Cultura
Cinema leva visitantes da Expotchê a uma viagem pelos 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis
Mostra audiovisual inédita exibe diariamente produções sobre a formação histórica, cultural e indígena da região missioneira, tema que inspira a 33ª edição do evento
Muito além da gastronomia, da música, das tradições gaúchas e das compras de produtos made In Rio Grande do Sul, a 33ª Expotchê convida o público de Brasília a mergulhar em um dos capítulos mais fascinantes da história da América do Sul. Inspirada nos 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis, o evento apresenta uma inédita mostra audiovisual dedicada à memória, à cultura e aos povos que ajudaram a construir a identidade da região missioneira.
Diariamente, durante a programação da Expotchê, os visitantes poderão conferir a mostra audiovisual organizada em parceria com a Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul. As exibições acontecem em uma sala com capacidade para 20 pessoas e apresentam diferentes olhares sobre o legado histórico, cultural e humano das Missões Jesuíticas Guaranis.
Criadas a partir do século XVII, as reduções jesuíticas guaranis reuniram missionários da Companhia de Jesus e comunidades indígenas guaranis em experiências sociais que marcaram profundamente a história do atual território brasileiro, argentino e paraguaio. Nesses espaços floresceram manifestações artísticas, musicais, arquitetônicas e educacionais que ainda hoje influenciam a cultura do sul do continente.
A mostra reúne três produções que ajudam a compreender esse legado sob diferentes perspectivas.
Uma vez dentro do evento, a entrada na sala de projeção é gratuita.
TRINTA POVOS (Brasil, 2020, 80 min)
Dirigido por Zeca Brito, o documentário apresenta uma reflexão sobre os povos missioneiros e suas permanências culturais. A obra convida o espectador a compreender como a herança das Missões atravessou os séculos e continua presente na identidade regional, nas tradições populares e na memória coletiva.
CANTATA SETE POVOS – EPISÓDIOS 1 E 2 (Brasil, 2022, 40 min)
Com direção de Omar L. de Barros Filho, a produção aproxima música, história e patrimônio cultural. A obra revisita os Sete Povos das Missões, valorizando personagens, acontecimentos e expressões artísticas que ajudaram a consolidar um dos mais importantes capítulos da formação cultural do Sul do Brasil.
PARÁ YXAPY (Brasil, 2021, 28 min)
Dirigido por Luiz Alberto Cassol, Ricardo Almeida e Richard Serraria, o filme amplia o olhar para as perspectivas indígenas contemporâneas, conectando passado e presente. A obra propõe uma reflexão sobre memória, território, identidade e pertencimento, destacando a presença viva dos povos originários na construção da cultura missioneira.
Mais do que entretenimento, a mostra audiovisual reforça a proposta da Expotchê de promover conhecimento e valorização da memória. Ao lado dos shows, da gastronomia típica, das apresentações artísticas e da ambientação do estande do Rio Grande do Sul, inspirada nas ruínas de São Miguel Arcanjo — Patrimônio Mundial da Unesco —, o cinema se transforma em uma ferramenta para aproximar o público de uma história que ajudou a moldar parte importante da cultura brasileira.
Ao completar 33 edições, a Expotchê reafirma seu papel como espaço de intercâmbio cultural, aproximando Brasília das tradições do Rio Grande do Sul e convidando o público a descobrir as múltiplas identidades que compõem a herança missioneira.
Sobre a Expotchê
Ao longo de mais de três décadas, a Expotchê se consolidou como um espaço de promoção de lazer e cultura não apenas para a população do Distrito Federal e Entorno, mas para turistas de outros estados e público estrangeiro, principalmente o da comunidade diplomática residente na capital do país.
Criada em 1992, o evento é o mais antigo do Calendário Oficial de Eventos do Distrito Federal, conforme publicação no Diário Oficial do DF, Lei nº 3.622, de 18 de julho de 2005.
Realizada pela Rome Eventos, a 33ª edição conta com o apoio das Secretarias do Turismo, da Cultura e do Desenvolvimento Rural (SDR) do Governo do Rio Grande do Sul, da Emater e Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul; da Secretaria de Esporte do Governo do Distrito Federal, do Senac-DF e Sebrae-DF.
