmente diante do avanço da resistência microbiana. Este é um espaço de troca e construção de soluções que fazem diferença na prática”, diz.
Já o diretor de Assistência à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, faz um alerta direto aos profissionais em formação. “A gente precisa retomar o básico. Não dá para banalizar a saúde. Práticas simples, como lavar as mãos, ainda são fundamentais e, quando negligenciadas, geram impactos sérios ao paciente. Esse curso é sobre educação continuada e responsabilidade no cuidado”, enfatiza.
Coordenador do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (NCIH), o médico infectologista Julival Ribeiro destaca a trajetória do curso, realizado há 25 anos. “Esse curso salva vidas. É um respeito à segurança do paciente. Aproveitem essa oportunidade, porque cuidar de um paciente é cuidar de uma família inteira. O conhecimento e o humanismo precisam estar sempre em primeiro lugar”, afirma.
Para a diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, Emanuela Dourado, o engajamento dos profissionais na busca constante por atualização é essencial para a evolução da assistência. “Aproveitem ao máximo as oportunidades de capacitação. Esse é o caminho para uma assistência cada vez mais qualificada”, pontua.
Formação que transforma a prática
Entre os participantes, a residente de coloproctologia Janaína de Araújo, de 30 anos, destaca a relevância da capacitação para o dia a dia na assistência.
“Esse tipo de curso amplia muito nossa visão. A gente passa a entender melhor o impacto de decisões simples, como a escolha de um antibiótico ou a adesão aos protocolos de prevenção. Isso muda completamente a forma como cuidamos dos pacientes”, relata.
Com duas décadas e meia de história, o curso se consolida como um dos principais espaços de atualização e troca de experiências na área, contribuindo diretamente para a redução de riscos assistenciais e para o fortalecimento de uma cultura de segurança do paciente na rede pública de saúde do Distrito Federal.

A programação segue até quinta-feira (9) e pode ser acompanhada ao vivo pelo canal oficial do evento.
CRÉDITOS:
Texto por Luciane Paz
Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF
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Saúde
Mães de bebês internados recebem homenagem especial no Hospital de Santa Maria
Unidade neonatal promoveu tarde de acolhimento, sessão de filme e momentos de carinho para mulheres que acompanham a recuperação dos filhos

Entre a rotina de cuidados, exames e expectativas pela recuperação dos filhos, mães de bebês internados na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) viveram uma tarde diferente nesta terça-feira (12). Em celebração ao Dia das Mães, a equipe da unidade preparou uma homenagem com sessão de filme, lanche e entrega de lembranças.
Para tornar o momento ainda mais acolhedor, as próprias mães escolheram, por votação, qual filme gostariam de assistir.
Entre as participantes estava Leylane Rodrigues, que há três meses acompanha a internação da filha Maria Cecília, nascida prematura. Após passar 50 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), a bebê segue em acompanhamento na UCIN até receber alta.
“Eu achei que esta data passaria em branco, mas não passou. Os cuidados do hospital com a gente são totalmente diferentes do que as pessoas falam. O tratamento é como se fosse de um hospital particular. Se eu fosse ter outro filho, teria aqui novamente”, relata Leylane.
A ação faz parte das iniciativas desenvolvidas pela equipe da unidade para oferecer suporte e acolhimento às mães que enfrentam o período de internação dos filhos, muitas vezes marcado por ansiedade e insegurança.
Segundo a chefe do Serviço de Enfermagem da UCIN, Rosane Medeiros, cuidar das mães também faz parte da assistência prestada pela equipe. “A internação de um bebê muda completamente a rotina e o emocional dessas mulheres. Nosso objetivo é fazer com que elas se sintam acolhidas e cuidadas também. Pequenos gestos podem trazer mais conforto e fortalecer a confiança durante esse período”, afirma.
CRÉDITOS:
Fotos: Divulgação/IgesDF
Matéria: Talita Motta
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