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Saúde

Quem pode, de fato, realizar procedimentos estéticos invasivos no Brasil?

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Convidada para a audiência pública da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, Abramepo levará a Brasília a defesa de que atos invasivos sejam realizados exclusivamente por médicos

A Associação Brasileira de Médicos com Expertise em Pós-Graduação (Abramepo) foi convidada para participar da audiência pública que a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realizará na terça-feira (24), em Brasília, para discutir o Projeto de Lei 1027/2025. O convite coloca a entidade no centro de uma discussão nacional sensível sobre os limites legais da atuação profissional na área estética e reforça sua presença institucional em um debate de grande repercussão para a medicina brasileira.

A audiência vai discutir quem pode, de fato, realizar procedimentos estéticos invasivos no país. Em um setor marcado pelo avanço acelerado da estética e por divergências entre diferentes categorias da saúde, a Abramepo levará à Câmara a posição de que atos invasivos devem ser realizados exclusivamente por médicos, conforme estabelece a Lei do Ato Médico.

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O PL 1027/2025 foi apresentado pela deputada Fernanda Pessoa (União-CE) com foco na cirurgia plástica facial como ato privativo do médico. O substitutivo do relator, deputado Allan Garcês (PP-MA), ampliou o alcance da proposta para incluir também a medicina estética como atividade exclusiva dos médicos, o que intensificou o debate em torno do tema.

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Para a Abramepo, o convite para participar da audiência pública representa um reconhecimento relevante da legitimidade da entidade para contribuir com a discussão em nível nacional. A associação sustenta que procedimentos invasivos exigem formação médica completa, tanto pela complexidade técnica quanto pelos riscos envolvidos.

“Muitas funções vêm sendo atribuídas a diversos profissionais via resolução dos conselhos e não por meio de lei. É fundamental que o texto legal em que este projeto se baseia seja esclarecido, reforçando o que a própria Lei do Ato Médico já prevê sobre procedimentos estéticos invasivos serem privativos de médicos”, afirma o presidente da Abramepo, Eduardo Teixeira.

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Na avaliação da entidade, a discussão interessa diretamente à população, porque envolve segurança, responsabilidade técnica e clareza sobre quem está legalmente habilitado a realizar procedimentos que invadem o corpo humano.

“O objetivo é garantir que o paciente saiba quem está legalmente apto a realizar atos invasivos. Não se trata de uma disputa entre profissões, mas de estabelecer critérios de segurança baseados na formação acadêmica e no texto da lei, proporcionando sobretudo segurança jurídica e também resguardando a saúde do paciente”, conclui a entidade.

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Serviço
Evento: Audiência pública sobre o PL 1027/2025 — cirurgia plástica facial e medicina estética
Data: terça-feira, 24 de março de 2026
Horário: 10h
Local: Câmara dos Deputados, Anexo II, Plenário 07 — Brasília/DF

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Saúde

EXPOSIÇÃO À LUZ AZUL CONTRIBUI PARA QUEDA DE SUICÍDIOS

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A luz azul é parte cada vez mais constante do cotidiano, mas os seus efeitos, sobretudo na saúde mental, e a relação com o suicídio, ainda são pouco conhecidos.

A luz está associada à diminuição de tentativas de suicídio em contextos específicos, especialmente, quando utilizada como estratégia ambiental preventiva, como ocorreu em estações ferroviárias no Japão. A associação não é causal, mas contextual e neurobiológica.

A PHD em neurociências, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, explica que a grande maioria das pessoas desconhece como a luz azul exerce um papel relevante na regulação do ciclo circadiano, o relógio biológico interno, responsável por organizar sono, vigília, atenção, humor e funcionamento emocional.

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E isso acontece porque a mesma está presente na luz solar e, quando captada pela retina, estimula células ligadas à estrutura central do controle circadiano, aumentando o estado de alerta, melhorando a atenção e foco, regulando o humor e reduzindo a sonolência diurna.

Desta forma, um ciclo circadiano bem organizado contribui para maior estabilidade emocional; melhor capacidade de tomada de decisão e maior controle dos impulsos, fatores fundamentais para prevenção de comportamentos autolesivos.

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Entretanto, Ângela recorda que o benefício acontece apenas com a exposição em horários e contextos adequados, já que, o uso de telas no período noturno, por exemplo, causa efeitos contrários, provocando ansiedade, irritabilidade e insônia.

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A luz azul não deve ser vista como vilã e nem uma solução mágica. Trata-se de um estímulo ambiental poderoso, que, quando bem utilizado, contribui para a organização biológica e emocional, principalmente, se combinada com a atenção profissional. Vale lembrar que a prevenção ao suicídio, requer uma abordagem muito mais ampla, ligada à políticas públicas e maior acesso aos cuidados com a saúde mental.

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