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Mulheres incriveis

Dia Internacional da Mulher (08/03): presença feminina no agro chega a 30%

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Advogada especialista em Direito do Agronegócio aponta avanços na atuação feminina no setor e destaca desafios como desigualdade salarial e baixa presença em cargos de liderança

 

A presença feminina no agronegócio brasileiro tem crescido de forma consistente nos últimos anos, ocupando espaços estratégicos na gestão de propriedades, na inovação tecnológica e na tomada de decisões no campo. Dados do IBGE indicam que as mulheres representam cerca de 30% da força de trabalho no setor agropecuário, com atuação cada vez mais qualificada e profissionalizada.

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Para Giovanna Guerra, advogada especialista em Direito do Agronegócio do escritório João Domingos Advocacia, o avanço reflete uma transformação estrutural no setor.

 

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“O agronegócio brasileiro vive uma mudança profunda. A presença feminina deixou de ser apenas figurativa e passou a ocupar espaços estratégicos na gestão, na técnica e na tomada de decisões”, afirma.

 

Segundo ela, a maior qualificação técnica e a mudança geracional nas propriedades rurais têm impulsionado essa evolução.

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“Hoje vemos mulheres na operação de maquinário de alta precisão, na gestão financeira das propriedades e até na presidência de grandes corporações e entidades de classe. Isso é resultado de mais acesso à formação em áreas como agronomia, veterinária, gestão e direito agrário”, explica.

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Além da presença numérica, a especialista destaca que o protagonismo feminino impacta diretamente a eficiência do setor.

 

“Estudos mostram que gestões femininas tendem a investir mais em inovação tecnológica, sustentabilidade e organização administrativa, o que fortalece a competitividade e a produtividade do agro brasileiro.”

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Apesar dos avanços, os desafios ainda são significativos. Pesquisa da Deloitte aponta que 62% das mulheres do setor enxergam o baixo número de líderes femininas como barreira para alcançar cargos diretivos, enquanto 57% citam a ausência de políticas institucionais de inclusão. Dados da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) indicam que 44% das profissionais já sofreram preconceito sutil e 30%, preconceito explícito. As disparidades salariais podem chegar a 18% em comparação aos homens.

 

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Para Giovanna Guerra, a mudança estrutural exige ações concretas.

 

“A ascensão a cargos de alta liderança ainda ocorre em ritmo lento. Persistem desafios como desigualdade salarial, preconceito e a sobrecarga da jornada múltipla, em que muitas mulheres conciliam a gestão da propriedade com responsabilidades familiares. Fortalecer políticas de inclusão e garantir segurança jurídica são passos fundamentais para ampliar essa participação.”

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Celebridades

Seleção feminina estreia no Beira-Rio em amistoso contra Argentina

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Estádio do Inter será um dos palcos da Copa do Mundo do ano que vem
Lincoln Chaves – Repórter da EBC

A seleção feminina de futebol vai a campo neste sábado (10), a partir de 16h30 (horário de Brasília), para o primeiro de dois amistosos contra a Argentina. O confronto será no Beira-Rio, em Porto Alegre, marcando a estreia das mulheres brasileiras no estádio do Internacional.

O Beira-Rio é uma das oito arenas com partidas da Copa do Mundo Feminina do ano que vem. O local será palco de seis jogos da fase de grupos e um das oitavas de final.

O Inter é o único clube brasileiro a sediar confrontos de três Copas diferentes em sua própria casa. O Beira-Rio recebeu jogos do Mundial masculino de 2014. O Estádio dos Eucaliptos, que abrigou o Colorado entre 1931 e 1969, foi sede da edição de 1950.

Em relação às 28 convocadas, o técnico Arthur Elias sabe que não poderá contar com três delas neste sábado. A zagueira Tarciane e as atacantes Kerolin e Bia Zaneratto foram expulsas na derrota do último dia 9 de junho para os Estados Unidos, por 1 a 0, na Arena Castelão, em Fortaleza. O próprio treinador terá de cumprir suspensão.

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O trio de jogadoras fica à disposição somente para o segundo amistoso diante das argentinas, na próxima terça-feira (13), às 20h30, na Arena Pernambuco, que fica em São Lourenço da Mata (PE), região metropolitana de Recife. O estádio também é uma das sedes da Copa do ano que vem.

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Ao longo da semana de treinos em Porto Alegre, Arthur não definiu a escalação que mandará a campo, mas adiantou que promoverá várias mudanças ao longo dos jogos, com o intuito de testar todas as jogadoras que foram chamadas. No gol, por exemplo, cada uma das quatro convocadas deve ter meio tempo para mostrar serviço.

Uma das novidades da convocação está justamente no setor. Destaque da campanha histórica do Bahia no Campeonato Brasileiro e decisiva na classificação das Mulheres de Aço às semifinais, Yanne foi chamada pela primeira vez à seleção principal.

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Entre as jogadoras de linha, as caras novas são a lateral Tamara Bolt, do Washington Spirit (Estados Unidos), e a zagueira Carol Gil, campeã brasileira pelo São Paulo no sábado passado (3), em decisão transmitida pela TV Brasil. Esta última foi chamada após o corte de Thaís Ferreira, do Corinthians, com desconforto no joelho esquerdo.

Uma possível escalação para o jogo deste sábado terá: Lorena; Bruninha, Isa Haas, Mariza e Tamara Bolt; Angelina e Duda Sampaio; Priscila, Geyse, Gio Garbelini e Luany.

Esta será apenas o segundo encontro entre Brasil e Argentina desde o início do trabalho de Arthur a frente da seleção verde e amarela, após a Copa do Mundo de 2023. Para se ter ideia, adversários como Japão e Estados Unidos estiveram no caminho do time brasileiro seis vezes no período.

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O único duelo contra as hermanas de lá para cá ocorreu em 3 de março de 2024, pelas quartas de final da Copa Ouro Feminina, nos Estados Unidos. As brasileiras golearam por 5 a 1, com gols das atacantes Gabi Nunes e Bia Zaneratto (dois), da volante Yaya e da lateral Yasmim. A zagueira Celeste dos Santos descontou.

O técnico Germán Portanova convocou 22 jogadoras para os amistosos no Brasil. Duas atuam por aqui: a meia Maricel Pereyra, do São Paulo, e a atacante Martina del Trecco, do Red Bull Bragantino.

Outros quatro nomes já passaram pelo futebol brasileiro. A volante Catalina Ongaro e a atacante Paulina Gramaglia atuaram no Bragantino. As laterais Eliana Stabile e Adriana Sachs defenderam o Santos.

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A Argentina está classificada para a Copa do ano que vem. A vaga veio com o vice-campeonato da Liga das Nações, torneio organizado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) reunindo as outras nove seleções do continente. O título foi para a Colômbia, também garantida no Mundial, enquanto Venezuela e Equador terão a repescagem internacional pela frente.

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