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Saúde

Oncofertilidade é destaque em congresso internacional de reprodução assistida nos Estados Unidos

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Dr. Alfonso Massaguer, da Clínica Mãe, participou do evento em San Antônio e traz as principais tendências apresentadas ao longo de cinco dias de programação científica
Créditos: Pixabay

O congelamento de óvulos e embriões como estratégia fundamental para preservar a fertilidade de pacientes oncológicos foi um dos principais temas debatidos no congresso da Sociedade Americana de Reprodução Assistida, realizado entre os dias 25 e 29 de outubro em San Antonio, no Texas. O Dr. Alfonso Massaguer, especialista em reprodução humana e diretor da Clínica Mãe, em São Paulo, participou do evento e destacou a relevância das discussões apresentadas, especialmente diante do aumento expressivo de casos de câncer em jovens.

“O congresso trouxe avanços importantes em diversas áreas da medicina reprodutiva, mas a oncofertilidade ganhou destaque especial este ano. O evento reforçou que devemos pensar no futuro reprodutivo das pessoas diagnosticadas com câncer. Congelar óvulos, embriões ou sêmen são opções que devemos apresentar. Elas trarão mais segurança e perspectiva de futuro. Precisamos divulgar mais isso”, afirma o Dr. Massaguer.

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A ênfase na oncofertilidade durante o congresso reflete uma preocupação global com o aumento de diagnósticos de câncer em adultos com menos de 50 anos. No Brasil, dados do Sistema Único de Saúde (SUS) revelam um crescimento de 284% nos casos nessa faixa etária entre 2013 e 2024, saltando de 45,5 mil para 174,9 mil diagnósticos anuais. O câncer de mama lidera as estatísticas entre mulheres jovens, com alta de 45% no período e mais de 22 mil novos casos anuais em pacientes de até 50 anos.

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“A oncofertilidade é uma área que une a oncologia e a medicina reprodutiva com o objetivo de preservar a fertilidade de pacientes que passarão por tratamentos oncológicos”, explica o Dr. Massaguer. “É fundamental que a paciente, ao receber o diagnóstico de câncer, seja informada sobre os riscos à sua fertilidade e as opções disponíveis para preservá-la. Essa conversa deve acontecer o mais rápido possível, antes mesmo do início do tratamento oncológico.”

Durante os cinco dias de programação científica, o congresso também abordou outros temas relevantes para a medicina reprodutiva. A análise genética de casais inférteis foi apresentada como uma ferramenta importante na avaliação e no planejamento familiar, permitindo diagnosticar e prevenir doenças graves até mesmo nos futuros bebês. A síndrome dos ovários policísticos, uma das principais causas de infertilidade feminina, também foi amplamente debatida, assim como as causas variadas da perda gestacional recorrente, tema que continua desafiando especialistas em todo o mundo.

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O Dr. Massaguer ressalta que o congelamento de óvulos é a técnica mais segura e estabelecida para mulheres que serão submetidas a tratamentos oncológicos. “Os óvulos são coletados e congelados por meio de uma técnica chamada vitrificação, que garante altas taxas de sobrevida após o descongelamento. Uma vez que a paciente esteja curada e liberada por seu oncologista, esses óvulos podem ser utilizados em um tratamento de fertilização in vitro para gerar uma gravidez.”

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O tempo é um fator crucial na oncofertilidade. O procedimento de coleta e congelamento de óvulos pode ser realizado em cerca de duas semanas, período que não compromete o início do tratamento oncológico. “A jornada do câncer já é suficientemente desafiadora. Oferecer à mulher a possibilidade de planejar seu futuro reprodutivo traz um alento e uma perspectiva de vida após a doença”, ressalta o médico.

Além do congelamento de óvulos, outras técnicas de preservação da fertilidade foram apresentadas no congresso, como o congelamento de tecido ovariano e o congelamento de embriões. “A escolha da melhor estratégia é individualizada e deve ser discutida entre a paciente, o oncologista e o especialista em reprodução humana”, finaliza o Dr. Massaguer.

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Sobre o Congresso da Sociedade Americana de Reprodução Assistida
O congresso anual da Sociedade Americana de Reprodução Assistida é um dos eventos científicos mais importantes da área de medicina reprodutiva no mundo, reunindo especialistas, pesquisadores e profissionais de saúde para discutir os avanços mais recentes em fertilidade, reprodução assistida e saúde reprodutiva.

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Diversas

Saiba como agir caso um incêndio florestal se aproxime de residência

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A orientação é acionar o 193, manter distância do fogo e deixar o imóvel se houver risco

Por

Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

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Quem mora perto de áreas de vegetação precisa ficar atento aos incêndios florestais, principalmente quando as chamas começam a se aproximar de casas ou propriedades rurais. Nessa situação, a orientação é ligar para o 193 e seguir as instruções das equipes.

Ao ligar, informe onde está o fogo. Diga o endereço ou um ponto de referência próximo. Também é importante explicar para onde as chamas estão avançando e se há pessoas, veículos ou outras estruturas ameaçadas. Não é preciso chegar perto do incêndio para passar essas informações. Quem tenta acompanhar ou filmar a ocorrência pode ficar exposto à fumaça, ao calor e às chamas.

 

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Não tente apagar o fogo

 

Quem tenta acompanhar ou filmar a ocorrência pode ficar exposto à fumaça, ao calor e às chamas

Mesmo um foco pequeno pode crescer rapidamente. Por isso, é recomendado que moradores não tentem combater o incêndio por conta própria, principalmente quando há vento, vegetação alta e seca ou muita fumaça. O risco é grande porque o fogo pode mudar de direção rapidamente. A vegetação seca também facilita a propagação das chamas. A prioridade é a segurança das pessoas.

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Além disso, a fumaça também pode ser perigosa. Ela pode chegar a casas e vias públicas e reduzir bastante a visibilidade. Quem estiver dirigindo deve diminuir a velocidade e redobrar a atenção. Se a visibilidade estiver muito baixa, o motorista deve evitar o trecho quando isso for possível e seguro.

 

 

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