Politica
MDS e CBIC firmam parceria para qualificar e gerar empregos para pessoas do CadÚnico
| Foto: Roberta Aline/ MDS
Iniciativa integra o Programa Acredita no Primeiro Passo e prevê a capacitação de profissionais como eletricistas, pedreiros, carpinteiros e maquinistas Com o objetivo de promover crescimento sustentável e inclusão social, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, assinou, nesta quinta-feira (20.03), um Protocolo de Intenções com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em Fortaleza. A parceria, que integra o Programa Acredita no Primeiro Passo, busca qualificar profissionais e gerar empregos para pessoas inscritas no Cadastro Único, além de impulsionar a infraestrutura do país e fortalecer um dos setores mais importantes da economia brasileira. A cerimônia de assinatura foi realizada durante o Summit da Construção Civil, evento que reúne as maiores construtoras do país. O ministro Wellington Dias destacou a importância da parceria para impulsionar a infraestrutura nacional e garantir oportunidades. “Queremos trabalhar em todo o Brasil. Nosso objetivo é alcançar cada canteiro de obras e trabalhar junto à população local”, afirmou. O acordo prevê a capacitação de profissionais como eletricistas, pedreiros, carpinteiros e maquinistas, seguindo os padrões do setor. “Acreditamos em cursos direcionados, com o setor da construção civil qualificando seus próprios profissionais. Essa integração trará resultados”, completou o ministro. Além disso, ressaltou que a parceria vai além da geração de empregos. “O social que constrói e garante dignidade é o emprego e o empreendedorismo, caminho que estamos priorizando”, disse, ao destacar a importância da parceria para a inclusão social e o desenvolvimento do país. Oportunidade O presidente da CBIC, Renato Correia, reforçou o compromisso da entidade em conectar pessoas do Cadastro Único ao mercado de trabalho. “Agradecemos, ministro, pela disposição do senhor e de sua equipe em concretizar este convênio com a CBIC. Estamos extremamente satisfeitos em assinar este convênio hoje. Levaremos às empresas a oportunidade de conectar pessoas do Cadastro Único ao trabalho. Nosso objetivo é melhorar a vida das pessoas e das empresas”, frisou. Renato Correia também destacou que a construção civil é o setor que mais emprega no país. “Trabalhamos para melhorar o setor e implementar uma nova visão. A assinatura do acordo é a prova disso. A Câmara Brasileira da Indústria reúne 98 sindicatos e associações em todo o país. Nosso objetivo é melhorar o ambiente de negócios e expandir o mercado. Queremos mais habitação, infraestrutura e saneamento para os brasileiros”, afirmou. Já o secretário Nacional de Inclusão Socioeconômica do MDS, Luiz Carlos Everton, explicou que o objetivo da iniciativa é suprir a carência de profissionais no setor. “Utilizaremos o Cadastro Único para selecionar pessoas para capacitação nos canteiros de obras das próprias empresas”, explicou. A cerimônia de assinatura do protocolo contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o governador do Ceará, Elmano de Freitas, o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Renato Cavalcante. A CBIC, fundada em 1957, reúne 98 associações e sindicatos patronais em todo o país e integra a Federação Interamericana da Indústria da Construção (FIIC). A entidade também promove iniciativas como o CBIC Jovem, voltado para a capacitação de profissionais entre 25 e 33 anos, com mentorias e projetos que contribuem para o desenvolvimento do setor. Acredita no Primeiro Passo O Programa Acredita no Primeiro Passo, instituído pela Lei nº 14.995, de 10 de outubro de 2024, é o conjunto articulado de iniciativas do Governo Federal, estabelecidas em parceria com Estados, Distrito Federal, prefeituras, organizações públicas, setores empregadores e da sociedade civil, com o objetivo de superar a exclusão e promover a autonomia socioeconômica pelo aumento da renda, com valorização do trabalho e das capacidades empreendedoras das pessoas do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Saiba mais aqui |
Politica
Mulheres lideram consumo de livros no Brasil e redefinem o mercado editorial
Com 62% das compras realizadas por mulheres em 2025, leitoras influenciam tiragens, temas e ampliam espaço de autoras nas prateleiras
As mulheres não apenas leem mais no Brasil, elas sustentam o mercado editorial. Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024, do Instituto Pró-Livro, mostram que 49% das mulheres se declaram leitoras, contra 44% dos homens. Já o levantamento Panorama do Consumo de Livros 2025, da Nielsen BookData, aponta que, no último ano, 62% das pessoas que compraram livros no país foram mulheres.
O impacto vai além das livrarias, e são elas que, majoritariamente, incentivam o hábito de leitura dentro de casa, indicam títulos em clubes e nas redes sociais e impulsionam tendências que rapidamente chegam às listas de mais vendidos.
O reflexo aparece nas prateleiras, editoras têm ampliado a publicação de autoras, investido em gêneros com forte apelo feminino, como romantasia e ficção contemporânea, e aberto espaço para temas que antes circulavam à margem, como menopausa, maternidade real, carreira, saúde mental e autonomia financeira.
“O protagonismo feminino no consumo de livros do Brasil revela muito mais do que uma tendência de mercado, aponta para uma mudança estrutural no cenário editorial”, afirma a escritora e produtora cultural brasiliense Lella Malta.
Segundo ela, o movimento vai muito além da compra de um livro. “Mais do que consumidoras, somos criadoras de conteúdo, mediadoras e articuladoras culturais. Buscamos narrativas plurais, representatividade, aprofundamento emocional e diversidade de vozes. Isso impulsiona o surgimento de novos selos, clubes de leitura, eventos literários e projetos independentes liderados por mulheres”.
Para além da leitura, cresce também a busca por profissionalização da escrita e dos serviços editoriais. Lella coordena dois projetos voltados à inserção feminina no setor. O Escreva, Garota! funciona como comunidade de formação para mulheres que desejam escrever e publicar. Já o Elas Publicam é um encontro voltado a profissionais que atuam em diferentes etapas da produção editorial, de revisoras a editoras, de ilustradoras e agentes literárias.
“Já comandamos o consumo, agora precisamos ocupar de vez as prateleiras das livrarias e os espaços de decisão na cadeia produtiva do livro”, diz.
Com mulheres influenciando o que se lê, o que se publica e o que se vende, o mercado editorial brasileiro passa por uma mudança silenciosa e estrutural. Quem compra define prioridades. Hoje, são elas que estão no centro dessa transformação.
Elas indicam
Onde ler mais mulheres:
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Amora Livros – Clube de assinatura de livros escritos por mulheres (Instagram: @amoralivros_brasil)
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Leia Mulheres – Clube de leitura (Instagram: @_leiamulheres)
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Leituras Decoloniais – Clube de leitura como prática decolonial (Instagram: @leiturasdecoloniais)
Onde se profissionalizar, fazer networking e obter apoio para iniciar uma carreira literária:
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Escreva, Garota! – Grupo de apoio, engajamento e capacitação continuada para mulheres que escrevem (Instagram: @escrevagarota )
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Elas Publicam – Encontro de mulheres do mercado editorial e canal de notícias do mercado do livro brasileiro (Instagram: @elaspublicam )
Analu Leite (BA), autora de Verdades de Papel (Editora Urutau) indica a obra Solitária, de Eliana Alvez Cruz (Companhia das Letras).
Adriana Moro (PR), autora de Não me chame de mãe (Editora Urutau) indica a obra Boca do Mundo, de Dia Bárbara Nobre (Companhia das Letras).
Caroline Ferreira (SP), autora de Chuva: poemas imprevistos e precipitados (Editora Viseu) indica a obra O Abate, de Vanessa Strelow (Oito e Meio).

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PREZZ COMUNICAÇÃO 61 98251-9821 61 99514-5393 |
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