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Protagonismo feminino é celebrado com evento e exposição em homenagem às mulheres do Hospital Regional de Santa Maria

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Mais de 70% da força de trabalho do IgesDF é composta por mulheres
Nesta quarta-feira (19), foi realizada uma homenagem especial para comemorar o mês da mulher no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Ao longo do dia, em várias partes da unidade, foram realizadas atividades que fogem do cotidiano como forma de reconhecimento ao protagonismo feminino na saúde.
No hall da entrada principal foi montada a exposição fotográfica itinerante “Celebrando as Mulheres: Cuidado e Protagonismo na Saúde”. A iniciativa foi idealizada pela assistente social Beatriz Liarte, do Núcleo de Educação Permanente (NUDEP), e teve o apoio da Gerência de Gestão do Conhecimento (GGCON) ambas ligadas à Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (DIEP). As fotos foram realizadas pelo fotógrafo Alberto Ruy e expressam toda a força e representatividade das trabalhadoras da saúde do Instituto.
Beatriz explica que a ideia da exposição surgiu da vontade de retratar mulheres de todas as unidades geridas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) que contribuem e participam para o cuidado em saúde. “Foram retratadas desde gestoras, profissionais de saúde até equipes terceirizadas que compõem nosso quadro. Todas as participantes responderam uma pergunta norteadora: “Quais as mudanças você gostaria de ver na saúde das mulheres do DF nos próximos anos? E, apesar de estarem em localidades diferenciadas e serem pessoas distintas, todas manifestaram mensagens de esperança muito parecidas”.
Presente no evento, a gerente de Gestão do Conhecimento e representante da DIEP na ocasião, Mariana Marques, destacou que o objetivo da exposição é retratar as mulheres do IgesDF “de maneira autêntica, sem uniformes, evidenciando seu impacto na saúde, independentemente da profissão desempenhada. Há alguns anos atrás, não tantos assim, nem poderíamos trabalhar fora, ter a carteira assinada e hoje, representamos mais de 70% da força de trabalho do IgesDF, isso é uma grande vitória para nós, mulheres”, enfatiza.
A gerente geral de Pessoas, Elaine Silvestre, lembrou a importância das mulheres se apoiarem e se acolherem, respeitando as particularidades de cada uma, evitando críticas, mas promovendo o espelhamento e inspirando umas às outras, sem necessidade de competir. Já a chefe do Núcleo de Humanização do IgesDF, Letícia Ângelo, afirmou em suas palavras que as mulheres têm o poder de transformar o mundo em um lugar humanizado e acolhedor, até por ter um olhar mais sensível e sua essência de cuidar do outro.
Representação feminina no HRSM
Sendo a primeira superintendente do HRSM mulher, Eliane Abreu, pediu uma salva de palmas para todos os presentes no evento como forma de agradecer o protagonismo feminino dentro da unidade. “A mulher é muito guerreira no que ela faz, porque ela faz com muita responsabilidade, com muito desempenho, com muita força, com muita garra, muita sensibilidade. E eu fico lisonjeada de representar mais de 70% das mulheres que formam a força de trabalho nesse hospital. Cada um traz consigo um pacote de emoções, um pacote de possibilidades, um pacote de histórias. E não seria humano, da nossa parte, não considerar ou desrespeitar. Então que a gente possa mesmo pensar antes de falar. Que a gente possa cada vez mais promover a empatia, se colocar no lugar do outro, da outra. Que a gente possa promover a tão falada sororidade e empatia uma com a outra”, ressalta.
Eliane também afirmou que as mulheres, apesar de suas fragilidades, merecem todo o respeito, pois desenvolvem diversos papéis diariamente, como filhas, mães, esposas, profissionais, estudantes e mesmo com todas as demandas, assumem tudo com muita responsabilidade e propósito de fazer dar certo. “Eu só sigo o que eu tenho a partir de muitas outras mulheres aqui comigo, e é a vocês que eu quero agradecer. Então, minha gratidão eterna ao HRSM, que me permite estar aqui todos os dias e, com muita responsabilidade, eu recebo e aceito ser referência para alguém” conclui emocionada.
Ao longo do dia, uma programação especial foi feita pensando no bem-estar das mulheres que trabalham no Hospital Regional de Santa Maria. Pela manhã, elas tiveram momento de relaxamento com massagem de voluntárias, momento de beleza com consultoras da Mary Kay, ginástica laboral rítmica.
À tarde, ocorreram palestras sobre dinâmica alimentar, bate-papo com sexóloga, momento de automassagem e palestra sobre ondas em movimento. O encerramento foi com música para alegrar e descontrair. As associações de voluntários da Rede Feminina de Combate ao Câncer, MAC, SAV, Projeto Acolher e Humanizar foram fundamentais para a realização das atividades. A coordenadora da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Larissa Bezerra, destacou a presença feminina também no voluntariado. “Mais de 80% dos voluntários são mulheres. Elas são esposas, mães, profissionais e ainda encontram tempo para se dedicar ao próximo”, afirma.
A assessora da GEGAS, Sabrina Saraiva, adorou participar do momento e acredita que ações como essas são muito positivas e devem ocorrer com maior frequência.
“A gente se sente muito honrada, muito feliz em saber que somos reconhecidas, principalmente porque em um hospital, querendo ou não querendo, a maioria dos colaboradores é mulher. É muito gostoso quando a gente vê que é valorizado, tanto quem é da área administrativa quanto o pessoal que está lá na linha de frente. É muito gratificante ver que as pessoas entendem que damos o nosso melhor tanto aqui, quanto em casa, quanto na sociedade em si”, avalia.
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Começa estratégia piloto de vacinação contra a dengue com imunizante 100% nacional

