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Saúde

Mãos denunciam a idade: dicas de cuidados básicos para uma pele mais lisinha

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Ser modelo de mãos é coisa antiga. Sabe aquele canal de TV que vende jóias e se você as quiser, tem que ligar para comprar? Pois bem, as mãos que exibem essas jóias são de modelos de mãos.

Ser modelo de mãos tem tudo a ver com ter mãos bonitas –e bonitas significam bem cuidadas!

Tanto quanto o nosso rosto, as mãos precisam de cuidados e, muitas vezes, são negligenciadas no que diz respeito aos cuidados diários. Uma mão bonita deve ser uma mão sem aquelas manchas conhecidas como melanoses solares ou manchas senis, sem o aspecto de tendões aparecendo, aspecto emagrecido, sem as veias aparecendo. Além disso, o cuidado com as unhas é fundamental.

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Quando falo do cuidado com as unhas, não digo unhas feitas, cheia de adornos, por exemplo, mas unhas com cutículas hidratadas, bem feitas, sem peles soltas e cortadas, limpas e bem lixadas.

Cuidados básicos em casa com as mãos

Vamos pensar nos cuidados básicos que temos com o rosto, que são a hidratação, o protetor solar e um bom ácido. Agora, para resultados ainda melhores, você pode seguir uma sequência mais intensa com água termal, tônico, hidratação, ácido (essa seria a rotina noturna) e, pela manhã, um bom hidratante, vitamina C e protetor solar.

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Se você tem mãos mais grossas por mexer com produtos mais abrasivos,  primeiramente, deve se proteger ao realizar essas atividades utilizando uma luva (quando possível) e à noite utilizar um bom creme com alguns ativos com ureia, ácido salicílico, lactato de amônia, óleo de semente de uva, óleo de amêndoas doces e o segredo: coloque uma luva –pode ser aquelas de procedimentos. Deixe agir por 20 minutos, retire a luva e massageie o excesso do creme. Faça isso todas as noites ou pelo menos 3 vezes por semana e note como suas mãos ficarão lisinhas e com um toque delicado.

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Para quem dirige muito, uma dica é utilizar luvas de proteção solar para evitar as manchas que aparecem com a exposição à radiação constante que incide no para-brisa do carro. Uma dica melhor ainda, para quem puder, é invistir em película de proteção solar (insulfilm) transparente dotado de proteção UV, para poder se livrar das luvinhas.

E não esqueçam do básico: remova o esmalte um dia antes da manicure, coloque um bom óleo de amêndoas para cutículas, pois pode promover milagres para suas unhas. Invista num bom protetor solar,  deixe-o na bolsa e passe sempre que lembrar.

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Procedimentos de consultório para as mãos 

Quanto aos procedimentos de consultório, meus preferidos para tratamento das manchas são a luz intensa pulsada onde, com uma única sessão, conseguimos remover cerca de 70% das manchas.

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Outra ótima alternativa é o laser de Erbium, que estimula o colágeno e também trata as manchas, além de melhorar o aspecto de rendilhado da pele. Já para o aspecto emagrecido das mãos, aquele aspecto de aparecimento das veias, a melhor alternativa para isso são os bioestimuladores de colágeno, que, além de promover clareamento global das mãos, melhoram esse aspecto “engordando” as mãozinhas.

Se nunca pensou em cuidar das suas mãos, comece pelo cuidado caseiro e, em alguns anos, você me conta o resultado. Com certeza você dará mais atenção para essa área do seu corpo.

*O conteúdo desta matéria tem caráter informativo e não substitui a avaliação de Profissionais da Saúde.

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**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do IstoÉ.

Fonte: IstoÉ

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Saúde

Diagnóstico tardio de doenças ginecológicas afeta qualidade de vida e pode comprometer saúde das mulheres

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Endometriose atinge cerca de 190 milhões de mulheres no mundo; sintomas normalizados de cólicas menstruais dificultam a identificação precoce da doença

 

A dor intensa durante a menstruação, o desconforto nas relações sexuais e as alterações abdominais estão entre os sintomas que podem indicar doenças ginecológicas. Apesar dos impactos na rotina, manifestações como essas nem sempre recebem a devida atenção, o que pode dificultar a investigação de condições como endometriose e o câncer de ovário em mulheres. O diagnóstico tardio pode prolongar o sofrimento das pacientes, comprometer a qualidade de vida e, no caso de doenças malignas, reduzir as possibilidades de tratamento em estágios iniciais.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva convivem com a endometriose em todo o mundo, o equivalente a cerca de 10% dessa população. A doença crônica pode provocar dores intensas, alterações menstruais e dificuldades para engravidar.

A imagem mostra uma mulher adulta de pele clara, cabelo levemente avermelhado e blusa amarela. Ela está posicionada no centro e olha diretamente para a câmera com um sorriso aberto, mostrando os dentes.
Paula Andrea Navarro – Foto: Arquivo Pessoal

A professora associada do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e diretora do Laboratório de Reprodução Assistida, Paula Andrea Navarro, explica sobre o que é endometriose e como ela se manifesta no corpo feminino.

“A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de endométrio, que é o revestimento interno da cavidade do útero, fora da cavidade uterina, sendo uma doença crônica. Ela é considerada não só uma doença ginecológica, mas uma doença sistêmica. Os mecanismos pelos quais a endometriose acontece não são completamente esclarecidos, parte dos pacientes, acredita-se que é por refluência de sangue durante a menstruação pelas trompas uterinas.”

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Paula exemplifica, ainda, que a endometriose pode ocorrer de forma diversa em cada paciente, sendo importante atentar aos sintomas. “A endometriose é uma doença enigmática com manifestações particulares em cada paciente. Não necessariamente a quantidade de focos se relaciona com a intensidade dos sintomas. Os principais sintomas são a dor da menstruação (dismenorreia), existe a possibilidade de dor durante a relação sexual e sintomas intestinais durante o período menstrual”, relata.

Histórico familiar e diagnóstico 

A doença também pode estar associada a questões genéticas, ou seja, uma mulher que possui família com histórico da patologia deve manter a atenção aos sintomas para obter seu diagnóstico de forma precoce. “Pacientes mulheres que têm familiares com a doença têm mais chances de ter endometriose do que quem não tem histórico familiar”, afirma a professora.

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A imagem mostra um homem adulto de pele clara, roupa formal na tonalidade rosa e possui cabelos levemente grisalhos. Ele está posicionado no centro e sorri amplamente em direção à câmera, mostrando os dentes.
Julio Cesar Rosa e Silva – Foto: Arquivo Pessoal

Julio Cesar Rosa e Silva, professor associado do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e secretário da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), explica os exames que devem ser realizados em pacientes com suspeita da patologia.  “Muitas vezes o exame ginecológico nos faz suspeitar da doença mas, hoje, o diagnóstico é feito com exames de imagem, ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética da pélvis.”

A identificação tardia pode prolongar os períodos de dor e dificultar o controle dos sintomas. Dependendo da localização e da extensão das lesões, a doença pode afetar a rotina de trabalho e de estudos, o sono, as relações afetivas e a saúde emocional. “A endometriose é uma doença que realmente tem um atraso diagnóstico bastante significativo. Em média, o diagnóstico pode demorar de cinco a dez anos desde o início dos sintomas. Um dos fatores é pela sociedade acreditar que ter cólica menstrual é um sintoma normal”, diz o professor.

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Fertilidade e conscientização 

A patologia está relacionada com dificuldade de fertilidade em parte das pacientes, embora nem todas as mulheres com a doença apresentem esse problema. “Com o passar dos anos e a presença do processo inflamatório constante, isso vai gerando processos aderenciais e acabam com que o diagnóstico tardio comprometa a fertilidade da mulher, pois acabam distorcendo toda a anatomia pélvica e comprometendo a qualidade do óvulo e a capacidade do embrião se implantar dentro do útero”, afirma o professor.

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Por ser uma condição crônica, a endometriose não possui cura definitiva estabelecida. Entretanto, existem tratamentos para controlar a dor e outros sintomas, incluindo medicamentos hormonais, analgésicos e, em situações específicas, procedimentos cirúrgicos. A conscientização dos profissionais de saúde pode contribuir com a qualidade de vida das mulheres. “Nós precisamos também conscientizar as equipes de saúde, muitas vezes a própria equipe de saúde não está atenta e aberta a sentir e ouvir os sintomas da paciente, isso acaba postergando o diagnóstico, comprometendo significativamente sua qualidade de vida.” finaliza Rosa e Silva.

Estagiária sob supervisão de Gabriel Soares

Fonte matéria: Jornal da USP

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