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Saúde

Rede de odontologia do IgesDF garante atendimento especializado e urgências no DF

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Hospitais e UPAs atuam de forma integrada para oferecer desde cirurgias complexas até atendimento imediato à população

 

Uma fratura na face, um tumor na mandíbula, uma deformidade que compromete a mastigação ou uma infecção que evolui rapidamente. Problemas que afetam diretamente a qualidade de vida da população encontram atendimento na rede de odontologia do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).
Foi o que aconteceu com Maria Lídia do Nascimento, de 51 anos, moradora de Valparaíso de Goiás (GO). Ela procurou atendimento de urgência no Hospital Regional do Gama com uma forte dor de dente, mas, após avaliação da equipe, foi identificado um problema bucomaxilofacial. Como a especialidade tem como referência regional o Hospital de Santa Maria (HRSM), a paciente foi encaminhada para a unidade no dia 23 de fevereiro.
Com um quadro grave de abscesso odontogênico, infecção causada por problema dentário,  já avançado e comprometendo as vias aéreas, Maria Lídia precisou ser internada. Por ser diabética, segue em acompanhamento, mas apresenta melhora significativa.
“Desde que cheguei, fui acolhida com muita atenção. Em todos os momentos, os profissionais me tratam com respeito, explicam cada etapa do tratamento e me dão segurança. Sou muito grata por todo o cuidado que estou recebendo aqui”, agradece.
No Dia Mundial da Saúde Bucal, celebrado em 20 de março, o instituto reforça a importância do cuidado com a saúde oral e destaca a assistência organizada em hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que garante desde cirurgias de alta complexidade até resposta imediata às urgências no Distrito Federal.
A data, estabelecida pela Federação Dentária Internacional (FDI), funciona como um alerta global. A saúde bucal é um dos pilares da saúde do corpo. Muitas vezes negligenciada na rotina, a boca é porta de entrada para o organismo e pode refletir ou até provocar diversos problemas sistêmicos.
Atendimentos de referência
No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e no Hospital Regional de Santa Maria, o Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial é referência em procedimentos de média e alta complexidade, além do atendimento a traumas de face.
Entre as cirurgias realizadas estão procedimentos ortognáticos, utilizados para corrigir alterações no posicionamento dos ossos da face, ressecção de tumores benignos, reconstruções ósseas mandibulares e maxilares, intervenções na articulação temporomandibular (ATM) e implantes de próteses.
Os pacientes chegam às unidades por meio do Sistema de Regulação (Sisreg), plataforma que organiza o encaminhamento de pacientes na rede pública, a partir das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e de hospitais regionais.
No Hospital de Base, o diferencial está no atendimento de alta complexidade com pronto-socorro 24 horas, voltado especialmente para casos de politraumatismo e emergências envolvendo trauma facial. Nos últimos 12 anos, o hospital realizou cerca de 30 cirurgias com próteses articulares, com média de quatro a sete procedimentos por ano.
Desde 2024, o serviço passou a utilizar impressoras 3D no planejamento cirúrgico. A tecnologia permite produzir modelos ósseos em tamanho real, aumentando a precisão dos procedimentos.
“A impressão 3D reduz o tempo cirúrgico, contribui para diminuir o período de internação e amplia o acesso ao tratamento”, afirma Ricardo de Pádua Coelho, chefe do serviço no HBDF.
Os pacientes contam ainda com acompanhamento pós-operatório nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), quando necessário, em atuação integrada com outras especialidades médicas.
No Hospital Regional de Santa Maria, o foco está nas cirurgias eletivas e no acompanhamento especializado. A equipe realizou cerca de 60 cirurgias ortognáticas nos últimos cinco anos.
Em 15 anos, o serviço passou de três para oito consultórios e de quatro para nove especialidades, consolidando-se como Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) tipo II.
O atendimento é organizado em quatro frentes: Centro de Especialidades Odontológicas, Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Odontologia Hospitalar e Intensiva e Radiologia Odontológica. São realizados atendimentos ambulatoriais, cirurgias eletivas reguladas via Sisreg e atendimentos de urgência.
A chefe do serviço, Érika Maurienn, explica que a expansão foi planejada para ampliar o acesso e a resolutividade da assistência. “Integramos tecnologia, qualificação profissional e atuação multiprofissional para oferecer um cuidado completo ao paciente”, destaca.
Atendimento especializado e odontologia hospitalar
O HRSM também conta com o ambulatório de Odontologia para Pessoas com Deficiência (PCD), referência no atendimento em centro cirúrgico para pacientes com necessidades especiais. Parte significativa dos atendidos é composta por pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).
Quando o manejo ambulatorial não é possível, os procedimentos são realizados sob anestesia geral no centro cirúrgico, concentrando em um único momento tratamentos como extrações, restaurações e endodontia.
A unidade dispõe de radiologia odontológica com tomografia computadorizada de feixe cônico (Cone Beam), exame que gera imagens detalhadas da estrutura óssea da face, além de radiografia digital, garantindo maior precisão diagnóstica. A utilização de impressoras 3D para planejamento cirúrgico teve início em 2023.
Na odontologia hospitalar, cirurgiões-dentistas atuam diretamente à beira do leito, principalmente nas UTIs. O trabalho contribui para prevenir pneumonia associada à ventilação mecânica por meio do controle do biofilme oral, uma camada de bactérias que se forma nos dentes, além do diagnóstico e tratamento de lesões relacionadas ao uso prolongado de dispositivos, como o tubo orotraqueal.
A equipe realiza, em média, 1.500 pareceres ou avaliações clínicas por ano e atende cerca de 40 pacientes por dia nas UTIs.
“Trabalhamos de forma integrada com outras especialidades, garantindo segurança e continuidade do cuidado aos pacientes”, ressalta Érika Maurienn.
O hospital também abriga residências nas áreas de anomalia dentofacial, radiologia, bucomaxilofacial, urgência e trauma, além de residência multiprofissional em UTI. Estagiários de diversas instituições também participam das atividades do serviço.
UPAs oferecem atendimento imediato
Nas UPAs de Ceilândia I, Samambaia, Sobradinho, Núcleo Bandeirante e Recanto das Emas, o atendimento odontológico é exclusivo para urgências. Apenas em 2025, as unidades registraram 8.605 atendimentos de urgência.
Entre os casos mais comuns estão dores intensas, abscessos, fraturas dentárias e hemorragias. Após o acolhimento com classificação de risco, o paciente é encaminhado ao consultório odontológico.
Segundo o superintendente da Unidade de Atenção Pré-Hospitalar do IgesDF, Francivaldo Soares, o serviço integra a Rede de Atenção às Urgências e Emergências.
“Ao atender a urgência no momento certo, evitamos agravamentos e ajudamos a reduzir a sobrecarga nos hospitais”, pontua.
Com atuação articulada entre hospitais e UPAs, o IgesDF garante assistência odontológica contínua, amplia o acesso da população ao tratamento especializado e garante resposta rápida às urgências em saúde bucal no Distrito Federal.
Divulgação: 
Texto por: Jurana Lopes
Fotos: Divulgação/IgesDF
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Saúde

3 EM CADA 4 PROFESSORES SOFREM VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA E SE AFASTAM DA SALA DE AULA

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Os professores brasileiros pedem socorro. Os desafios em sala de aula aumentam diariamente, sobretudo, com a crescente onda de violência em que  três a cada quatro docentes de Minas Gerais e São Paulo sofram com a violência psicológica, segundo a pesquisa “Desafios e Boas práticas para promoção de Saúde mental nas Escolas”, feita pela Universidade Federal de São Paulo e a Fundación Mapfre.

O problema é alarmante, apesar de não ser novo. No geral, 62% dos entrevistados são mineiros e os outros 38%, paulistas, expostos, não apenas à violência psicológica, como também, à física, nem sempre praticada apenas pelos alunos, como também, por pais insatisfeitos.

A PHD em neurociências, psicopedagoga e professora, Ângela Mathylde Soares, afirma que a situação impede que os docentes continuem atuando nas escolas, obrigando os mesmos a se afastarem das salas para cuidar da saúde mental e, consequentemente, do corpo, pois quando a mente não está saudável, o organismo sofre. Uma pesquisa da Universidade de Campinas (Unicamp) apontou a seriedade do quadro, identificando que até 72% dos docentes participantes já lidaram com sinais de esgotamento ou colapso mental.

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Um levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), com base em dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mostra que, em 2025, 65.123 afastamentos de educadores ocorreram por questões mentais, destacando os transtornos de ansiedade, depressão e burnout, conhecido por ser incapacitante.

O crescimento da violência contra os professores também é reflexo da qualidade da saúde mental dos brasileiros, uma vez que o país foi considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o mais ansioso do mundo, com aproximadamente 9,3% da população sofrendo deste mal. O índice corresponde a mais que o dobro da média mundial (3,4%).

O Brasil também sofre com elevadas taxas de depressão, doença considerada o mal do século. Ainda segundo a OMS, o país é o mais depressivo na América Latina, ocupando o 5° lugar no ranking global, segundo as estimativas, cerca de 5,8 a 10% da população sofrem com a patologia.

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Para Ângela, é inevitável não pensar que as situações de violência em sala são decorrentes de um problema nacional, acumulando ainda a falta de valorização da profissão, que não tem o devido reconhecimento social.

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A melhor forma de cuidar da saúde mental não se dá com ataques a indivíduos para descontar a raiva, insatisfação e frustração e, sim, através da procura por atendimento psicológico, com profissionais preparados para escutar e orientar a busca por melhor qualidade de vida e conforto mental.

 

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CRÉDITOS:

Foto: Divulgação

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