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SAÚDE

Ação de vacinação contra a dengue em Maranguape, no Ceará: pessoas de 15 a 59 anos estão sendo imunizadas – Foto: Rafael Nascimento/MS

Desenvolvida pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a primeira vacina brasileira e de dose única contra a dengue começa a ser aplicada em municípios-piloto para avaliação de impacto

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O Governo do Brasil iniciou neste sábado, 17 de janeiro, a vacinação contra a dengue com o imunizante 100% nacional, de dose única, desenvolvido pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estratégia começa nos municípios-piloto de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), com a imunização de pessoas de 15 a 59 anos. A iniciativa tem como objetivo avaliar o impacto da vacina na dinâmica de transmissão da doença e reunir evidências que subsidiem a ampliação da estratégia em todo o país. A partir deste domingo (18), o município de Botucatu (SP) também passa a integrar a iniciativa.
Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Estamos aqui iniciando a vacinação contra a dengue, com uma vacina do Butantan, 100% nacional, desenvolvida no país. Agora, ela vai ajudar o SUS a combater uma doença que é um problema de saúde pública muito sério. É uma vacina de dose única, a primeira no mundo nesse formato, e nós sabemos que ela é muito segura e protege muito bem as pessoas”

Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações
No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Essa é uma iniciativa que nós temos conduzido aqui no Ceará, em Minas Gerais e no estado de São Paulo. Cidades escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou.
“Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Estamos aqui iniciando a vacinação contra a dengue, com uma vacina do Butantan, 100% nacional, desenvolvida no país. Agora, ela vai ajudar o SUS a combater uma doença que é um problema de saúde pública muito sério. É uma vacina de dose única, a primeira no mundo nesse formato, e nós sabemos que ela é muito segura e protege muito bem as pessoas”, reforçou o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, que acompanhou o início da vacinação em Nova Lima.
Ao longo de um ano, as análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além do monitoramento de possíveis eventos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu (SP) na avaliação da efetividade da vacina contra a Covid-19.
Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre os três municípios: 80 mil para Botucatu (SP), 60,1 mil para Maranguape (CE) e 64 mil para Nova Lima (MG). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades e faz parte das 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan.
Para o público de 10 a 14 anos, continua sendo ofertada a vacina japonesa, com esquema de duas doses. Inicialmente disponibilizada para municípios 2,1 mil prioritários, a vacina agora está disponível em todo o país, nos mais de 5 mil municípios. A vacina produzida pelo Butantan será destinada às demais faixas etárias, de 15 a 59 anos, conforme o limite máximo estabelecido em bula e regulamentado pela Anvisa.
AMPLIAÇÃO DA OFERTA – Com a chegada de mais doses da Butantan DV, a imunização de profissionais da Atenção Primária à Saúde está prevista para o início de fevereiro. Cerca de 1,1 milhão de doses serão destinadas a profissionais que atuam na linha de frente do SUS, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários, assim que esse volume estiver disponível.
A estratégia nacional, com vacinação do público geral, será implementada conforme a disponibilidade de doses. Por meio da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.
QUEM PODE SE VACINAR? – Nos municípios-piloto, a vacina Butantan-DV será aplicada em pessoas de 15 a 59 anos. A imunização ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros pontos de vacinação instalados pela cidade e em locais estratégicos.
A Butantan-DV é o primeiro imunizante de dose única do mundo contra a dengue. Além de facilitar a adesão ao esquema vacinal, oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus. Os estudos clínicos indicam eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização por dengue.
Foram quase 20 anos de pesquisas, em um processo que exigiu dedicação de diferentes centros de pesquisa brasileiros, que contou ainda com apoio de pesquisadores e instituição estrangeiros. Um marco importante ocorreu ainda em 2008, quando o BNDES aprovou o primeiro financiamento para o Butantan desenvolver imunizantes para doenças chamadas negligenciadas. Foram R$ 32 milhões que também deveriam ser usados nos estudos de vacinas para a dengue, a leishmaniose canina e o rotavírus.
O apoio do BNDES não parou por aí. Em 2017, o BNDES aprovou financiamento de R$ 97,2 milhões para ensaios clínicos e construção de uma planta de escalonamento para fornecimento de doses contra a dengue. No total, a participação do Banco corresponde a 31% dos R$ 305,5 milhões investidos na vacina.
Em 2024, o Brasil se tornou o primeiro país a ofertar vacina contra a dengue no sistema público de saúde. O SUS mantém a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com o imunizante de duas doses atualmente disponível. Para esse público, a vacinação é feita exclusivamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS).
CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO – Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024. Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate ao Aedes aegypti devem ser mantidas em todo o território nacional.
Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, frente a 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também apresentou queda significativa: 1,7 mil mortes em 2025, o que representa redução de 72% em comparação a 2024, quando foram contabilizadas 6,3 mil mortes.
A principal forma de combate à dengue, chikungunya e zika segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vacinação se soma às ações de controle vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras.

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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