PROGRAMAÇÃO | MOSTRA AUDIOVISUAL – 33ª EXPOTCHÊ
Sala de Projeção Audiovisual
Entrada livre por ordem de chegada
Capacidade: 20 pessoas por sessão
04 de junho (quinta-feira)
13h — Trinta Povos (Brasil, 2020, 80 min)
Direção: Zeca Brito
17h — Pará Yxapy (Brasil, 2021, 28 min)
Direção: Luiz Alberto Cassol, Ricardo Almeida e Richard Serraria
05 de junho (sexta-feira)
18h30 — Cantata Sete Povos – Episódios 1 e 2 (Brasil, 2022, 40 min)
Direção: Omar L. de Barros Filho
06 de junho (sábado)
13h — Trinta Povos (Brasil, 2020, 80 min)
Direção: Zeca Brito
17h — Pará Yxapy (Brasil, 2021, 28 min)
Direção: Luiz Alberto Cassol, Ricardo Almeida e Richard Serraria
07 de junho (domingo)
13h — Trinta Povos (Brasil, 2020, 80 min)
Direção: Zeca Brito
17h — Cantata Sete Povos – Episódios 1 e 2 (Brasil, 2022, 40 min)
Direção: Omar L. de Barros Filho
08 de junho (segunda-feira)
18h30 — Pará Yxapy (Brasil, 2021, 28 min)
Direção: Luiz Alberto Cassol, Ricardo Almeida e Richard Serraria
09 de junho (terça-feira)
18h30 — Cantata Sete Povos – Episódios 1 e 2 (Brasil, 2022, 40 min)
Direção: Omar L. de Barros Filho
10 de junho (quarta-feira)
18h30 — Trinta Povos (Brasil, 2020, 80 min)
Direção: Zeca Brito
11 de junho (quinta-feira)
18h30 — Pará Yxapy (Brasil, 2021, 28 min)
Direção: Luiz Alberto Cassol, Ricardo Almeida e Richard Serraria
12 de junho (sexta-feira)
18h30 — Cantata Sete Povos – Episódios 1 e 2 (Brasil, 2022, 40 min)
Direção: Omar L. de Barros Filho
13 de junho (sábado)
13h — Trinta Povos (Brasil, 2020, 80 min)
Direção: Zeca Brito
17h — Pará Yxapy (Brasil, 2021, 28 min)
Direção: Luiz Alberto Cassol, Ricardo Almeida e Richard Serraria
14 de junho (domingo)
13h — Pará Yxapy (Brasil, 2021, 28 min)
Direção: Luiz Alberto Cassol, Ricardo Almeida e Richard Serraria
17h — Cantata Sete Povos – Episódios 1 e 2 (Brasil, 2022, 40 min)
Direção: Omar L. de Barros Filho
SERVIÇO
33ª Expotchê
Data: 04 a 14 de junho
Local: Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade
De segunda a sexta: das 16h às 23h (entrada gratuita das 16 às 17h)
Sábados, domingos e feriado (Corpus Christi): das 11h às 23h
Ingresso: R$30,00 (inteira), R$15,00 (meia) nos casos garantidos por lei.
Indicação: livre
Ingresso pode ser adquirido na bilheteria do evento ou pelo site https://www.ticketandgo.com.br/evento/33a-expotche
CRÉDITOS:
Fotos: Divulgação
Matéria: Charlotte Vilela/Donna Mídia Comunicação
Cultura
Projeto Quintal de Memórias finaliza temporada sobre histórias das mulheres que ergueram Brasília
Realizado pelo Coletivo Entrevazios, projeto reúne a ação formativa Barraca de Memórias e o espetáculo-instalação “Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá” em uma temporada gratuita em Planaltina
Há uma Brasília que não cabe nas fotografias oficiais nem nas placas comemorativas. Ela mora nos quintais, nas cozinhas, nas mãos calejadas das mulheres que ergueram a capital ao mesmo tempo em que erguiam filhos, casas e madrugadas. É essa Brasília íntima, feminina e cotidiana que ganha cena em Quintal de Memórias, projeto do Coletivo Entrevazios que articula uma ação formativa e um espetáculo-instalação em torno de um mesmo gesto: escutar, com paciência, as histórias que costumam ficar à margem.
