Educação
TECNO e Angélica Dass Lançam “100 Portraits of Becoming”, Um Arquivo Vivo de Possibilidades Humanas
Co-criado pela TECNO e Angélica Dass, “100 Portraits of Becoming” apresentará 100 maneiras de enxergar a humanidade, um retrato por vez.
São Paulo, 31 de julho de 2026 — À medida que a IA molda cada vez mais a forma como as pessoas são vistas e representadas, surge uma questão urgente: como garantir que a tecnologia reflita a humanidade em toda a sua complexidade?
Com esta visão, a TECNO e a artista visual brasileiro-espanhola Angélica Dass lançam “100 Portraits of Becoming” (100 Retratos de Pertencimento, em tradução livre), uma iniciativa global que irá reunir 100 retratos e histórias de pessoas em 5 diferentes países. O projeto começa em Nairóbi, no Quênia, e terá uma etapa no Brasil, explorando a diversidade, a criatividade e as múltiplas formas de construir uma identidade brasileira.
Mais do que uma coleção de imagens, “100 Portraits of Becoming” será um arquivo vivo de narrativas humanas. Cada participante compartilhará sua trajetória pessoal, mostrando como experiências, culturas, mudanças e escolhas moldam quem somos. Os retratos serão fotografados por Angélica Dass com luz natural, sem filtros e com elementos escolhidos pelos próprios participantes, garantindo uma representação autêntica de cada história.
A iniciativa nasce da união entre a inovação tecnológica da TECNO e a abordagem humana da artista, reconhecida mundialmente pelo projeto Humanæ, que questiona padrões tradicionais de identidade e mostra que cada pessoa deve ser vista além de categorias ou estereótipos.
“Cada imagem influencia a forma como entendemos quem importa e como as pessoas são percebidas. Na era da inteligência artificial, uma representação justa e precisa se torna ainda mais importante. Mas, além da representação, existe uma pergunta essencial: quem é a pessoa por trás da imagem?”, afirma Jack Guo, Diretor Geral da TECNO. Segundo o executivo, o objetivo da parceria é ir além da precisão técnica e explorar a representação como uma forma de reconhecimento. “Queremos que a tecnologia não apenas capture as pessoas fielmente, mas ajude cada indivíduo a se sentir verdadeiramente visto, superando preconceitos e permitindo uma compreensão mais profunda da humanidade.”
Para Angélica Dass, o projeto representa uma oportunidade de criar espaço para que as pessoas contem suas próprias histórias. “Meu trabalho com retratos nunca foi apenas sobre registrar a aparência, mas sobre permitir que as pessoas existam além das suposições. Esta colaboração cria um canal para que cada indivíduo seja visto em seus próprios termos.”
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Identidade em movimento: a jornada brasileira |
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No Brasil, “100 Portraits of Becoming” parte de uma ideia central: ninguém se torna quem é apenas uma vez. A identidade está em constante transformação, construída a partir das conexões, experiências, culturas e caminhos que cada pessoa percorre. Em um país marcado pela diversidade cultural, criatividade e capacidade de reinvenção, o projeto busca revelar histórias de brasileiros que desafiam definições prontas de sucesso, pertencimento ou origem. A iniciativa convida pessoas de diferentes trajetórias a se inscreverem para participar do projeto e compartilhar suas jornadas. Os participantes selecionados terão seus retratos produzidos por Angélica Dass e passarão a integrar um acervo digital global, reunindo diferentes perspectivas sobre identidade e transformação humana. |
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TECNO Universal Tone: tecnologia para uma representação mais fiel |
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Os retratos serão fotografados com o TECNO CAMON 50 Ultra, equipado com a tecnologia TECNO Universal Tone, que representa a base tecnológica do compromisso da marca com uma fotografia mais inclusiva e autêntica. Historicamente, muitos sistemas de imagem e inteligência artificial foram desenvolvidos a partir de conjuntos de dados limitados, resultando em dificuldades para representar adequadamente diferentes tons de pele. Isso fez com que muitas pessoas fossem fotografadas com pouca fidelidade à sua aparência real. Lançada em 2023, a TECNO Universal Tone utiliza inteligência artificial para capturar diferentes tons de pele com maior precisão. A tecnologia conta atualmente com uma base composta por 372 tons de pele, em constante expansão, permitindo imagens mais equilibradas e representativas. Ao unir tecnologia e sensibilidade humana, “100 Portraits of Becoming” reforça a visão da TECNO de que inovação deve existir para aproximar pessoas, ampliar perspectivas e permitir que cada indivíduo seja visto em toda sua singularidade. |
