Politica
Projeto que cria Frente Parlamentar para apoio a feirantes avança no Senado, diz Damares
Projeto que cria Frente Parlamentar para apoio a feirantes avança no Senado
Ideia é valorizar, defender os interesses e facilitar o acesso ao crédito para a categoria
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (21), o Projeto de Resolução (PRS) nº 71/2023 que cria a Frente Parlamentar Mista de Defesa dos Feirantes. A medida visa aproximar a categoria do Parlamento e apoiar iniciativas que promovam benefícios para o setor.
Autora do projeto, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) celebra a aprovação e afirma que a criação de uma frente parlamentar deve resultar no aperfeiçoamento legislativo e na disponibilidade de mais recursos financeiros para os profissionais da área.
“Os feirantes têm o papel fundamental na segurança alimentar e na economia brasileira e essa Frente teria como finalidade fortalecer e proteger os interesses da categoria, bem como promover a valorização dessa atividade e buscar soluções para os problemas por eles enfrentados”, explica a parlamentar brasiliense.
O texto do PRS destaca que a criação da frente tem por objetivos, ainda, promover a articulação entre os Parlamentares, entidades representativas dos feirantes, órgãos governamentais e demais atores envolvidos na atividade feirante.
Também pretende facilitar acesso ao crédito e propor medidas legislativas, programas e políticas públicas que visem à valorização, regularização e fortalecimento das feiras livres e representar os interesses dos feirantes perante os órgãos competentes e demais instâncias de poder.
Aprovado pela CAS, o projeto segue agora para a Comissão Diretora do Senado, onde será novamente apreciado pelos senadores.
Fonte: Ascom Senadora Damares
Politica
Judicialização de concursos cresce no DF e especialista explica como candidatos podem evitar disputas judiciais
DF registrou mais de 53 mil ações relacionadas a concursos públicos em 2025. Especialista aponta que atenção ao edital pode evitar processos.
O número de ações judiciais relacionadas a concursos públicos tem crescido no Distrito Federal. Levantamento recente aponta que o DF registrou mais de 53 mil processos envolvendo classificação em concursos em 2025, sendo a segunda unidade da federação com maior volume de judicializações no país. Entre os principais motivos estão questionamentos sobre notas, formulação de questões e critérios de correção.
A judicialização de concursos públicos costuma ocorrer quando candidatos identificam possíveis irregularidades no processo seletivo ou discordam de decisões tomadas pelas bancas examinadoras. Nesses casos, o recurso ao Judiciário surge como alternativa para contestar resultados ou etapas do certame.
Segundo a advogada administrativista Flávia de Sá Campos, do Centro Universitário UniProcessus, a atuação da Justiça nesses casos ocorre apenas quando há indícios claros de ilegalidade no processo.
“A intervenção judicial é legítima quando há ilegalidade, como erro material, violação ao edital, cobrança de conteúdo fora do programa previsto ou ausência de critérios objetivos de correção”, explica.
A especialista destaca que muitos conflitos poderiam ser evitados ainda nas etapas administrativas do próprio concurso.
“O candidato bem preparado não estuda apenas o conteúdo da prova, mas também acompanha atentamente as regras do edital e os prazos para apresentação de recursos, evitando uma judicialização desnecessária”, afirma.
Flávia também aponta que parte das ações surge em etapas específicas dos certames.
“Grande parte das judicializações em concursos públicos ocorre após reprovações em fases como exames médicos, investigações de vida pregressa ou avaliações documentais. Muitas dessas situações poderiam ser evitadas com a leitura atenta do edital e com a apresentação correta dos documentos exigidos pela banca examinadora”, conclui.
Estudos sobre judicialização em concursos públicos também indicam que grande parte das ações não resulta em alteração no resultado dos certames. Levantamento do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos aponta que mais de 75% das decisões analisadas foram consideradas improcedentes, o que reforça a importância de atenção às regras do edital e aos recursos administrativos previstos nos processos seletivos.
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