A temporada acontece até 12 de junho em Planaltina. Ao longo da semana, a Barraca de Memórias abre encontros formativos para grupos, propondo rodas de escuta e criação a partir das memórias dos territórios. As atividades finalizam sempre com apresentação aberta ao público do espetáculo “Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá”.
O espetáculo
Dirigido por Sandra Vargas, referência nacional no teatro de objetos e fundadora do Grupo Sobrevento, “Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá” é uma imersão sensível na memória de mulheres que participaram da construção de Brasília, mas cujas histórias permaneceram à margem. Bacias, panelas, roupas de bebê e ferros de brasa atravessam a cena como dispositivos narrativos, dando voz às trajetórias reais de mulheres idosas moradoras das regiões mais antigas do DF. Após cada sessão, o público é convidado a percorrer a instalação cênica e ver de perto os objetos disparadores das memórias, um encontro silencioso entre presença e afeto.
“A cada apresentação, a história de uma mulher se desdobra na de muitas outras. Ouvi tantas vezes: ‘Você acabou de contar a minha história’. Entre abraços acolhedores, sorrisos partilhados e lágrimas emocionadas, escutamos as vozes das mulheres migrantes. Queremos seguir abrindo esse quintal, onde a história de uma é, na verdade, a de muitas mulheres”, afirma Maysa Carvalho, atriz e coordenadora geral do projeto.
Barraca de Memórias
Construído a partir de entrevistas com mulheres que viveram o nascimento da capital, o espetáculo revela uma Brasília que não aparece nos livros de história, mas pulsa nas casas, nos quintais e nas lembranças. A pesquisa e a delicadeza do teatro de objetos encontram, no projeto Quintal de Memórias, uma extensão formativa: a Barraca de Memórias propõe encontros nos quais a escuta vira matéria de criação, aproximando o público dos modos como uma cidade também se constrói por dentro pelos objetos, pelos gestos, pelas vozes que insistem em permanecer.
“Este espetáculo traz uma Brasília que poucos conhecem. Traz a mãe ou a avó que sabemos estar em tantas casas, lutando para existir. E por que usamos objetos? Porque eles nos fazem falar daquilo que parece não ter importância neste mundo tão concreto. Trazemos a humanidade escondida num cotidiano que não está nos grandes museus nem nos livros de História, mas que está em nossas casas e parece ser o que faz mais sentido nas nossas vidas”, explica Sandra Vargas, diretora do espetáculo.
A apresentação aberta ao público conta com recursos de acessibilidade: a sessão de 10 de junho, em Planaltina, terá audiodescrição. O projeto Quintal de Memórias é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Sobre o Coletivo Entrevazios
Criado em 2014, o grupo vem propondo reflexões e diálogos contínuos sobre Brasília e suas poéticas, investigando as intersecções da cidade, arte, memória e os corpos que a atravessam. Os desdobramentos artísticos do Coletivo incluem trabalhos como: o Livro de Artista ENTREVAZIOS (2014); a intervenção urbana O Estrangeiro (2015); a exposição instalativa De Ver Cidade – Brasília numa caixa de brincar (2019 e 2025); a intervenção poética de teatro de animação Lourença (2021); o minidocumentário Barraca de Memórias (2023); a exposição Percursos Inventados (2023); o espetáculo Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá (2024 a 2026); as visitas teatralizadas com Cidade Espetáculo – Aventura nos Três Poderes (2024 e 2025) e a exposição Memória Migrante – Mostra Acervo Poético (2025).
SERVIÇO
Projeto Quintal de Memórias
Planaltina (DF)
Período: 8 a 12 de junho de 2026
Atividades formativas: (Barraca de Memórias) ao longo da semana para grupos agendados
Espetáculo: 10 de junho (quarta-feira), às 9h, aberto ao público (audiodescrição)
Local: Complexo Cultural de Planaltina
Acesso: gratuito
Informações: @entrevazios
Fotos e vídeos: https://drive.google.com/drive/folders/1VZvgDBbak29P5ZlmO9UrPsqqzUSxiMzC?usp=sharing
Baú Comunicação Integrada
Camila Maxi – (61) 98334-4279
Michel Toronaga – (61) 98185-8595
Visite nosso site: www.baucomunicacao.com.br
CRÉDITOS:
Fotos: Divulgação
Matéria: Baú Comunicação Integrada
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