Educação
Câmara Legislativa debate aprimoramento do Cartão Uniforme Escolar

Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) debate, nesta terça-feira (16), o Cartão Uniforme Escolar, programa voltado aos estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal.
O debate foi iniciado na última semana, em encontro promovido pela deputada Jaqueline Silva (MDB), e contou com a presença de representantes do Poder Executivo, gestores da área educacional, membros da comunidade escolar, empresários do setor de confecção e integrantes da sociedade civil organizada.
Na ocasião, foram debatidas propostas para o aprimoramento do programa. Entre os temas estão a possibilidade de restringir o credenciamento de empresas que não atuam no ramo de confecção; a redução da quantidade de lotes de créditos liberados e a oferta de linhas de crédito para os estabelecimentos credenciados.
“Nosso objetivo é alinhar as demandas e necessidades para potencializar esse programa que tanto auxilia o DF, seja oferecendo aos alunos acesso a tamanhos e peças que melhor lhes atendam, seja fomentando a economia local por meio dos micro e pequenos empreendedores. Nós sempre estivemos abertos ao diálogo e, agora, não poderia ser diferente. Acredito que teremos um programa ainda melhor em 2027”, afirmou a deputada Jaqueline Silva.
Benefício
O Cartão Uniforme Escolar, criado pela Lei Distrital nº 7.745/2025, é operado pelo Banco de Brasília (BRB) e substitui a entrega física de uniformes por um crédito financeiro anual destinado à compra das peças em malharias credenciadas.
Por meio do Edital de Chamamento Público nº 03/2025, o programa conta atualmente com 162 malharias e 107 papelarias habilitadas para a venda do kit uniforme e atende cerca de 442 mil estudantes, sendo 412 mil do ensino regular e 30 mil do ensino cívico-militar.
Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Noelle Oliveira)
Educação
Inteligência artificial chega aos concursos públicos; veja o que muda na hora de estudar
Claudine Fernandes, reitora do Centro Universitário UniProcessus, explica como a tecnologia pode auxiliar candidatos na preparação e quais cuidados devem ser observados no uso das ferramentas de IA
A inteligência artificial tem ganhado espaço na rotina de quem se prepara para concursos públicos. Ferramentas capazes de criar cronogramas de estudo, gerar resumos, elaborar questões e simular provas passaram a integrar a estratégia de muitos candidatos em busca de maior produtividade e organização.
O avanço da tecnologia tem transformado a forma como os estudantes acessam conteúdos e revisam disciplinas. Com poucos comandos, é possível obter explicações sobre temas complexos, criar materiais personalizados e identificar pontos que exigem mais atenção durante a preparação.
Para a reitora do Centro Universitário UniProcessus, Claudine Fernandes, a inteligência artificial pode ser uma importante aliada quando utilizada de maneira estratégica. “A tecnologia oferece recursos que ajudam o estudante a otimizar o tempo e organizar melhor sua rotina de estudos. Ferramentas de IA podem auxiliar na criação de resumos, simulados e revisões, tornando o aprendizado mais dinâmico e personalizado”, afirma.
No entanto, a especialista alerta que a tecnologia não substitui a dedicação e o pensamento crítico do candidato. “A inteligência artificial deve ser utilizada como ferramenta de apoio. O estudante precisa verificar as informações recebidas, consultar fontes confiáveis e manter uma rotina consistente de leitura, resolução de questões e aprofundamento dos conteúdos exigidos nos editais”, explica.
Além da praticidade, a IA também tem sido utilizada para auxiliar no planejamento dos estudos. Plataformas e assistentes virtuais conseguem identificar dificuldades específicas, sugerir métodos de revisão e contribuir para uma preparação mais direcionada.
Segundo Claudine Fernandes, o principal desafio está em encontrar equilíbrio entre tecnologia e aprendizagem. “O uso responsável da inteligência artificial pode potencializar o desempenho do candidato, mas a aprovação continua dependendo do conhecimento construído ao longo da preparação. A tecnologia facilita processos, mas não substitui o esforço, a disciplina e a capacidade de interpretação exigidos nas provas”, destaca.
Com a crescente presença da IA na educação, a tendência é que essas ferramentas se tornem cada vez mais comuns entre estudantes e concurseiros. Para especialistas, o diferencial estará na forma como cada candidato utiliza a tecnologia para complementar os estudos e não apenas para obter respostas
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