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De Nairóbi para o Mundo: Cem Maneiras de Enxergar a Humanidade |
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O “100 Portraits of Becoming” começa no Quênia por uma razão. Lar de uma das populações mais jovens do mundo e frequentemente descrito como o “Vale do Silício da Savana”, o Quênia representa um futuro que já está a ser moldado pela nova geração — não em outro lugar, mas ali mesmo. Da inclusão financeira impulsionada pelos pagamentos móveis ao fortalecimento da inovação em diversos setores, o Quênia há muito tempo desafia ideias preconcebidas sobre onde o progresso acontece. No entanto, a forma como o país é representado nem sempre acompanha essa realidade. Na imprensa global e, cada vez mais, nas imagens geradas por inteligência artificial, lugares como o Quênia ainda costumam ser retratados a partir de narrativas herdadas e estereótipos, em vez da complexidade de suas experiências reais. O que começa em Nairóbi não termina aqui. Nos próximos dois anos, o “100 Portraits of Becoming” passará pelas Filipinas, Arábia Saudita, Turquia e Brasil — construindo um “arquivo vivo” de pessoas, identidades e os momentos que moldam suas histórias. Os primeiros retratos e histórias estarão disponíveis online no início de agosto, marcando o lançamento da campanha. O futuro da tecnologia não está apenas em enxergar mais, mas em compreender mais. Por meio de uma única tecnologia, cinco países e cem retratos, “100 Portraits of Becoming” apresenta cem maneiras de enxergar a humanidade, uma história de cada vez. |
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Sobre a TECNO A TECNO é uma marca global de tecnologia presente em mais de 70 mercados e comprometida em transformar a experiência digital nos mercados em crescimento. A empresa busca integrar design contemporâneo e sofisticado às mais recentes tecnologias e soluções baseadas em inteligência artificial. Seu portfólio inclui smartphones, dispositivos inteligentes, notebooks, tablets, produtos para games, o sistema operacional HiOS e soluções inteligentes para casa. Guiada pelo propósito “nada nos detém”, a TECNO desenvolve tecnologias e experiências aprimoradas por inteligência artificial para pessoas que desejam ir além, inspirando-as a nunca deixar de buscar a melhor versão de si mesmas e um futuro com mais possibilidades. Para mais informações, acesse o site oficial da TECNO. |
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Sobre “100 Portraits of Becoming” da TECNO e Angélica Dass “100 Portraits of Becoming” é um projeto global de retratos criado pela TECNO em conjunto com a artista internacionalmente reconhecida Angélica Dass. Ao longo de dois anos, serão produzidos cem retratos em cinco países — Quênia, Filipinas, Arábia Saudita, Turquia e Brasil — combinando a metodologia de retratos desenvolvida por Dass com a tecnologia de imagem Universal Tone da TECNO. Cada retrato vai além da imagem de um rosto para revelar a pessoa por trás dele e as histórias que se desenrolam em alguns dos mercados mais dinâmicos do mundo. Cem retratos tornam-se cem formas de enxergar a humanidade e um arquivo vivo, em constante construção, sobre quem somos, contado por quem vive essas histórias. Mais sobre o projeto no site oficial: https://www.tecno-mobile.com/ |
Educação
Crianças no ambiente digital: por que proteger não significa apenas limitar o tempo de tela?
Especialistas defendem que famílias, escolas, plataformas e poder público compartilhem a responsabilidade pela segurança de crianças e adolescentes na internet
Para muitas crianças e adolescentes, a internet já faz parte da rotina. No Brasil, 93% das pessoas de 9 a 17 anos haviam usado a internet nos três meses anteriores à pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, e 83% dos usuários já tinham perfil próprio em plataformas digitais. O cenário mostra que o desafio vai além de controlar o tempo de tela: é preciso preparar os mais jovens para um ambiente que oferece informação e entretenimento, mas também envolve conteúdos inadequados, contatos com desconhecidos e outros riscos.
A discussão sobre tecnologia na infância costuma se concentrar no número de horas diante das telas, mas, para Patrícia Blanco, do Instituto Palavra Aberta, é preciso considerar também a qualidade desse uso. “Duas horas dedicadas a uma aula de matemática, por exemplo, representam um uso diferente de duas horas de rolagem contínua nas redes sociais”, afirma. A própria TIC Kids Online aponta sinais de uso excessivo: entre usuários de 11 a 17 anos, 24% tentaram passar menos tempo na internet sem conseguir, enquanto 22% disseram ter deixado de dedicar tempo suficiente à família, aos amigos ou às tarefas escolares por permanecerem conectados.
O papel da escola na educação digital
Para Áurea Bartoli, diretora de Formação Integral da Heavenly International School, a escola precisa ir além da restrição e ajudar crianças e adolescentes a desenvolver critérios para se relacionar com a tecnologia. “Como educadores, sabemos que só limitar o uso não basta. A tecnologia precisa ser apresentada dentro de uma intencionalidade educativa, para que o aluno aprenda não apenas a utilizar uma ferramenta, mas também a compreender quando utilizá-la, para quê e quais consequências aquele uso pode produzir”, afirma.
Esse processo passa também por uma educação progressiva da liberdade. “Nosso objetivo não é formar um aluno que faça boas escolhas apenas porque um adulto está supervisionando. A educação precisa ajudá-lo, progressivamente, a desenvolver critérios para escolher bem também quando ninguém está olhando. Isso vale para a vida e vale para o ambiente digital”, explica Áurea.
Na adolescência, essa formação ganha contornos ainda mais importantes. Pertencimento, reconhecimento e aprovação passam a ocupar um espaço significativo nas relações. “Ajudar o aluno a compreender quem é, o que valoriza e quais critérios orientam suas escolhas também é uma forma de prepará-lo para lidar com um ambiente em que comparação, exposição e busca por aprovação estão presentes o tempo todo”, diz.
Para Áurea, esse aprendizado exige uma atuação próxima entre escola e família. “A educação digital precisa ser construída em parceria com as famílias. Quando escola e família compartilham critérios, linguagem e referências, a criança encontra mais segurança para compreender limites e, principalmente, para pedir ajuda quando alguma coisa acontece.” Ela destaca ainda a importância de crianças e adolescentes reconhecerem os adultos de referência aos quais podem recorrer diante de situações de desconforto, exposição ou risco no ambiente digital.
Para a criadora de conteúdo e mãe Carol Peluffo, o diálogo é uma das principais ferramentas para acompanhar a relação dos filhos com a tecnologia. “A gente não consegue supervisionar o adolescente o tempo inteiro. Por isso, é fundamental construir uma relação de confiança para que ele saiba que pode conversar com os pais quando alguma coisa acontecer no ambiente digital”, afirma. Ela também chama atenção para a exposição da imagem de crianças e adolescentes nas redes. “É preciso pensar na privacidade e respeitar, principalmente no caso do adolescente, se ele quer ou não aquela exposição”, diz.
Proteção exige responsabilidade compartilhada
A proteção de crianças e adolescentes na internet ganhou um novo marco legal com o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), instituído pela Lei nº 15.211/2025. A legislação estabelece medidas para reduzir riscos no ambiente digital e prevê responsabilidades para as plataformas, incluindo mecanismos relacionados à supervisão parental, aferição de idade, publicidade e prevenção de conteúdos prejudiciais. Para Patrícia, a responsabilidade precisa ser compartilhada: “Proteger não significa proibir. Família, escola, Estado, plataformas, provedores e produtores de conteúdo precisam assumir responsabilidades conjuntas para que crianças e adolescentes possam desenvolver autonomia de forma segura”.
As próprias plataformas vêm ampliando recursos de proteção. Segundo Margareth Kang, da Meta, as Contas de Adolescente reúnem restrições de conteúdo, limitações de contato com desconhecidos e ferramentas de supervisão parental. “A ideia é criar uma experiência adequada à faixa etária, com mais proteção para os adolescentes mais novos e uma autonomia progressiva conforme eles avançam de idade”, explica. Ela também defende mecanismos que permitam identificar melhor a idade dos usuários, já que crianças e adolescentes circulam por diferentes serviços digitais.
Em 2024, 70% dos usuários de 9 a 17 anos acessavam o WhatsApp diariamente ou várias vezes ao dia; no YouTube, eram 66%, no Instagram, 60%, e no TikTok, 50%, segundo a TIC Kids Online Brasil. Diante dessa presença constante, especialistas defendem que a educação digital seja contínua, envolvendo escola, família e empresas de tecnologia. “Esse é um tema relativamente novo e muito intenso para a sociedade. Surgem diariamente novas ferramentas, comportamentos e riscos. Por isso, a educação para o uso responsável da tecnologia não pode acontecer apenas em uma aula ou campanha; precisa ser um processo contínuo”, conclui Áurea.
A internet pode ser um espaço de aprendizado, criatividade, informação e socialização. O desafio, portanto, não é simplesmente afastar crianças e adolescentes das telas, mas ensinar a fazer escolhas, reconhecer riscos, proteger a própria privacidade e buscar ajuda quando necessário, construindo autonomia de forma gradual e segura.
CRÉDITOS:
Divulgação Heavenly International School
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