Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Curiosidades

Alta expressiva das resinas plásticas pressiona indústria da primeira infância

Publicado em

Escalada nos custos da principal matéria-prima do setor pressiona fabricantes e exige adaptação diante das incertezas da cadeia global de suprimentos

A indústria brasileira da primeira infância enfrenta um novo desafio diante da alta histórica das resinas plásticas, uma das principais matérias-primas de diversos produtos utilizados por bebês e crianças. Impulsionada pela volatilidade do petróleo e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio, a escalada dos custos vem afetando fabricantes de itens como mamadeiras, chupetas, potes para armazenamento, utensílios de alimentação e acessórios infantis.

Os efeitos desse movimento já são percebidos por empresas do setor. Na Mami&Co, holding especializada em produtos para gestantes, bebês e crianças, alguns insumos plásticos específicos utilizados na fabricação de seu portfólio registraram aumento de aproximadamente 230% em 40 dias, evidenciando a intensidade da pressão sobre determinados materiais.

Advertisement

O impacto, no entanto, varia conforme a composição de cada produto. Itens fabricados majoritariamente com resinas plásticas são mais sensíveis às oscilações do mercado petroquímico, enquanto produtos como chupetas possuem uma combinação de silicone e plástico, reduzindo a exposição às variações de um único insumo.

Leia Também:  Neoenergia vai contratar 60 eletricistas no DF; inscrições online vão até 17 de abril

“Na indústria da primeira infância, não basta substituir uma matéria-prima ou trocar de fornecedor. Estamos falando de produtos que precisam atender rigorosos padrões de segurança e certificação, o que torna qualquer mudança muito mais criteriosa. Em momentos como este, a gestão da cadeia de suprimentos passa a ser tão estratégica quanto o próprio desenvolvimento dos produtos”, afirma Carol Zein, sócia-diretora da Mami&Co.

A origem dessa volatilidade está relacionada ao cenário global dos mercados de energia e petroquímica. Segundo a Associação Brasileira de Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (ADIRPLAST), a valorização do petróleo elevou o preço da nafta, principal insumo petroquímico utilizado na fabricação de resinas, para mais de US$ 870 por tonelada, alta de aproximadamente 55% em apenas um mês. A combinação entre restrições de oferta e aumento dos custos de produção ampliou a instabilidade nos preços das matérias-primas.

Advertisement

Esse movimento já se reflete em diferentes elos do setor plástico. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST), o conflito no Oriente Médio provocou um choque nos preços internacionais das resinas, com aumentos que chegam a até 100% em alguns mercados e tipos de material. A entidade avalia que, mesmo diante de uma eventual estabilização geopolítica, a normalização do fornecimento deverá ocorrer de forma gradual nos próximos meses.

Leia Também:  Mega Bazar com mais de 10 mil produtos começa nesta terça no Hospital de Base

Embora a evolução dos preços dependa do comportamento do mercado internacional, a expectativa é de que a cadeia de resinas passe por um processo gradual de estabilização. Até lá, empresas seguem revisando estratégias de compras, relacionamento com fornecedores e composição de portfólio para reduzir os efeitos da volatilidade e manter a disponibilidade dos produtos ao consumidor.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Curiosidades

Sessão solene destaca papel da advocacia do DF para a garantia da democracia

Published

on

Solenidade reuniu nomes da advocacia do Distrito Federal, que repassaram a história do IADF e homenagearam juristas da Capital Federal

Foto: David Calaça / Agência CLDF

 

IADF tem objetivo de defender o Estado Democrático de Direito e colaborar com o aperfeiçoamento das práticas jurídico-administrativas

A Câmara Legislativa celebrou, nesta terça-feira (4), os 56 anos do Instituto de Advogados do Distrito Federal (IADF). A sessão solene, em plenário, relembrou momentos marcantes da entidade que atua na difusão científica, com o objetivo de defender o Estado Democrático de Direito e colaborar com o Poder Público no aperfeiçoamento das práticas jurídico-administrativas.

Advertisement

A solenidade foi presidida pelo deputado Thiago Manzoni (PL), que substituiu a deputada Jaqueline Silva (MDB), autora da iniciativa para a realização do evento. Em seu pronunciamento, Manzoni, que é advogado, alertou para a importância da categoria durante o atual momento de “crise institucional que assola o Brasil”. O deputado exaltou a categoria a se posicionar, como em outros momentos históricos. “É necessário que a advocacia se levante tendo em vista os muitos direitos desrespeitados no Brasil, como, por exemplo, a avocação de competência para abertura de inquérito sem prerrogativa de foro”, citou o parlamentar.

Representando a Federação Nacional dos Institutos dos Advogados, Eduardo Lycurgo ressaltou que “sempre que as trevas se impuseram ou ameaçaram a sociedade os advogados ajudam a iluminar o bom caminho”. No IADF, segundo ele, a “categoria trabalha de braços dados na disseminação da cultura jurídica para que a sociedade possa andar pelo caminho da correção”.

Leia Também:  Presença feminina na TI pública cai para menos de 19%

Já o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Braz Siqueira, destacou o trabalho conjunto com o IADF e a importância da advocacia para a democracia. Ele observou que o Instituto surgiu nos anos 70 quando a “efervescência do tempo” exigia mais trabalho científico e mais atuação da categoria. “É uma instituição que, até hoje, trabalha conosco para que a nossa profissão seja ainda mais respeitada”, argumentou o presidente.

Advertisement

Siqueira afirmou ainda que, com uma advocacia forte e bem representada e com a contribuição científica do Instituto, há a expectativa de tempos melhores. “Que tenhamos em 2026 um processo democrático limpo e verdadeiro, em que a população possa dizer quem são seus representantes, sem fake news, sem intervenção de fora desse país, que seja exemplo e que orgulhe o nosso país”, afirmou.

Durante a solenidade, foi apresentado um vídeo institucional que mostra a trajetória do IADF no fomento do debate jurídico qualificado, pautado pela ética, pela valorização da advocacia e pelo compromisso com a justiça e a cidadania. A instituição também destacou sua contribuição para o aperfeiçoamento das políticas públicas e para o fortalecimento da segurança jurídica no DF.

Trabalho Coletivo 

Advertisement

A presidente do Instituto de Advogados do Distrito Federal, Jaqueline de Domênico, agradeceu a participação ativa de cada um daqueles que dedicaram seu tempo e para que o órgão de se consolidasse como uma das mais respeitadas instituições jurídicas do DF. “Nossos agradecimentos a todos que, em diferentes gerações, contribuíram para fortalecer uma instituição que permanece fiel a seus princípios desde 1970. Celebrar os 56 anos do IADF é honrar aqueles que construíram a nossa história, valorizar quem a mantém viva e renovar o compromisso de fortalecer o IADF para as próximas gerações”, pontuou Jaqueline.

Leia Também:  Neoenergia vai contratar 60 eletricistas no DF; inscrições online vão até 17 de abril

Também participaram da solenidade a ministra convocada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nilsoni de Freitas e o orador oficial da IADF, Pedro Gordilho.  Ao final do evento receberam homenagens os membros da mesa da sessão solene, os integrantes da diretoria executiva e demais advogados que participaram da história da instituição.

Presidente honorário do IADF, Francisco Lacerda Neto falou em nome dos homenageados. Entre lembranças, citou advogados de renome no DF, como Sepúlveda Pertence, Sigmaringa Seixas e Maurício Correa. Lacerda Neto recordou que o Instituto começou com 57 fundadores de diversas cidades brasileiras. “Uma das brincadeiras da época é que ninguém acha que o advogado seja santo, mas todo mundo espera que faça milagres”, brincou.

Advertisement

Por sua vez, o orador-adjunto da IADF, José Perdiz, ressaltou que a solenidade tem um significado muito especial, uma vez que a CLDF é fruto da luta por autonomia política do Distrito Federal, que contou com participação ativa dos advogados. “Há uma correlação absoluta, já que IADF contribuiu juridicamente para os debates que culminaram na assembleia nacional constituinte. Os estudos forneceram, naquele momento nacional de muita relevância, pensamento crítico, reflexão jurídica e compromisso institucional com a construção de uma nova ordem constitucional que se fazia necessária”, observou Perdiz.

Bruno Sodré – Agência CLDF

 

Advertisement

 

 

 

Advertisement
COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA