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Saúde

Peso, gordura e músculo: por que os números da balança contam só parte da história

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Composição corporal ajuda a identificar mudanças na proporção de gordura e músculos que não aparecem nos quilos e pode ser um indicador mais relevante da evolução física

São Paulo, setembro de 2026 – A balança pode permanecer no mesmo número enquanto o corpo passa por mudanças importantes. Isso acontece porque o peso corporal reúne gordura, músculos, água, ossos, órgãos e outros tecidos, e não revela quanto cada componente representa. Uma pessoa que começa a treinar, por exemplo, pode reduzir gordura e ganhar massa muscular sem apresentar uma queda significativa de peso. É o que se chama de recomposição corporal, processo que ajuda a explicar por que acompanhar apenas os quilos pode produzir uma visão incompleta dos resultados.

“O peso é apenas uma informação dentro de um conjunto muito maior. Quando avaliamos a composição corporal, conseguimos entender se houve redução de gordura, preservação ou ganho de massa muscular e relacionar esses dados à evolução do condicionamento e da força. É possível, portanto, manter o mesmo peso na balança e estar evoluindo de forma bastante positiva”, explica Cacá Ferreira, gerente técnico corporativo da Cia Athletica. Massa magra e massa muscular, por exemplo, não são sinônimos: enquanto a primeira engloba tudo o que não é gordura, como músculos, água, ossos e órgãos, a massa muscular corresponde especificamente ao tecido ligado à contração e à produção de força.

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Para acompanhar essas mudanças, métodos como bioimpedância, adipometria, medidas de circunferência e registros fotográficos podem ser utilizados em avaliações periódicas. A bioimpedância, bastante comum nas academias, fornece estimativas da composição corporal e pode sofrer interferências de fatores como hidratação, alimentação, horário da avaliação e exercícios realizados anteriormente. Por isso, mais importante do que comparar resultados isolados é observar a tendência ao longo do tempo, preferencialmente realizando as avaliações em condições semelhantes. Mudanças no caimento das roupas, aumento das cargas no treino e melhora do condicionamento também ajudam a mostrar uma evolução que nem sempre aparece na balança.

“Quando o objetivo é melhorar a composição corporal, musculação e exercícios cardiovasculares têm papéis complementares. O treinamento de força estimula e ajuda a preservar a massa muscular, enquanto o cardio contribui para o gasto energético. Mas o resultado não depende de uma avaliação isolada nem acontece de uma semana para outra: é preciso considerar treino, alimentação, recuperação e consistência”, afirma Ferreira.

 

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Na Cia Athletica, a avaliação física inicial e o acompanhamento da evolução consideram composição corporal, força e condicionamento para orientar o programa de treinamento de acordo com os objetivos, a rotina e o histórico de cada aluno.

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Saúde

HUB participa da rede de cuidado envolvida na doação e no transplante de órgãos

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O hospital realizará atividades que buscam conscientizar a população sobre a importância
da doação de órgãos
Brasília (DF) Um transplante começa muito antes da cirurgia e continua depois dela. Entre a identificação de um potencial doador e o acompanhamento da pessoa que recebe um órgão, diferentes profissionais e serviços participam de uma rede de cuidado que envolve avaliação, exames, acolhimento e acompanhamento. Durante o Setembro Verde, o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/HU Brasil) realizará atividades que buscam incentivar esse gesto.
“O Setembro Verde é uma grande campanha nacional de incentivo à doação de órgãos. Em todo o Brasil, são realizadas ações para conscientizar a população sobre o assunto”, comentou Gustavo Arimatea, médico nefrologista e chefe da Unidade de Transplantes do HUB.
Programação
No hospital, já aconteceram as seguintes atividades em alusão ao Setembro Verde:
  • 10/09 – Ação de incentivo ao transplante, na sala de espera de pacientes, no subsolo do prédio da Unidade da Criança e do Adolescente (UCA).
  • 18/09 – 6º Seminário de Transplante e Doação de Órgãos, Tecidos e Células, integrando a programação do 2º Conecta HUB, na UCA.
  • 20/09 – Participação especial na Corrida/Caminhada da UnB/HUB, na Universidade de Brasília.
Em 24/9, uma exposição de estande na Feira de Saúde do HUB, onde serão realizadas atividades lúdicas a respeito da importância da doação de órgãos, encerrará o cronograma.
Salvar vidas
Para Gustavo Arimatea, a conscientização sobre a doação de órgãos é importante para ampliar o conhecimento sobre o processo e estimular a manifestação da vontade de doar. No HUB, são realizadas três modalidades de transplante: rim, córnea e medula óssea autóloga.
“Para realizar um transplante no HUB o paciente precisa ser encaminhado através da Regulação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Ou seja, o médico do paciente identifica a necessidade de um transplante e envia os relatórios de encaminhamento para o Complexo Regulador da SES/DF, que depois agenda uma consulta com a equipe de transplante”, explica Gustavo.
Em 2026, no HUB, já foram realizados 27 transplantes renais; 20 transplantes de córnea e 12 de medula óssea. O número suficiente de doadores ainda permanece sendo um desafio perante as demandas por doação no Brasil e no mundo.
“No Brasil, ainda temos um desafio adicional. Existe uma grande desigualdade de acesso ao transplante. Muitas pessoas vivem longe dos centros transplantadores, que estão concentrados nas maiores cidades e em algumas regiões do país. Precisamos garantir que todas as pessoas que possam se beneficiar de um transplante consigam chegar aos hospitais que realizam esse tratamento”, alerta o chefe da Unidade de Transplante.
Nesse sentido, no HUB, é feita uma “corrida contra o tempo” para que o transplante ocorra no prazo seguro. Esforço que envolve o processo de preparação de um paciente para que sua entrada na lista de transplante seja o mais breve possível.
“Como o órgão precisa ser colocado no corpo do receptor no menor intervalo possível, dizemos que isso é uma corrida contra o tempo. O Brasil é um país de grandes dimensões e muitas vezes os órgãos precisam viajar para outros estados. Nessa situação a organização logística é muito complexa, para que não existam entraves que inviabilizem o transplante”, informa Gustavo.
Etapas
Ainda de acordo com o nefrologista, no período pré-transplante, o objetivo é manter a saúde do paciente enquanto ele aguarda a disponibilidade de um órgão. Durante o transplante, os principais desafios estão relacionados à recuperação da cirurgia e à adaptação aos medicamentos utilizados para evitar a rejeição do órgão.
“No pós-transplante, quando o quadro de saúde do paciente já estabilizou, é necessário manter os cuidados pessoais, tomar os remédios do transplante com muito rigor e seguir o acompanhamento médico. Mas nessa fase os pacientes costumam se sentir muito bem e conseguem retomar muitos projetos de vida que tiveram que ser interrompidos em decorrência da doença”, completa.
Para quem aguarda por um transplante, a doação pode representar uma possibilidade de continuidade do cuidado. Por isso, falar sobre o tema e manifestar em vida a vontade de ser doador são atitudes que podem ajudar os parentes a conhecer essa decisão. No Brasil, a autorização para a doação de órgãos após a morte depende do consentimento da família.
Sobre a HU Brasil
O HUB-UnB faz parte da HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
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