Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Saúde

Publicada portaria que cria comissão de acessibilidade e inclusão

Publicado em

Foto: DPDF

Ato da Defensoria Pública do DF institui grupo permanente para tratar sobre o tema e implementar ações efetivas

A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, completa oito anos nesta quinta-feira (6). Na mesma data, a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) publicou, no Diário Oficial do DF (DODF), portaria que constitui sua Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão. O intuito é implementar, no âmbito da instituição, uma política de inclusão social das pessoas com deficiência e promover a conscientização do público interno.

Advertisement

Entre os princípios que orientarão os trabalhos da comissão estão o respeito pela dignidade da pessoa humana, a autonomia individual, a não discriminação, a plena e efetiva participação e a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade, a igualdade de oportunidades, a acessibilidade e o respeito pelo desenvolvimento das capacidades da pessoa com deficiência.

O grupo será composto por três defensores públicos, sendo um do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (NDH), e seis servidores – um da Subsecretaria de Atividade Psicossocial (SUAP), um da Diretoria de Qualidade de Vida no Trabalho (Diquav), um da Unidade de Gestão de Pessoas (Unigep), um da Subsecretaria de Inovação, Tecnologia da Informação e Comunicação (Sitic), um da Assessoria de Comunicação (Ascom) e um da Unidade de Infraestrutura da Subsecretaria de Administração Geral (Uninfra/Suag).

“A partir do Estatuto da Pessoa com Deficiência, diversas concepções que estavam enraizadas na sociedade foram modificadas. No entanto, a falta de acessibilidade e o preconceito ainda são uma realidade no dia a dia dessas pessoas, especialmente daquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade”Celestino Chupel, defensor público-geral

Lei Brasileira de Inclusão

Advertisement

A Lei nº 13.146/2015 foi promulgada para adaptar o ordenamento jurídico brasileiro às disposições da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Convenção de Nova York), internalizada no Brasil com status de emenda à Constituição. Entre as novidades trazidas, destaca-se a denominação do grupo, que passou a ser tratado exclusivamente por pessoa com deficiência.

Além disso, a Lei Brasileira de Inclusão alterou os critérios para a determinação de incapacidade civil absoluta e relativa. Hoje, são considerados absolutamente incapazes apenas os menores de 16 anos. A incapacidade relativa passou a ser restrita aos maiores de 16 e menores de 18 anos, aos ébrios habituais e os viciados em tóxicos, àqueles que por causa transitória ou permanente não puderem exprimir sua vontade e aos pródigos. As pessoas com deficiência, portanto, são capazes de exercer os atos da vida civil.

O defensor público-geral, Celestino Chupel, ressalta a importância das alterações trazidas pela legislação. “A partir do Estatuto da Pessoa com Deficiência, diversas concepções que estavam enraizadas na sociedade foram modificadas. No entanto, a falta de acessibilidade e o preconceito ainda são uma realidade no dia a dia dessas pessoas, especialmente daquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade”, apontou.

Advertisement

“As pessoas precisam ter consciência de que as condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais devem ser assegurados a todo o tempo. As pessoas com deficiência devem poder tomar decisões sobre suas próprias vidas, de forma a exercer plenamente a sua liberdade de escolha e tê-la respeitada”Amanda Fernandes, chefe do Ofício de Proteção da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência

Para a defensora pública e chefe do Ofício de Proteção da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência, Amanda Fernandes, ter um dispositivo que protege as pessoas com deficiência de forma ampla é fundamental para a autonomia delas na vida em sociedade. “É necessário compreender que as pessoas com deficiência têm condições de tomar decisões sozinhas e devem ter seu direito à igualdade de oportunidades assegurado”, explicou.

O estatuto também deu ao grupo a possibilidade de aderir à tomada de decisão apoiada, processo que consiste no auxílio de alguém de sua confiança para decisões sobre atos da vida civil. Assim, a designação de curador ficou restrita a atos de ordem patrimonial ou negocial.

A lei ainda assegurou a inclusão educacional das pessoas com deficiência em todos os níveis e modalidades de ensino. Desde a entrada em vigor do mecanismo legal, ficou proibida a cobrança de valores adicionais por escolas particulares para prestar atendimento educacional especializado, com o fornecimento de profissionais de apoio.

Advertisement

“As pessoas precisam ter consciência de que as condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais devem ser assegurados a todo o tempo. As pessoas com deficiência devem poder tomar decisões sobre suas próprias vidas, de forma a exercer plenamente a sua liberdade de escolha e tê-la respeitada”, completou Amanda.

Com informações da Agência Brasília

Fonte: Jornal de Brasilia

Advertisement
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Comissão de Direitos Humanos do Senado aprova prazo de 1 ano para mulheres denunciarem agressores em casos de violência doméstica

Saúde

Câmara e Senado promovem Outubro Rosa com debates, mamografias e arrecadação de doações

Published

on

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal realizam, ao longo de outubro, a programação conjunta do Outubro Rosa 2026. A campanha internacional, reconhecida pelo laço rosa, alerta para o câncer de mama e mostra que o diagnóstico e o tratamento precoces reduzem as mortes evitáveis pela doença.

Na Câmara, a organização é da Secretaria da Mulher e da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A programação reúne ações e eventos para discutir o diagnóstico e o tratamento precoces do câncer de mama.

A campanha também reforça que a saúde é um direito garantido por lei. O acesso a exames e tratamentos para o câncer de mama é uma conquista das mulheres brasileiras. Conheça as políticas públicas existentes.

Advertisement

Iluminação do Congresso
Entre os dias 17 e 20 de outubro, o Congresso Nacional recebe iluminação na cor rosa. A ação chama a atenção da população para a prevenção do câncer de mama. O laço rosa é o símbolo internacional da luta contra a doença e do movimento Outubro Rosa.

Mamografias e doações
A programação inclui a realização de mamografias para colaboradoras das duas Casas. Os exames, que também fazem parte das atividades do Nosso Mês, estão sendo iniciados nesta segunda-feira (5) e vão até o dia 30.

Leia Também:  Vencedoras do "Prêmio Engenho Mulher 2024" atuam pela redução da desigualdade e por inclusão social.

Até 30 de outubro, pontos de coleta nas entradas dos Anexos I, II e IV da Câmara dos Deputados recebem doações de lenços, tiaras, bandanas e bonés. Na primeira semana de novembro, o material será entregue às crianças do Hospital da Criança e às mulheres em tratamento na Rede Feminina de Combate ao Câncer.

Advertisement

 

 

FONTE: camara.leg.br

Advertisement
COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

MULHER NO ESPORTE

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA