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Ano novo, imprevistos antigos: planejar o futuro também passa pela prevenção

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Auto, residencial e vida estão entre os seguros que ajudam a garantir tranquilidade ao longo de todo o ano

Com a chegada de 2026, muitos começam a reorganizar finanças, revisar metas e montar orçamento para os próximos meses. Mas, enquanto o calendário muda, os riscos continuam — e vários deles se concentram logo no início do ano: férias com trânsito intenso, chuvas típicas da estação, sinistros inesperados e despesas sazonais que pesam no bolso.

Nesse cenário, seguros como automóvel, residencial e de vida se destacam não apenas como instrumentos de proteção pontual, mas como mecanismos de estabilidade para atravessar o ano com mais tranquilidade.

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Crescimento do setor e o interesse por proteção

Os números do mercado de seguros no Brasil refletem essa tendência de maior adesão. De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o mercado segurador brasileiro manteve trajetória de crescimento ao longo de 2025. Entre os meses de janeiro e outros de 2025, o segmento de seguros arrecadou R$ 184,58 bilhões, desempenho superior ao registrado no mesmo período de 2024.

O avanço foi puxado principalmente pelos seguros de danos e de pessoas, que somaram cerca de R$52 bilhões no período. Dentro desse grupo, o seguro automóvel segue como um dos principais responsáveis pelo volume arrecadado, enquanto modalidades mais amplas, como os seguros compreensivos — que incluem coberturas residenciais — também apresentaram expansão. Para Alessandra Monteiro, diretora técnica da Corretora de Seguros Bancorbrás, os números refletem uma busca crescente por proteção financeira e maior atenção aos riscos cotidianos ao longo do ano.

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Confira abaixo como cada seguro contribui para o ano:

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Seguro automóvel

Esse é um dos produtos mais contratados no Brasil, justamente pelo conjunto de riscos que acompanham o uso diário do carro — de acidentes a furtos e roubos. De acordo com a diretora, o aumento da procura está diretamente ligado à percepção de risco no trânsito e à necessidade de reduzir prejuízos financeiros.

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“O seguro auto oferece coberturas contra roubo ou furto e danos causados por incêndio acidental, colisão, queda de objetos sobre o veículo, inundação e também para danos decorrentes de acidentes aos pneus ou à pintura. Com o seguro, o contratante está preparado para qualquer contratempo”, explica.

Seguro residencial

Após a compra de um imóvel, a contratação do seguro residencial se consolida como uma etapa importante para garantir a segurança do lar e do patrimônio. Em um cenário marcado por chuvas intensas e oscilações climáticas, coberturas que incluem danos elétricos, infiltrações e responsabilidade civil doméstica ajudam a evitar gastos inesperados ao longo do ano.

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Segundo Alessandra Monteiro, o desconhecimento ainda é um dos principais obstáculos à contratação. “O seguro residencial pode contemplar danos elétricos, incêndio, alagamentos, quedas de raio e até responsabilidade civil. São situações comuns, mas que muitas vezes só entram no radar depois que o prejuízo já aconteceu”, afirma.

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Seguro de vida

Apesar de ser muitas vezes encarado como um tema difícil de abordar, o seguro de vida desempenha papel importante no planejamento familiar. Ele oferece suporte financeiro em caso de eventos inesperados, ajudando a manter estabilidade para dependentes e parceiros caso ocorra um sinistro que afete a renda ou o cotidiano.

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Por que isso importa em janeiro?

O início do ano costuma trazer um acúmulo de gastos — IPVA, material escolar, reajustes de contratos — que, somados a possíveis imprevistos, podem comprometer seriamente o orçamento de quem não tem proteção adequada. “Nesse contexto, revisar ou contratar seguros no começo do ano se torna uma prática que vai além da formalidade contratual: é uma forma de antecipar riscos e preservar tranquilidade”, reforça Monteiro.

Para mais informações acesse o site ou entre em contato pelo telefone 0800 7070 020.

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FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame

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Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora  de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).

Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.

É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.

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A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.

Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.

Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.

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Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.

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Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.

O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.

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Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.

Agora, os custos serão repartidos entre todos.

Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.

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Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.

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A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.

Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.

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O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.

Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.

Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.

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Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister. 

Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029

Fotos – Divulgação

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