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Educação

Estudantes da rede pública discutem solidão e violência simbólica a partir de clássico do teatro brasileiro

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Dirigida por Cléber Lopes, “Há Vagas para Moças de Fino Trato” cumpre dez sessões no Sesi Taguatinga, de 31 de agosto a 4 de setembro, com mediação antes e debate com o elenco depois

Antes mesmo de entrar no teatro, há uma conversa mediada com a turma. Não é aquecimento de elenco: é a primeira parte da programação. E quando as luzes se apagam pela última vez, ninguém vai embora. Atrizes, diretor e equipe técnica ficam para responder ao que a plateia quiser perguntar.

É assim que funcionam as dez sessões do Laboratório de Narrativas Vivas – Grandes Autores do Teatro Brasileiro, que ocupa a Sala Yara Amaral, no Sesi Taguatinga, entre 31 de agosto e 4 de setembro de 2026. A obra escolhida é “Há Vagas para Moças de Fino Trato”, de Alcione Araújo (1945-2012), na montagem dirigida por Cléber Lopes. As sessões são exclusivas para turmas de escolas públicas, e cada estudante sai com material educativo impresso sobre a peça e o autor.

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O projeto volta ao mesmo teatro onde cumpriu temporada em maio de 2025. O laboratório se organizou como iniciativa educativa e passou a construir as ações em torno de três temas que atravessam o texto de Alcione Araújo e a vida de quem está assistindo: liberdade, moralidade e solidão.

A escolha cênica ajuda nesse trabalho. Nesta versão, o público não fica na plateia: senta no palco, a poucos metros das atrizes. Nalu Miranda, Carol Nemetala e Rosanna Viegas atuam no limite entre o que está escrito e o que acontece ali, naquela sessão, com aquelas pessoas olhando de perto. Para um estudante que nunca foi ao teatro, é uma estreia sem proteção nenhuma: dá para ver a respiração, o cansaço, o olhar que escapa.

O som completa o cerco. O músico e pesquisador lisboeta João Lucas assina uma sonorização em quadrifonia que reproduz os ruídos da casa e da rua, a água correndo pelo encanamento, os passos no cômodo ao lado, e acrescenta camadas simbólicas que deslocam a cena para outro lugar. O espectador não observa um apartamento: está dentro dele.

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Escrita em 1974, sob a ditadura militar, “Há Vagas para Moças de Fino Trato” é a obra mais cultuada de Alcione Araújo, dramaturgo, roteirista, escritor e um dos intérpretes mais afiados do comportamento brasileiro. A peça acompanha a convivência de três mulheres e o que essa convivência vai produzindo: hierarquia, julgamento, uma violência que não se apresenta como violência porque está diluída na rotina. É exatamente aí que o texto encontra a sala de aula.

“Há Vagas Para Moças de Fino Trato foi escrita há meio século e, ainda hoje, (in)felizmente produz sentido muito similar ao seu contexto político-comportamental original. No discurso, radicalismos negligenciam o respeito e adoecem as individualidades. Comportamentos pautados por premissas, crenças e vivências são defendidos como verdades absolutas, ditos pelo prisma da violência moral. Tudo isso à luz do cotidiano, onde agressões simbólicas são naturalizadas em meio às demandas do dia a dia”, afirma o diretor Cléber Lopes.

Lopes persegue esse texto desde o início da carreira. São cinco montagens ao longo de 25 anos, uma especialização concluída em 2011 (FADM) e um mestrado defendido em 2016 (UnB). Cada remontagem incorporou as inquietações do momento em que foi feita, o que ajuda a explicar por que a peça segue produzindo sentido em salas de aula formadas por gente que nasceu três décadas depois da redemocratização.

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A aposta do Laboratório é que o estudante não apenas assista, mas analise, discorde e se posicione. Por isso a mediação e o bate-papo são parte da programação, e não um apêndice: todas as dez sessões são precedidas de uma conversa preparatória antes de entrar no teatro e seguidas de debate aberto entre público e equipe do projeto, após o espetáculo.

A direção de cena é de Nei Cirqueira, que trabalha ao lado de Cléber Lopes para garantir que cada sessão continue fiel aos princípios formulados na pesquisa de mestrado do diretor.

