Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Politica

Aprovado plano para fortalecer segurança alimentar e nutricional do DF até 2027

Publicado em

O IV Pdsan contém oito desafios e 89 metas. Foram firmados pactos amplos para a realização progressiva do direito humano a uma alimentação adequada | Foto: Divulgação/Sedes-DF

Iniciativa vai nortear as ações da área; secretarias do GDF terão metas a cumprir e ações a implementar

Por Agência Brasília* | Edição: Ígor Silveira

A Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan-DF) aprovou, nesta quinta-feira (5), o IV Plano Distrital de Segurança Alimentar e Nutricional (Pdsan), que vai nortear as ações da área até dezembro de 2027. O objetivo desse plano intersetorial é fortalecer a política e as medidas de combate à insegurança alimentar no DF.

Sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), a Caisan é formada por representantes das 12 secretarias e entidades da administração pública do setor. Com a aprovação do IV Pdsan, todas as pastas integrantes terão metas a cumprir e ações a implementar nos próximos três anos.

Advertisement

“O combate à fome é uma questão mais ampla, intersetorial, que é combatida por este governo com ações que envolvem várias secretarias para além da Sedes, com políticas públicas como reaquecimento da economia, capacitação da população, geração de empregos, preço da cesta básica, merenda escolar de qualidade, entre outros”, explica a presidente da Caisan-DF e secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.

O IV Pdsan contém oito desafios e 89 metas. Foram firmados pactos amplos para a realização progressiva do direito humano a uma alimentação adequada, como: integração de fluxos dos Sistemas Único de Saúde (SUS) e de Assistência Social (Suas) e Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) para atender pessoas em vulnerabilidade; elaboração da Política Distrital de Abastecimento Alimentar; e de uma linha de cuidado da criança e do adolescente com sobrepeso e obesidade; além da ampliação de programa de transferência de renda; e de ações de proteção de recursos hídricos e gestão de resíduos sólidos.

Leia Também:  Gabriele Carlos é a primeira mulher a ocupar o cargo de CEO na ZEISS Vision Brasil

“O combate à fome é uma questão mais ampla, intersetorial, que é combatida por este governo com ações que envolvem várias secretarias para além da Sedes, com políticas públicas como reaquecimento da economia, capacitação da população, geração de empregos, preço da cesta básica, merenda escolar de qualidade, entre outros”

Advertisement

Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social

“Temos neste IV Pdsan ações que foram propostas na última Conferência Distrital de Segurança Alimentar e Nutricional, com a participação da sociedade civil; metas sugeridas pelas secretarias após diagnóstico da situação no DF, além de ações que ficaram pendentes no III Pdsan. Lembrando que há uma revisão das metas a cada dois anos, para que a estratégia seja adequada à realidade”, destaca a secretaria-executiva da Caisan-DF, Lidiane Pires. “A reunião do pleno secretarial desta quinta foi um ato de validação do IV Pdsan, que já foi submetido anteriormente à consulta pública e à avaliação do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Distrito Federal (Consea-DF), com aval da sociedade civil”, complementa.

Leia Também:  Pacote de R$ 66,8 milhões beneficia agricultores familiares e segurança alimentar no Ceará

Plano

Advertisement

‌O Pdsan é o principal instrumento de planejamento, gestão e execução das ações de segurança alimentar e nutricional no Distrito Federal. Funciona como uma espécie de bússola para orientar todas as ações do Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), estabelecendo metas e direcionando esforços para garantir acesso regular e permanente a alimentos em quantidade e qualidade adequadas, de forma sustentável, respeitando a diversidade cultural e promovendo práticas alimentares que melhoram a saúde.

O plano reflete as prioridades estratégicas de cada órgão envolvido na temática de Segurança Alimentar e Nutricional e as demandas da sociedade civil debatidas na VI Conferência Distrital de Segurança Alimentar e Nutricional, realizada no ano passado.

A Caisan-DF é composta pelas secretarias responsáveis pelas áreas de Segurança Alimentar e Nutricional; Agricultura, Abastecimento e Assistência Técnica e Extensão Rural; Saúde; Educação; Meio Ambiente e Recursos Hídricos; Direitos Humanos; Igualdade Racial; Planejamento e Orçamento; Relações Governamentais e com Movimentos Sociais; Assistência Social; Desenvolvimento Econômico e Sustentável; Assuntos Fundiários. A Caisan-DF é presidida pelo titular do órgão do Governo do Distrito Federal (GDF) responsável pela Política de Segurança Alimentar e Nutricional.

