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Saúde

Exames auxiliam na identificação da síndrome de Down em diferentes fases da vida

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Geneticista explica o papel do ultrassom, do teste pré-natal não invasivo e do cariótipo na investigação de alterações cromossômicas

 

A síndrome de Down é uma das alterações genéticas mais comuns, com estimativa de 3 a 5 mil nascimentos por ano no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, a incidência é de 1 em cada 700 nascidos vivos, segundo a Federação Brasileira das Associações da Síndrome de Down (FBASD). O Dia Internacional da Síndrome de Down foi estabelecido em 2006 pela Down Syndrome International (DSI) e é celebrado em 21/3 por representar a trissomia do cromossomo 21. A data reforça a importância da informação e do diagnóstico precoce e fortalece o compromisso com a inclusão.

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A presença de uma terceira cópia do cromossomo 21 nas células, que caracteriza a síndrome, pode resultar em características físicas marcantes, alterações no desenvolvimento físico e intelectual e possíveis complicações em outros órgãos. “Apesar disso, os pacientes diagnosticados podem ter vidas longas e produtivas”, explica médica geneticista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Rosenelle Araújo.

 

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Diagnóstico

 

Segundo a especialista, uma vez que a síndrome é gerada no momento da concepção, há exames que podem auxiliar na detecção precoce durante a gestação. O ultrassom morfológico do primeiro trimestre, por exemplo, geralmente realizado entre a 11ª e a 14ª semana de gestação, avalia parâmetros como a translucência nucal (acúmulo de líquido na região da nuca) e a ausência do osso nasal, mais frequentemente associados a alterações cromossômicas e que podem indicar a necessidade de exames adicionais.

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O teste pré-natal não invasivo é outro exame que pode ajudar na identificação da condição, de acordo com a médica. “Nele, é analisado o DNA fetal a partir de uma amostra de sangue materno. Entretanto, é um exame de triagem. A confirmação deve ser feita a partir da biópsia de vilo corial, amostra representativa da constituição genética da placenta, ou pela amniocentese, procedimento de coleta do líquido amniótico, para estudo dos cromossomos através do cariótipo”, detalha.

 

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exame de cariótipo, que é o teste confirmatório, é um tipo de exame genético que analisa o número e a estrutura dos cromossomos de uma pessoa, permitindo a identificação de eventuais anomalias cromossômicas. Pode ser realizado para avaliação cromossômica fetal, durante o pré-natal, ou para diagnosticar variações genéticas em indivíduos já nascidos (pós-natal), sejam bebês, crianças ou adultos. A depender da situação, o tipo de amostra a ser coletada pode variar.

 

Além da síndrome de Down, o exame de cariótipo também é capaz de detectar alterações que podem ser indicativas de outras alterações genéticas, como as síndromes de Edwards, Patau, Turner e Klinefelter. “É um exame indicado em diferentes situações, principalmente quando há suspeita clínica de anormalidades cromossômicas ou quando existe um histórico familiar relevante”, explica.

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A geneticista também menciona a importância do acompanhamento genético associado ao exame de cariótipo. Os médicos geneticistas podem auxiliar o paciente a entender os resultados dos exames, discutir as implicações para a saúde da pessoa avaliada ou de seus filhos, além de fornecer informações para o planejamento familiar. “Esse suporte é importante para garantir que a pessoa receba o melhor direcionamento sobre sua saúde genética”, completa.

 

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Crédito:

Foto: freepik

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Saúde

IgesDF inicia nova edição para qualificar lideranças e melhorar resultados na saúde

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Programa reúne gestores de diferentes áreas e busca impacto direto no atendimento à população

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) iniciou, nesta quarta-feira (1º), a quinta edição do Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL) com foco em preparar gestores para melhorar a organização dos serviços e os resultados assistenciais.
A iniciativa reúne profissionais de diferentes áreas para fortalecer a gestão de equipes, a tomada de decisão e a integração entre planejamento e prática.
Desenvolvido pela Superintendência de Pessoas, por meio do Núcleo de Cultura, Desenvolvimento e Comunicação Interna, o PDL integra a estratégia do Instituto de investir na formação contínua dos gestores.
A gerente de Desenvolvimento Humano do IgesDF, Nildete Dias, destaca que o aprendizado vai além dos encontros formais. “As pautas discutidas aqui não se esgotam ou terminam nas horas em que os cursos acontecem, elas seguem reverberando no dia a dia de cada um dos presentes”, afirma.
Segundo a gestora, a proposta é formar líderes capazes de alinhar processos internos e melhorar a qualidade dos serviços prestados à população.
A abertura contou com a participação do coordenador de Planejamento Estratégico do IgesDF, Luiz Fillipe Rodrigues, que conduziu a palestra “Liderança na Saúde: Do Planejamento à Geração de Valor Assistencial”.
Durante a apresentação, o coordenador reforçou o papel das lideranças na execução das estratégias institucionais. “Os líderes são os responsáveis por conectar o planejamento às equipes e, sobretudo, aos resultados que impactam diretamente o paciente. Se deixarmos as decisões somente no ponto de vista estratégico, elas irão morrer no papel e não irão chegar no operacional por falhas na execução”, explica.
Na sequência, a coordenadora da Superintendência Jurídica, Cláudia Murta, apresentou a palestra “Construção de Equipes de Alta Performance: O Papel do Líder na Geração de Resultados”. Em sua abordagem, destacou a importância de enfrentar desafios com responsabilidade e visão prática.
“É preciso identificar os problemas e encarar os desafios. É necessário pensar em soluções para os casos do dia a dia, com a estrutura e realidade que temos. Isso é desenvolvimento, e pensar assim hoje é algo que o IgesDF tem feito de forma brilhante”, avalia a coordenadora.
Formação contínua
A assessora técnica da Gerência de Práticas Assistenciais do IgesDF, Juliana Trindade, ressalta a importância da qualificação constante na área da saúde. “A cada dia fica ainda mais evidente o quanto é essencial estarmos em constante aprendizado e atualização. A área da saúde exige isso de nós, não só tecnicamente, mas também na forma como lideramos, nos comunicamos e conduzimos nossas equipes”, ressalta.
O PDL contará com outros nove encontros, com a participação de gestores e assessores de todas as unidades administradas pelo IgesDF.
A analista do Núcleo de Cultura, Desenvolvimento e Comunicação Interna, Izabelle Fernandes, pontua que a iniciativa contribui para o alinhamento institucional. “Ele promove lideranças mais aliadas aos valores e aos objetivos da Instituição”, diz.
Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, o investimento na formação das lideranças fortalece a gestão e os resultados assistenciais. “Construímos uma gestão mais eficiente e orientada por resultados, onde cada decisão, cada processo e cada equipe convergem em mais cuidado qualificado para a população do Distrito Federal”, destaca.
CRÉDITOS:
Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF 
Matéria: Ivan Trindade
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