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A programação prevê recursos de acessibilidade de audiodescrição e LIBRAS em três sessões. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

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Programação:

Segunda-feira, 31 de agosto — sessões às 15h e 20h.
Terça-feira, 1º de setembro — sessões às 9h30 e 15h.
Quarta-feira, 2 de setembro — sessões às 15h e 20h.
Quinta-feira, 3 de setembro — sessões às 9h30 e 15h.
Sexta-feira, 4 de setembro — sessões às 9h30 e 15h.

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Todas as dez sessões são precedidas de mediação e seguidas de bate-papo entre o público e a equipe do projeto. Os estudantes recebem material educativo sobre o espetáculo.

Fotos e vídeos: https://drive.google.com/drive/folders/1rrvKtZkLZjwIG8x8YNdBtmyIHHbQHDpx?usp=sharing

Ficha Técnica
Elenco: Nalu Miranda, Carol Nemetala e Rosanna Viegas

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Direção: Cléber Lopes

Direção de cena: Nei Cirqueira

Cenografia e figurino: Roustang Carrilho

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Sonoplastia e música de cena: João Lucas

Coordenação de produção: Paula Jacobson

Assistente de produção: Rui Miranda

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Monitora / assistente de produção: Nilza Lopes

Coordenação técnica e iluminação: Rodrigo Lelis

Montagem de luz: Davi Marcelino

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Operação de luz: Jefferson Landim

Coordenação de acessibilidade: Fernando Rodrigues

Intérpretes de Libras: Celma da Silva Souza e Marcelo Rocha

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Mediação educativa: Todo Público

Fotografia: Diego Bresani e Marcos Venicius

Design: Henrique Marinelli

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Social media: Lunares Ayla

Assessoria de comunicação: Camila Maxi

Gestão administrativa: C1 Arte e Entretenimento

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Assistente administrativo: Gleidson Lopes

Auxiliar de escritório: Vagner Lopes

Apoio: Kacus Martins / Espaço Cultural H2O

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SERVIÇO
Laboratório de Narrativas Vivas – Grandes Autores do Teatro Brasileiro

Espetáculo: Há Vagas para Moças de Fino Trato
Local: Sala Yara Amaral – Sesi Taguatinga
Período: 31 de agosto a 4 de setembro de 2026
Sessões exclusivas para turmas de escolas públicas
Classificação indicativa: 14 anos
Informações: @C1produtora

 

 

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CRÉDITOS:

Há Vagas Para Moças de Fino Trato | Foto de Diego Bresani

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Educação

Educação e esporte transformam vidas em Minas Gerais com apoio da ENGIE

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Projetos apoiados pela Usina Hidrelétrica Jaguara beneficiam crianças e adolescentes e ampliam oportunidades

 

Enquanto alguns jovens descobrem nas quadras de vôlei um caminho para a formação pessoal e até para o ensino superior, outros adolescentes encontram na tecnologia, na robótica e na qualificação profissional a oportunidade de construir um novo futuro. Em Minas Gerais, essas trajetórias têm ganhado impulso por meio do apoio da ENGIE Brasil aos projetos Meninas de Ouro e Instituto Madiba, duas iniciativas que promovem inclusão social e desenvolvimento de crianças e adolescentes no município de Sacramento e região.

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O investimento é realizado pela ENGIE por meio da Usina Hidrelétrica Jaguara, localizada em Rifaina (SP), reforçando o compromisso da Companhia com o desenvolvimento das comunidades do entorno de seus empreendimentos.

 

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Entre 2023 e 2025, a ENGIE destinou cerca de R$ 676 mil ao projeto Meninas de Ouro, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Em 2026, já foram doados outros R$ 10 mil, além de um aporte adicional de R$ 200 mil que está em processo de doação. Atualmente, o projeto atende cerca de 350 meninas entre 7 e 16 anos. As participantes têm acesso gratuito a aulas de iniciação esportiva e treinamento competitivo em vôlei, com frequência que varia de duas a cinco vezes por semana. A iniciativa também se destaca pelo caráter inclusivo, atendendo alunas com diferentes perfis, incluindo jovens com autismo.