Advertisement

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF)

Fonte: Agência Brasilia
COMENTE ABAIXO:

Politica

Fernanda Machiaveli sobre avanços na reforma agrária: “Reduzir concentração fundiária e garantir terra a quem quer trabalhar”

Published

on

Titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar é entrevistada e detalha estratégias do Governo do Brasil para garantir que famílias sejam assentadas

Para ilustrar o avanço da reforma agrária e o que tem sido realizado pelo Governo do Brasil nesta frente de atuação, a ministra Fernanda Machiaveli destacou ao longo do programa “Bom Dia, Ministra” o empenho na solução de conflitos fundiários no país, assim como a conquista de 27 mil novos lotes para a Reforma Agrária e a inclusão de mais de 230 mil famílias assentadas no programa, desde 2023 . A titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar foi entrevistada por profissionais de imprensa de várias regiões do país nesta quarta-feira, 15 de abril.
“A concentração fundiária é um dos maiores desafios que hoje a gente tem no nosso território. Nós temos, por exemplo, a agricultura familiar, que corresponde a 77% das propriedades de acordo com o Censo Agropecuário, e ela ocupa apenas 23% da área agricultável. Então a gente tem uma concentração. E muitas famílias ainda aguardam a possibilidade de terem acesso à terra, para que elas possam produzir alimentos, viverem da terra, seguirem na produção e dessa forma também a gente consegue aumentar a oferta de alimentos nas cidades”, declarou Machiaveli.
O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra, que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”

Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Durante a entrevista, a ministra detalhou ações voltadas à destinação de terras e ao reconhecimento de territórios tradicionais, incluindo o avanço na assinatura de decretos para consolidação e regularização. A pasta instituiu ainda a Câmara Técnica de Destinação para deliberar sobre o uso de terras públicas federais, com foco na reforma agrária e na conservação.
“O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária], que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”, explicou a ministra.
Fernanda Machiaveli prosseguiu apresentando mais informações sobre o cenário atual. “São 27 mil novos lotes que foram disponibilizados para a reforma agrária. Nós investimos como nunca. Essas famílias que estão chegando para a reforma agrária, elas têm direito a um apoio, que é um crédito instalação, que chega na terra e recebe a terra nu. Elas precisam de um mínimo de suporte para conseguirem estruturar a produção. Investimos R$ 1,7 bilhão nesse crédito, que é muito facilitado, que tem até 90% de desconto para quem paga em dia — para quem estruturar, quem está saindo numa situação de pobreza, está lá no CadÚnico e passa a ter o acesso à terra. E além de avançar no processo de obtenção de acesso à terra, nós garantimos a chegada das políticas públicas nos assentamentos”, complementou.
A retomada da destinação de terras e o reconhecimento de territórios tradicionais. O Brasil já registrou avanço histórico com a assinatura de decretos para consolidação e regularização de territórios em todo o país.

Advertisement
Leia Também:  No Marajó, cozinha agroextrativista organiza produção de alimentos e amplia renda de mulheres

 

Também foi instituída a Câmara Técnica de Destinação para discussões sobre o uso de terras públicas federais, focando na reforma agrária e conservação. “No mês de abril, saem mais decretos que destinam áreas para a reforma agrária, além do conjunto de compras que estamos fazendo, ações de adjudicação, que é conseguir a terra dos grandes devedores, que pagam suas dívidas com terra que é destinada para agricultores que hoje estão no CadÚnico, em situação de pobreza e que passam agora a ter acesso e apoio para fazerem a produção de alimento nessas áreas”, listou.
“Essas são as metas para a reforma agrária. Vamos seguir trabalhando firme para avançar e reduzir a concentração fundiária, mas mais importante do que isso, garantir terra para quem quer trabalhar, para quem quer produzir, porque o Governo do Brasil apoia todos os trabalhadores rurais”, declarou.”São passos que fazem com que nós possamos hoje ter uma situação de redução de conflitos fundiários, redução de mortes no campo, mas ainda muito avançar, porque nós reconhecemos que as famílias que estão acampadas precisam ainda de um auxílio para conseguirem avançar, acessar a terra”, finalizou Fernanda Machiaveli.
Em paralelo também foi desenvolvida a plataforma Terras do Brasil para transparência fundiária e estruturado o Comitê Gestor do Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), selecionando organizações quilombolas para participarem ativamente da formulação das políticas públicas.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira (15/4) a Rádio TV Metropolitana (Piracicaba/SP), Rádio CBN (Caruaru/PE), Portal Mais Goiás (Goiânia/GO), Jornal Diário do Comércio (Belo Horizonte/MG), Rádio Band FM (Vitória da Conquista/BA), Rádio 95 FM (Mossoró/RN) e Rádio Oceano (Rio Grande/RS).

Leia Também:  SES-DF apresenta segundo relatório de atividades quadrimestrais de 2024 na Câmara Legislativa

CRÉDITOS:

Advertisement

FOTO: Diego Campos/Secom-PR

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

 

Advertisement
COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA