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Saúde

Secretaria de Saúde investe R$ 5,9 milhões em equipamentos odontológicos

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Mais de R$ 5,9 milhões foram investidos em 2024 na renovação do parque tecnológico dos serviços de saúde bucal da SES-DF. Foto: Jhonantan Catarelle/Agência Saúde-DF

Foram adquiridos 4.455 equipamentos, incluindo aparelho de raio-x panorâmico e tomógrafo odontológico

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realizou em 2024 investimento de mais de R$ 5,9 milhões na aquisição de 4.455 equipamentos odontológicos, incluindo aparelhos de raio-x panorâmico, canetas de alta rotação e um tomógrafo odontológico. A iniciativa permitiu a troca de equipamentos antigos por tecnologias de ponta, com o objetivo de aprimorar o diagnóstico e ampliar o atendimento à população. A renovação do parque tecnológico é celebrada pelos profissionais no Dia Nacional da Saúde Bucal, comemorado em 25 de outubro. A data foi escolhida para homenagear os cirurgiões-dentistas e alertar para a importância de cuidar da saúde bucal.

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Aparelho de Raio-X panorâmico está entre as aquisições para os serviços de saúde bucal da Secretaria de Saúde. Foto: Jhonantan Catarelle/Agência Saúde-DF

Com essa modernização, o Governo do Distrito Federal favorece todo o fluxo de atendimento, conforme observa a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. “Esse investimento em recursos e equipamentos garante aos pacientes estabilidade, segurança e condições para que recebam o melhor cuidado. A modernização e o reforço dos equipamentos e da nossa estrutura da saúde são um esforço contínuo desta gestão”.

De acordo com a gerente de Serviços de Odontologia da SES, Francielle Gonçalves, a modernização dos equipamentos trará um impacto significativo na qualidade do atendimento. “Por exemplo, com a aquisição para os Hospitais Regionais do Gama (HRG) e de Taguatinga (HRT), será possível realizar radiografias panorâmicas, exames essenciais na odontologia, ampliando a capacidade de atendimento de pacientes, diagnóstico e tratamento nas unidades”, relata.

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Dia Nacional da Saúde Bucal, comemorado em 25 de outubro, é uma homenagem aos cirurgiões-dentistas. Foto: Jhonantan Catarelle/Agência Saúde-DF

Parte do investimento é proveniente de emenda parlamentar do deputado distrital Jorge Vianna, no valor de R$ 500 mil. A distribuição dos novos aparelhos de raio-x já foi feita para os 13 Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) e para a Central Radiológica de Taguatinga. “Esses equipamentos serão um diferencial no atendimento, ampliando o acesso e a demanda reprimida“, aponta Francielle.

Entre os novos recursos, destaca-se o tomógrafo odontológico por feixe cônico, que oferece imagens em 3D, permitindo visualizar com precisão fraturas, problemas de canal e articulações. Segundo a gerente, “esse equipamento possibilita diagnósticos mais detalhados, principalmente na área de patologia, como na avaliação de lesões ósseas maxilomandibulares. As imagens tridimensionais revelam a topografia e extensão das lesões, além da relação com estruturas anatômicas importantes, o que é essencial para um planejamento cirúrgico adequado e acompanhamento pós-operatório”.

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Com o novo tomógrafo, o Centro de Especialidades Odontológicas da 712/912 Sul (https://www.saude.df.gov.br/ceo-712-912-sul) se consolida como uma Central de Radiologia completa. Além de tomografia computadorizada, o local oferece radiografias panorâmicas e telerradiografias, com um aparelho que permite a realização de todas essas modalidades.

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Equipamentos odontológicos adquiridos em 2024:
– 121 consultórios odontológicos
– 1433 canetas de alta rotação
– 1278 micromotores
– 1296 contra-ângulos
– 201 peças retas
– 93 compressores odontológicos
– 1 tomógrafo odontológico
– 1 aparelho de raio X panorâmico e telerradiografia
– 8 aparelhos de raio X panorâmico
– 23 aparelhos de raios X odontológicos, entre outros

Como acessar os serviços odontológicos?
Qualquer morador do Distrito Federal que necessite de tratamento odontológico pode procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. As UBS oferecem tanto atendimento odontológico para demandas espontâneas quanto para casos agendados, com especialidades reguladas pelo Sistema de Regulação (SISREG).

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Quem precisa de atendimento odontológico de emergência tem várias opções na rede pública de saúde. Além do pronto socorro do Hospital de Base, especializado na atenção ao trauma bucomaxilofacial, os Hospitais Regionais da Asa Norte, Taguatinga e Gama também oferecem o serviço.

*Confira todos os serviços de Saúde Bucal oferecidos pela Secretaria de Saúde. (https://www.saude.df.gov.br/odontologia)

Para mais informações, contate-nos pelo e-mail: entrevista.saudedf@saude.df.gov.br
Secretaria de Saúde do Distrito Federal | Assessoria de Comunicação

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Saúde

Os perigos da “rinomodelação definitiva”: por que suavizar o nome de uma cirurgia coloca a saúde em risco

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Em meio à proliferação de procedimentos em consultórios, médicos alertam para a confusão induzida pelo termo comercial; enquanto a técnica tradicional com ácido hialurônico é reconhecida pela literatura, a versão dita “definitiva” é uma cirurgia de alteração estrutural executada fora do bloco hospitalar

Na era dos procedimentos ditos de “horário de almoço”, a promessa de transformar o contorno do rosto sem passar por uma sala de operações tornou-se um dos apelos mais sedutores da estética contemporânea. No topo das buscas nas redes sociais, um termo em particular passou a gerar grande confusão entre os pacientes: a chamada “rinomodelação definitiva”.

 

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O nó conceitual começa no vocabulário. Na dermatologia e na cirurgia plástica, a rinomodelação tradicional é um procedimento injetável temporário, consagrado e respaldado pela literatura médica. Contudo, sob o pretexto de oferecer o mesmo resultado sem prazo de validade, surgiu no mercado a rinomodelação definitiva — que, longe de ser um simples procedimento de consultório, é, na prática, uma cirurgia estrutural completa sobre o arcabouço do nariz.

 

O compartilhamento do mesmo nome tem levado pessoas a acreditarem que estão passando por um cuidado minimamente invasivo, quando na verdade estão sendo submetidas a uma intervenção cirúrgica sem a infraestrutura hospitalar e a formação médica que a anatomia nasal exige.

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Injetável versus cirúrgico: a distinção fundamental

Para compreender o alerta dos especialistas, é necessário separar com clareza as duas práticas que o mercado reuniu sob o mesmo rótulo:

 

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  • Rinomodelação Tradicional (Procedimento Injetável): Realizada principalmente com ácido hialurônico de alta viscosidade, é um procedimento ambulatorial bem documentado cientificamente. Ela não substitui uma cirurgia e tem limitações anatômicas claras — serve para camuflar pequenas irregularidades no dorso ou refinar ângulos sutis adicionando volume. Seus efeitos são temporários e reabsorvíveis. A crítica médica a esse método reside unicamente no alinhamento de expectativas (ele não reduz o tamanho do nariz) e na necessidade de conhecimento da delicada vascularização facial para evitar oclusões arteriais.

 

  • Rinomodelação Definitiva (Procedimento Cirúrgico): Não se trata de uma evolução da técnica injetável, mas de uma cirurgia invasiva executada sob anestesia local em consultório. Envolve cortes na mucosa nasal, incisões em cartilagens, passagem de fios de tração permanentes e, com frequência, inserção de implantes sintéticos de sustentação.

 

“Existe um problema sério de nomenclatura. Quando o paciente ouve ‘rinomodelação’, imagina uma picadinha rápida com agulha. Mas a dita rinomodelação definitiva é uma cirurgia sobre as estruturas cartilaginosas do nariz. Chamar de modelação não torna o procedimento menos cirúrgico. Trocar o nome de rinoplastia por rinomodelação não altera aquilo que está sendo feito por baixo da pele”, alerta o médico otorrinolaringologista e cirurgião cérvico-facial Dr. Vitor Abrão, mestre pela Universidade de São Paulo (USP).

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Cirurgia em consultório: uma prática sem respaldo na literatura médica

O principal foco de preocupação da comunidade médica repousa na realização dessa cirurgia disfarçada fora do ambiente cirúrgico e, frequentemente, por profissionais sem habilitação cirúrgica hospitalar.

 

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Ao contrário da rinoplastia convencional estruturada — amplamente descrita em livros-texto internacionais, consensos acadêmicos e ensinada em anos de residência médica —, a técnica propagada como rinomodelação definitiva carece de fundamentação e padronização na literatura médica.

 

Em consultórios sem suporte anestésico e esterilização hospitalar, cartilagens são aproximadas ou amarradas com fios sintéticos na tentativa empírica de afinar ou empinar a ponta. Sem a visão da arquitetura tridimensional do nariz, a tração excessiva pode gerar pinçamento severo, assimetrias visíveis e, a médio prazo, uma intensa formação de fibrose cicatricial.

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Quando o paciente busca auxílio médico para corrigir o resultado insatisfatório, depara-se com planos anatômicos completamente alterados e destruídos, transformando o caso em uma complexa reconstrução secundária.

 

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O colapso respiratório: quando a estética compromete a via aérea

O nariz não é apenas um triângulo visual no centro da face; é a porta de entrada do aparelho respiratório. As mesmas cartilagens manipuladas para afinar a ponta são responsáveis por formar a válvula nasal externa, a estrutura que sustenta as narinas abertas durante a inspiração.

 

Na tentativa de criar um nariz “fino” por meio de amarras ou fios sem sustentação adequada, o diâmetro por onde o ar passa é bruscamente reduzido.

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“É puramente mecânico: se você aperta excessivamente as cartilagens da ponta para estreitá-la, está apertando a passagem do ar. Com a cicatrização e a retração cicatricial, a parede lateral do nariz enfraquece e colapsa para dentro toda vez que o paciente tenta puxar o ar, gerando uma queixa crônica de falta de ar”, explica o Dr. Vitor Abrão.

 

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Na rinoplastia estruturada moderna, o refinamento estético não é obtido pelo aperto cego de estruturas, mas pelo reposicionamento milimétrico e, quando necessário, pela adição de enxertos da cartilagem do próprio paciente para garantir que o nariz continue rígido e respirando perfeitamente.

 

A necessidade do bloco cirúrgico e o desafio da reversão

A execução de qualquer procedimento estrutural no nariz requer o ecossistema de um centro cirúrgico hospitalar. O controle absoluto da via respiratória, a presença de médico anestesiologista, equipamentos para reversão de emergências cardiovasculares e ambientes de esterilização estrita são salvaguardas indispensáveis para a vida do paciente.

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Desmistificar a ideia de que “remover o fio” desfaz o procedimento é outro ponto fundamental. Uma vez que a cartilagem foi cortada, traumatizada ou sofreu reação de corpo estranho com o implante, a anatomia original já não existe.

 

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A correção dessas complicações costuma exigir uma rinoplastia reconstrutiva — um procedimento minucioso em que o cirurgião cérvico-facial precisa dissecar aderências de fibrose, retirar corpos estranhos e reconstruir o suporte do nariz do zero.

 

A busca pela harmonia facial não deve prescindir da segurança. Reconhecer que a rinomodelação tradicional com ácido hialurônico cumpre seu papel transitório de camuflagem, mas que qualquer alteração definitiva exige cirurgia formal, equipe qualificada e ambiente hospitalar, é o primeiro passo para preservar a estética, a saúde e a autonomia do paciente.

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