Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mulheres incriveis

Tribunal suspende cautelarmente quebra da cláusula de barreira a concursos anteriores e em andamento

Publicado em

Suspensa a aplicação da chamada “quebra da cláusula de barreira” para concursos anteriores ou em andamento no âmbito Estadual quando aprovada a Lei Estadual nº 11.791/2022. A decisão unânime do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu pela suspensão cautelar do artigo 2º da lei por indícios de inconstitucionalidade.
 
A decisão ocorreu em análise prévia de Ação Direta de Inconstitucionalidade com pedido de medida cautelar visando à suspensão da vigência total da Lei Estadual 11.791, de 30 de setembro de 2022, que estabelece a chamada “quebra da cláusula de barreira”, ou seja, que os candidatos que não tenham sido classificados dentro da quantidade de vagas disponibilizadas nos editais, não podem ser considerados eliminados. A regra se aplica aos concursos em andamento e aos certames que se encontram dentro do prazo de validade ou de sua prorrogação.
 
No entanto, o relator do processo, desembargador Juvenal Pereira da Silva, decidiu “deferir, em parte a medida cautelar de urgência para o fim de suspender a vigência da integralidade do art. 2º da Lei Estadual Mato-grossense n. 11.791/2022, até o julgamento final da presente ação direta de inconstitucionalidade”.
Número do processo: 1011978-08.2022.8.11.0000
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Governo suspende expediente na Esplanada dos Ministérios no dia 6, véspera do 7 de Setembro

Cultura

A INFÂNCIA ESTÁ CANSADA

Published

on

A infância boceja de exaustão. As crianças parecem cada vez mais cansadas, irritadas, ansiosas, com dificuldades de concentração, alterações no sono e um consequente sofrimento emocional precoce, justamente por hábitos e estímulos que estas são expostas.

A pergunta que precisa ser feita não é “o que está acontecendo com as crianças?”, mas, o que se está fazendo com a infância. Vive-se uma cultura que confunde amor com excesso, seja de telas, de atividades extracurriculares, de compromissos, de estímulos visuais e sonoros. A agenda infantil, muitas vezes, se assemelha à de um executivo adulto — sem espaço para o ócio, para o silêncio e para a elaboração emocional.

Do ponto de vista neurocientífico, o cérebro infantil não se desenvolve sob estimulação contínua. Ele amadurece na alternância entre estímulo e pausa. É durante o descanso, o sono e o brincar livre que ocorrem processos fundamentais como consolidação da memória, regulação emocional e organização das funções executivas.

Advertisement

Quando esse ritmo é desrespeitado, o corpo fala, e estas crianças apresentam sinais considerados inadequados pelos adultos. Um sistema nervoso sobrecarregado vive em constante estado de alerta, resultando um aumento significativo de quadros de sofrimento psíquico silencioso.

Leia Também:  Estoque de pescado deve ser declarado para a Sema-MT até esta terça-feira 4 de outubro

Outro aspecto pouco discutido é o impacto das telas. Não se trata de demonizá-las, e sim, de reconhecer que seu uso exagerado e precoce interfere nos ciclos de sono,a tenção e autorregulação emocional. O cérebro infantil não foi projetado para lidar com estímulos rápidos, contínuos e altamente recompensadores sem consequências.

Além disso, há uma infância que não descansa nem emocionalmente. As crianças vivem sob expectativas elevadas, comparações constantes e cobranças sutis por desempenho escolar, social e comportamental. A mensagem implícita é clara: é preciso render. Mesmo antes de compreender o que isso significa.

Advertisement

A infância cansada é, em diversos casos, reflexo de adultos igualmente exaustos, capturados por uma lógica de produtividade que atravessa a família, a escola e as relações. Quando o adulto não para, a criança também não pode parar.

Cuidar da infância requer coragem para reduzir e proteger o ritmo biológico e emocional da criança. O desenvolvimento saudável não se mede pela quantidade de atividades, mas pela qualidade das experiências.

Antes de patologizar a criança, é preciso revisar o ambiente. Antes de buscar diagnósticos apressados, é preciso observar a rotina. Antes de perguntar “o que essa criança tem?”, talvez seja mais honesto perguntar do que ela está sendo privada.

Advertisement
Leia Também:  Justiça Federal suspende nova licitação para concessão do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães

A infância não está difícil. Ela está cansada e o cansaço infantil é um alerta que não pode ser ignorado.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA