Curiosidades
Saiba quando a solução é chorar
Foto: Freepik
Oftalmologista do Oftalmos – Hospital de Olhos explica qual é a função das lágrimas e como elas podem ser benéficas no combate a doenças oculares
Chorar é visto na maioria das vezes como um sinal de fraqueza, mas engana-se quem pensa assim. As lágrimas são produzidas pelas glândulas lacrimais e são responsáveis pela hidratação, nutrição e proteção dos olhos. Quando uma pessoa chora, a lágrima lubrifica a região ocular, protegendo-a de poeiras e bactérias, além de manter a visão mais nítida, auxiliando no combate a alergias.
“Quando um agente infeccioso entra nos olhos, a primeira reação do corpo é lacrimejar, pois as lágrimas conseguem expelir a bactéria presente e limpar o olho afetado, evitando assim complicações que possam surgir. Além disso, é possível eliminar toxinas durante o choro, visto que nas lágrimas contém uma enzima chamada lisozima, responsável por combater micro-organismos prejudiciais à saúde ocular”, explica o médico Dr. Fernando Ramalho, especialista em cirurgia refrativa no Oftalmos – Hospital de Olhos, de Santa Catarina.
Tipos de lágrimas
O especialista do Oftalmos explica que existem três tipos de lágrimas e cada uma tem uma função diferente no nosso organismo. A primeira são as basais, produzidas rotineiramente em pequenas quantidades para a lubrificação da córnea. Com o intuito de proteger os olhos, a segunda condição são as lágrimas reflexas, que são resultados da irritação ocular provocada por partículas estranhas ou substâncias irritantes, como cebola e spray de pimenta. A última e mais conhecida são as lágrimas emocionais: conhecidas como choro, essas são provocadas por emoções, nas quais contêm hormônios do estresse para nos livrarmos dele, sendo na maioria das vezes uma solução terapêutica.
Prevenção de doenças oculares
A lágrima ajuda na prevenção e no combate a doenças oculares. O Dr. Fernando Ramalho elucida alguns problemas que podem ser evitados com o choro:
- Olho seco: Uma condição que ocorre quando há insuficiência de lágrimas. O choro aumenta a quantidade de lágrimas que ajudam a lubrificar os olhos, evitando a síndrome do olho seco.
- Córnea: As lágrimas ajudam na manutenção da superfície da córnea saudável e hidratada, evitando danos na córnea, estrutura localizada na parte anterior do globo ocular.
- Irritação ocular: Mencionado anteriormente, o choro ajuda na remoção de partículas estranhas, reduzindo a inflamação ocular.
Curiosidades
Exposição solar requer cuidados para prevenir doenças oculares
O verão estimula as demandas por passeios ao ar livre com uma maior exposição aos raios solares. A ampliação do tempo sob o sol, sem os devidos cuidados de proteção, acarreta riscos para o câncer de pele e também as doenças oculares comprometedoras da mácula.
A mácula é a área principal da retina, responsável pela visão central, as cores e os detalhes finos dos objetos, sendo essencial para as atividades diárias, como leitura, dirigir e reconhecer rostos.
A radiação ultravioleta (UV) e a luz azul do sol causa problemas, penetrando nos olhos e danificando as proteínas do cristalino e as células da retina. De acordo com a oftalmologista e diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, todos os danos são considerados cumulativos, provocando condições como a degeneração macular e a retinopatia solar.
A degeneração é uma patologia grave, um dos principais motivos para a cegueira irreversível, entre indivíduos acima de 50 anos. A condição leva a perda progressiva da visão central com o estresse oxidativo, desencadeado pela radiação UV, responsável pelo desequilíbrio e danos. Os sintomas incluem a perda da visão central, visão embaçada, comprometimento para enxergar detalhes, dificuldade para adaptar-se à luz – ocorrendo de maneira lenta – e leva à distorção de linhas retas.
Já a retinopatia solar, dano à retina por exposição solar prolongada, gera queimadura das células. A ocorrência se dá, principalmente, quando o contato é de maneira direta, ou seja, ao observar o sol, eclipses e, até mesmo, uma soldagem sem a devida proteção.
As vítimas reclamam de visão embaçada, ponto cego central, distorção na visão, alterações na percepção das cores e dor de cabeça. A perda da visão é uma possibilidade, identificada em casos graves. Os incidentes regulares requerem uma recuperação de três a nove meses.
A recomendação de Juliana é atenção aos cuidados oculares e proteção, principalmente, durante dias mais ensolarados. A segurança é feita com o uso de óculos adequados, sendo os escuros, os mais indicados.
O ideal é as lentes apresentarem 100% de segurança contra os raios UV e ainda filtro para luz azul, emitida pelo sol e por dispositivos eletrônicos. Os horários de pico, ou seja, em que a exposição solar é mais forte e com grande radiação, devem ser evitados, especialmente, entre as 10h e 16h.
| Gabrielle Silva
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