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Brasil atinge, em 2025, a menor taxa de analfabetismo do país desde 2016, início da série histórica

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População com 60 anos ou mais era mais da metade (58%) do total de analfabetos em 2025. Foto: Silvio Turra/SEED Paraná

Índice foi de 4,9% e, pela primeira vez desde 2016, ficou abaixo de 5% para brasileiros com 15 anos ou mais

O Brasil alcançou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo do país desde 2016, início da série histórica, quando a medição começou a ser feita. O índice, de 4,9%, divulgado nesta sexta-feira (19/6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que pela primeira vez a taxa ficou abaixo de 5% desde 2016 para brasileiros com 15 anos ou mais, com 592 mil pessoas nesta faixa incapazes de ler e escrever um bilhete simples a menos em relação a 2024.

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Em números absolutos, o país tinha 8,4 milhões de pessoas analfabetas em 2025. Sem considerar a população idosa, a taxa de analfabetismo caiu para 2,6% entre pessoas de 15 a 59 anos. Os dados são do módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, que teve a série histórica (2016-2025) reexaminada a partir dos resultados do Censo 2022.

Em comparação com 2022, o analfabetismo no país recuou tanto para pessoas de 15 anos ou mais como para aqueles com 60 anos ou mais. No primeiro grupo, o índice passou de 5,6% em 2022 para 4,9% em 2025. Já entre os mais velhos, a taxa passou de 16% em 2022 para 13,8% em 2025 e, pela primeira vez, ficou abaixo dos 14% para esta faixa desde 2016. A população com 60 anos ou mais correspondia a mais da metade (58%) do total de analfabetos em 2025, com 4,9 milhões de pessoas sem saber ler ou escrever nessa faixa etária.

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Segundo o estudo, mais da metade dos analfabetos (4,8 milhões de pessoas) estava no Nordeste, com uma taxa de 10,6%. O Norte vem na sequência (5,7%), seguido por Centro-Oeste (3,3%), Sul (2,4%) e Sudeste (2,3%).

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MULHERES E HOMENS – Ainda na população com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo das mulheres (13,7%) passou a ser menor que a dos homens (14,1%) pela primeira vez em 2025. A taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais segue menor (4,6%) que a dos homens (5,2%). De acordo com o analista da pesquisa, “esses resultados sugerem avanços na escolarização feminina em todas as gerações, apontando para uma reversão do legado de desigualdade educacional do passado”.

PRETOS OU PARDOS E BRANCOS – O estudo apontou que o analfabetismo de pretos ou pardos com 60 anos ou mais é quase três vezes superior ao de brancos. Cerca de 2,8% dos brancos de 15 anos ou mais eram analfabetos, enquanto essa proporção foi de 6,5% para pretos ou pardos nesse mesmo grupo de idade. A diferença se acentua entre os idosos. Na faixa de 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo de pretos ou pardos (20,6%) era quase três vezes superior à de brancos (7,3%).

ENSINO MÉDIO COMPLETO – Os dados do IBGE indicam, ainda, que a proporção de pretos e pardos com 25 anos ou mais que concluíram o ciclo básico educacional (ensino médio) chegou a mais da metade (51,3%) dessa população pela primeira vez. No entanto, em relação aos brancos (64,9%), ainda há uma diferença de 13,6 p.p. Essa taxa era de 16,4 p.p. em 2016. Considerando toda a população de 25 anos ou mais que terminou a educação básica obrigatória (ensino médio), ela manteve uma trajetória de crescimento e alcançou 57,4% em 2025. Destaque para o percentual de pessoas com somente o ensino médio completo, que passou de 27,1%, em 2016, para 31,8%, em 2025.

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A PESQUISA – Além das informações conjunturais sobre o mercado de trabalho, a PNAD Contínua investiga, anualmente, temas estruturais relevantes para a compreensão da realidade brasileira. O módulo sobre Educação analisa o analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, o nível de instrução e número médio de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais, a taxa de escolarização e as taxas ajustadas de frequência escolar líquida, além da condição de estudo e situação na ocupação das pessoas com 15 a 29 anos de idade, entre outros indicadores.

A partir do segundo trimestre de 2020, ano inicial da pandemia de COVID-19, o IBGE alterou a forma de coleta dos dados da PNAD Contínua, passando a realizar as entrevistas, antes presenciais, exclusivamente por telefone, até o final do segundo trimestre de 2021. Essa modalidade de obtenção dos dados gerou impactos na coleta e, consequentemente, uma redução considerável na taxa de aproveitamento da amostra, em 2020 e 2021. Devido à ausência de tais informações, a série histórica da pesquisa abrange o período de 2016 a 2019 e os anos de 2022 a 2024.

 

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

 

CONTATOS:
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Consulte os locais de prova do concurso da carreira de desenvolvimento e assistência social

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Exames para cargos de nível superior e médio serão aplicados neste domingo (6)

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Agência Brasília | Edição: Chico Neto

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Já estão disponíveis para consulta os locais de aplicação das provas objetiva e discursiva do concurso público para os cargos de especialista em desenvolvimento e assistência social (Edas) e técnico em desenvolvimento e assistência social (TDAS). O edital nº 4, de 31/8/2026, foi publicado nesta terça-feira (1º), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

Para consultar individualmente o local e o turno em que deverão fazer a prova, os candidatos devem acessar a “área do candidato” neste site. O certame é para preenchimento de 1.197 vagas imediatas, além do cadastro de reserva.

As provas serão aplicadas neste domingo (6), com duração de quatro horas. Os candidatos ao cargo de Edas farão a prova no período da manhã, com abertura dos portões às 6h45 e fechamento às 7h45. Já os candidatos ao cargo de TDAS estão escalados para a prova no período da tarde, com abertura dos portões às 13h45 e fechamento às 14h45.

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Não será permitida a entrada após o fechamento dos portões, e não haverá período de tolerância. As provas deverão ser feitas exclusivamente no local e no turno designados para cada candidato, não sendo permitida alteração. A orientação é que os candidatos consultem antecipadamente o local de prova, organizem a documentação necessária e cheguem com antecedência, a fim de evitar imprevistos no dia da prova.

 

Orientações aos candidatos

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Para fazer a prova, o candidato deverá levar documento de identidade original válido e caneta esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em material transparente. A organização recomenda que os candidatos levem pelo menos duas canetas.

De acordo com o edital, serão aceitos, entre outros, documentos oficiais com foto, como Carteira de Identidade Nacional (CIN), Carteira Nacional de Habilitação (CNH), RG digital, e-Título, Documento Nacional de Identificação (DNI), desde que apresentados nos respectivos aplicativos oficiais, conforme as regras do edital.

O edital estabelece ainda restrições para diversos objetos durante a realização das provas, incluindo celulares, smartphones, relógios, fones de ouvido, dispositivos eletrônicos vestíveis, óculos inteligentes, lápis, lapiseira, borracha, marca-texto, bonés, chapéus e recipientes que não sejam transparentes.

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Os equipamentos eletrônicos deverão ser desligados e acondicionados na embalagem porta-objetos fornecida pela equipe de aplicação, permanecendo lacrada durante todo o período de realização das provas. O descumprimento dessas regras poderá resultar na eliminação do candidato.

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