 

“Quando perguntamos para um grupo de estudantes quem pratica algum esporte, muitas vezes apenas os meninos levantam a mão. É muito importante criarmos oportunidades para que as meninas também tenham uma vida esportiva. O esporte abre muitas portas. Temos alunas que, graças ao vôlei, hoje cursam faculdade, inclusive em universidades do exterior”, afirma a coordenadora do projeto, Bethânia Melo.

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Criado em 1997, o Meninas de Ouro tornou-se uma referência no vôlei feminino do Triângulo Mineiro. Ao longo de sua trajetória, revelou atletas de destaque nacional, como Camila Brait, medalhista olímpica e considerada uma das maiores líberos da história do voleibol brasileiro. Atualmente, a iniciativa mantém fila de espera por vagas.

 

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Aulas de inteligência artificial e robótica

 

Já na área da educação, a ENGIE apoia o Instituto Madiba por meio do Fundo da Infância e da Adolescência (FIA). Entre 2023 e 2025, foram destinados R$ 163,6 mil à instituição. Em 2026, o apoio somou mais de R$ 75 mil. Fundado em 2014, o Instituto Madiba atende atualmente 92 alunos de famílias de baixa renda e já beneficiou mais de 600 crianças e adolescentes ao longo de sua história. A instituição oferece formação em robótica, inteligência artificial, desenvolvimento profissional, programas de jovem aprendiz e até apoio ao acesso ao ensino superior, por meio de parcerias que garantem bolsas de estudo e acompanhamento aos estudantes. Além das atividades educacionais, o instituto mantém uma biblioteca física e uma biblioteca virtual abertas à comunidade, ampliando o acesso ao conhecimento na região.

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“Nosso objetivo é transformar vidas, não só dos alunos, mas das suas famílias e da comunidade onde estão inseridos. Temos ex-alunos que viraram colaboradores do projeto, inclusive atuando hoje como professores”, destaca a diretora do Instituto Madiba, Marize da Cunha Rezende Cerchi.

 

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Para participar do programa, os estudantes passam por avaliação socioeconômica e visita de assistente social. Assim como ocorre no Meninas de Ouro, a alta demanda já resultou em fila de espera por vagas. O gerente da Usina Hidrelétrica Jaguara, Rogério Suematsu, explica que apoiar iniciativas que geram oportunidades concretas para crianças e adolescentes é parte do compromisso da ENGIE com o desenvolvimento sustentável dos territórios onde atua. “Acreditamos que o desenvolvimento das comunidades passa pela criação de oportunidades para as novas gerações. Ao apoiar projetos como o Meninas de Ouro e o Instituto Madiba, contribuímos para que crianças e adolescentes tenham acesso ao esporte, à educação e à qualificação, ampliando suas perspectivas de futuro e fortalecendo o desenvolvimento social da região”, acrescenta.

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A Usina Hidrelétrica Jaguara integra o parque gerador da ENGIE desde 2017 e mantém, além da geração de energia renovável, uma atuação voltada para a promoção do desenvolvimento socioeconômico das comunidades localizadas em sua área de influência.

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Sobre a ENGIE:

A ENGIE é um importante player na transição energética e tem como propósito acelerar a transição para uma economia neutra em carbono. Com 90.000 colaboradores em 30 países, o Grupo atua em toda a cadeia de valor da energia, da produção à infraestrutura e comercialização. A ENGIE combina atividades complementares, como a geração de energia renovável e de gases verdes, ativos de flexibilidade (principalmente baterias), redes de transmissão e distribuição de gás e eletricidade, infraestruturas locais de energia (redes de aquecimento e resfriamento) e o fornecimento de energia para domicílios, autoridades locais e empresas. Anualmente, a ENGIE investe, em média, 12 bilhões de euros para impulsionar a transição energética e alcançar sua meta de neutralidade de carbono até 2045. Faturamento em 2025: 71,9 bilhões de euros. No Brasil, a ENGIE, umas das líderes em geração 100% renovável do país, atua em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas. A empresa possui cerca de 14 GW de capacidade instalada, provenientes de fontes renováveis e com baixas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e a biomassa. A empresa está presente em 22 estados e conta com 146 usinas.

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