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Câmara Legislativa debate integração de políticas afirmativas para enfrentar a violência contra a mulher

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou sessão solene para debater os desdobramentos da Frente Parlamentar de Combate ao Feminicídio, especialmente o enfrentamento da violência doméstica e a integração de políticas afirmativas.

Por iniciativa da deputada Doutora Jane (MDB), o evento reuniu representantes de vários setores, entre eles, das forças de segurança pública, da educação, da Secretaria de Estado da Mulher, da Defensoria Pública, do Senado Federal e do terceiro setor.

A deputada Doutora Jane, presidente da Comissão de Direitos das Mulheres da Câmara Legislativa, destacou que a solenidade reuniu pessoas que atuam na defesa intransigente da mulher. “Nós sentimos a dor de quem é vulnerável, de quem sofre. A cada dia a sororidade, esse sentimento que temos em defesa umas das outras, se fortalece. Não precisamos nem olhar para fora porque somos o quinto país mais violento para se nascer mulher”, afirmou a parlamentar.

Ela completou dizendo que “hoje falamos sobre o ponto de vista positivo: o resultado que temos alcançado com as políticas que todos empreendemos”. Disse ainda que Brasília precisa ser exemplo para incentivar e transformar a realidade das pessoas. “Enquanto tivermos uma mulher morrendo ou sendo agredida, temos que continuar multiplicando essa rede de proteção que existe”, defendeu a deputada.

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Por fim, Doutora Jane registrou que já conseguiu aprovar algumas leis, entre elas a lei nº 7266/2023, que cria os comitês de proteção à mulher. “Hoje já temos em funcionamento no Itapuã, em Ceilândia, no Lago Norte e na Cidade Estrutural. O próximo será em Sobradinho”, disse Jane.

A deputada federal Érika Kokay (PT) defendeu que devem ser feitas abordagem de gênero e raça simultaneamente. “Temos uma sociedade que subalterniza as mulheres e as mulheres negras ainda carregam o maior número de feminicídios e de violência obstétrica, além dos menores salários. Portanto, é fundamental que possamos fazer a abordagem de raça e de gênero ao mesmo tempo”, declarou a deputada federal.

Já a Secretária-executiva da Secretaria de Estado da Mulher, Jaqueline Aguiar, declarou que serão inauguradas quatro novas unidades da Casa da Mulher Brasileira no Recanto das Emas, São Sebastião, Sobradinho e Sol Nascente. Assim, somando à unidade que já funciona em Ceilândia, serão cinco unidades no DF.

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“Esses espaços, junto com os Centros Especializados de Atendimento à Mulher (CEAM), são importantes equipamentos que exemplificam como podemos acolher e proteger a quem precisa. Mas hoje quero enaltecer os comitês de proteção à mulher. Sua lei fez total diferença na vida das mulheres. Nossos comitês estão preparados para receber e acolher a mulher”, falou Jaqueline à deputada Doutora Jane.

Por sua vez, o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBM-DF), coronel Sandro, relatou que a corporação tem realizado iniciativas para facilitar ainda mais a inserção e o cotidiano da mulher. “Temos agora o primeiro posto de amamentação, estamos fazendo um posto de atendimento às mulheres da segurança pública que são vítimas de violência, criando os berçários, semelhante ao que é feito pelo Palácio Buriti, e ainda a Ouvidoria da Mulher no CBM. Além disso, somos as primeiras pessoas que vão ao local quando a mulher sofre qualquer tipo de agressão, então fazemos o treinamento de nossos bombeiros e bombeiras”, anunciou o comandante.
A subdefensora pública-geral do DF, Emmanuela Sabóia, lembrou que a Defensoria Pública, em junto com a Secretaria de Educação, leva sua carreta a todas as escolas em um trabalho educativo. “Temos também o Dia da Mulher, que realizamos toda primeira segunda-feira do mês, e já atendemos quase 28 mil mulheres. Oferecemos vacinação, balcão de emprego, corte de cabelo, exame de DNA gratuito para colocar o nome do pai na certidão de nascimento, [atendimento] psicossocial, o Volte a Sorrir e mais uma série de serviços prestados pela Defensoria”, enumerou Emmanuela.

Como representante da Secretária de Segurança Pública do DF, a subsecretária de Operações Integradas Cíntia Queiroz de Castro destacou que até o dia 20 de novembro foram registrados dez feminicídios no DF enquanto no mesmo período do ano passado houve 30 casos. Além disso, relatou que a secretaria tem o programa Viva Flor, que monitora as mulheres vítimas de violência 24 horas por dia, cuidando dessas mulheres e vigiando seus agressores. “Desde a criação da Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas, já foram monitoradas 2.586 pessoas. Foram efetuadas 41 prisões em 2024 de agressores que descumpriram medidas judiciais e 79 prisões desde 2020”, informou.

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A presidente da Rede Internacional Laço Branco, Patrícia Zapponi, falou pelo terceiro setor. Relatou que foi vítima de violência e, a partir deste episódio, fundou a rede que oferece serviço jurídico, psicológico e assistencial, inclusive por meio de convênio com a Polícia Civil.

Já Patrícia Melo representou a Secretaria de Educação do DF e afirmou a crença em que a educação tem muito a contribuir no processo de enfrentamento da violência contra a mulher. “Sabemos o peso e a importância da educação nesse processo. Acreditamos profundamente que a educação tem o poder de mudar lá na base quando as crianças precisam ser instruídas, orientadas e transformadas em seus comportamentos. Dentre várias ações, temos o programa Maria da Penha vai à Escola, instituído em parceria com o TJDFT, que já alcançou mais de 60 mil pessoas”, afirmou a diretora de Serviços de Apoio à Aprendizagem, Direitos Humanos e Diversidade da Secretaria de Educação.

Também da área de educação, Nilzéia Oliveira, coordenadora de Políticas Inclusivas do Instituto Federal de Brasília, disse que “por meio da educação é possível resgatar a história das mulheres e de sua luta”. Ela relatou que as parcerias institucionais renderam frutos como o programa Mulheres Mil, que forma mulheres empobrecidas, e outros diversos cursos, como por exemplo para desenvolvedoras de aplicativos e de associativismo para mulheres.

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Pelo Senado Federal, a coordenadora do Observatório da Mulher Contra a Violência, Maria Teresa Firmino Mauro, divulgou o trabalho do instituto, com ênfase para o Mapa Nacional da Violência de Gênero, que reúne dados do Datasus, do CNJ, da segurança pública e outros sobre as brasileiras que sofrem violência fora do país.

Ao fim da solenidade foram entregues moções de louvor pelos relevantes serviços prestados à população de Brasília.

Francisco Espínola – Agência CLDF

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Transparência ganha novo formato no IgesDF

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Publicação mensal apresenta, de forma simples e visual, como os recursos públicos são aplicados e quais resultados são entregues à população

Por Luciane Paz

 

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A prestação de contas do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) ganhou um novo formato para facilitar o acesso da população às informações sobre a gestão da saúde pública. Lançada nesta quarta-feira (1º), a publicação mensal IgesDF em Evidência apresenta, em linguagem simples, visual e acessível, os principais indicadores, investimentos e resultados do Instituto, permitindo que qualquer cidadão compreenda como os recursos públicos são aplicados e quais serviços são entregues à população.
Embora essas informações já sejam encaminhadas mensalmente à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), conforme previsto no Contrato de Gestão, agora elas passam a ser apresentadas em um formato mais didático, com textos objetivos, gráficos, infográficos e recursos visuais que facilitam a compreensão por qualquer cidadão.
Mais do que divulgar números, a publicação busca responder às principais dúvidas da população sobre o funcionamento do Instituto: quanto é investido, como os recursos são aplicados, quantos procedimentos e atendimentos foram realizados, como está a satisfação dos usuários e quais resultados vêm sendo alcançados pela instituição.
Para a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, a iniciativa representa um avanço na relação entre a instituição e a sociedade. “A transparência deixa de ser uma obrigação quando passa a ser um valor”, destaca.
Segundo ela, esse compromisso exige que as informações estejam ao alcance de todos. “Precisamos traduzir para o cidadão aquilo que fazemos todos os dias. Produzimos muitas informações, mas elas precisam chegar às pessoas de forma clara, para que entendam o papel do Instituto na saúde pública. Em meio a uma avalanche de dados, a população precisa de informação qualificada, acessível e confiável”, explica.
O IgesDF em Evidência reúne informações sobre investimentos, custos operacionais, despesas, produção assistencial, indicadores de desempenho, satisfação dos usuários, ouvidoria, ensino, pesquisa e inovação, permitindo acompanhar, mês a mês, a atuação do Instituto.
A publicação transforma dados técnicos em informações compreensíveis, fortalecendo o controle social e aproximando a população da gestão da saúde pública.
Reconhecimento dos órgãos de controle
Durante o lançamento, representantes dos órgãos de controle destacaram que a iniciativa amplia a qualidade das informações disponibilizadas e fortalece uma gestão baseada em evidências.
Para o Controlador-Geral do Distrito Federal, Daniel Lima, os resultados alcançados pelo Instituto refletem uma administração orientada por planejamento, inovação e responsabilidade.
“O cumprimento das metas do contrato de gestão, a implantação de soluções como as teleconsultas e o planejamento das compras de medicamentos com base em dados e histórico de consumo refletem uma gestão mais eficiente, inovadora e comprometida com a população”, afirma.
A promotora de Justiça da 3ª Promotoria de Defesa da Saúde do Distrito Federal, Hiza Carpina Lima, ressaltou que a transparência também passa pela capacidade de contextualizar os resultados.
“Os números precisam contar histórias. É importante mostrar não apenas o resultado alcançado, mas também os desafios enfrentados para alcançá-lo. É isso que permite à sociedade compreender melhor a realidade da assistência e reconhecer o esforço de quem trabalha diariamente para oferecer um atendimento de qualidade”,  frisa.
O presidente da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Contrato de Gestão (CAC-IgesDF), Luiz Roberto Domingues, também ressaltou a importância de ampliar o acesso às informações institucionais.
“O grande mérito dessa iniciativa é colocar os números em evidência. Quando a sociedade conhece os dados, entende melhor o contexto, os desafios e os resultados da gestão. Informação acessível fortalece a confiança e qualifica o debate sobre a saúde pública”, avalia.
Consulta pública
O IgesDF em Evidência amplia o acesso às informações públicas, fortalece o controle social e permite que qualquer cidadão acompanhe, de maneira clara, a aplicação dos recursos e os resultados entregues pela instituição.
Durante o lançamento, o gerente-geral Estratégico de Planejamento, Orçamento e Auditoria de Faturamento do IgesDF, Túlio Araújo, apresentou a publicação aos participantes. Segundo ele, a iniciativa representa um novo passo na política de transparência do Instituto.
“Mais do que números, os indicadores mostram os nossos desafios diários e o trabalho das equipes para responder às necessidades da população. A transparência desses dados permite acompanhar as estratégias adotadas pelo IgesDF para fortalecer a assistência e entregar cada vez mais qualidade no cuidado aos pacientes”, esclarece.
A publicação é liderada pela Gerência Geral de Planejamento, Orçamento e Auditoria de Faturamento (GGPAF). O projeto editorial é supervisionado pela Gerência Estratégica de Monitoramento, Avaliação e Desenvolvimento Institucional (GEMAD) e desenvolvida pela Coordenação Estratégica de Informação Institucional (COEII).
O IgesDF em Evidência está disponível para consulta pública no Portal da Transparência do Instituto e pode ser acessado por qualquer cidadão. Além da versão resumida, a página também disponibiliza a Prestação de Contas completa, conforme previsto no Contrato de Gestão.

 

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