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Valorização do salário mínimo e isenção do IR injetarão R$ 110 bi na economia em 2026, afirma Luiz Marinho

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Luiz Marinho frisou que sem as políticas de valorização do salário mínimo adotadas pelo presidente Lula desde seu primeiro mandato, o valor hoje seria a metade do que vale em 2026. Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR

Em entrevista ao Bom Dia, Ministro, titular da pasta do Trabalho e Emprego analisou os impactos das duas medidas. Segundo ele, sem as políticas de valorização do salário mínimo implantadas desde o primeiro governo do presidente Lula, valor hoje seria a metade do atual

Primeiro entrevistado do programa Bom Dia, Ministro de 2026, o titular do Ministério do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou nesta quarta-feira (7/1) a política de valorização do salário mínimo adotada a partir de 2023 pelo Governo do Brasil.
Desde 1º de janeiro deste ano, vigora no país o novo valor do salário mínimo, que passou de R$ 1.518 em 2025 para R$ 1.621 em 2026, um reajuste de 6,7%. “O salário mínimo é uma questão muito importante. Só o salário mínimo injetará na economia brasileira mais de R$ 80 bilhões no ano”, destacou o ministro.
Luiz Marinho foi categórico ao frisar que, sem as políticas de valorização do salário mínimo adotadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde seu primeiro mandato, o valor hoje seria a metade do que vale em 2026. Os reajustes anuais adotados nesta gestão levam em conta a inflação dos 12 meses anteriores, mais a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo ano anterior ao vigente.
“Se olharmos lá em 2003, no primeiro mandato do presidente Lula, até então tinha uma dinâmica de correção dos salários mínimos que era simplesmente pela inflação com eventuais arredondamentos. Não fosse a política de valorização criada pelo presidente Lula lá no seu primeiro mandato, seguido no segundo, seguido pela presidenta Dilma [Rousseff], e interrompida em 2017 até o final de 2022, o salário mínimo valeria hoje a ordem de R$ 823, metade do que vale o salário mínimo hoje. Portanto, é uma política de valorização muito eficiente. É o dobro do que seria se não houvesse o governo do presidente Lula. A renda dos trabalhadores tem crescido durante os nossos governos”, revelou Luiz Marinho.
ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA – Para 10 milhões de brasileiros, o reajuste do salário mínimo vem acompanhado de outra medida importante que permitirá um aumento no salário: a isenção do Imposto de Renda para aqueles que recebem até R$ 5 mil. Além disso, aqueles que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais terão descontos menores do que os praticados em 2025. Segundo estimativas do Governo do Brasil, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas.
Para Marinho, esses dois fatores somados permitem projetar que 2026 será mais um ano positivo para o país. “Quando me perguntam o que eu acho da economia para este ano, acho que vai ser de novo um bom ano, porque nós começamos em janeiro com o crescimento da renda, especialmente dos menores salários”, disse o ministro. “Você tem o salário mínimo e tem a isenção do Imposto de Renda. A soma dos dois injetará no ano R$ 110 bilhões na economia brasileira. Portanto, acredito que será bom de novo para a economia e para o emprego”.

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CONTRACHEQUE – Os impactos da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a redução da carga tributária para aqueles com salários entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais serão percebidos nos salários de janeiro que serão pagos aos trabalhadores em fevereiro.
Luiz Marinho destaca que, principalmente para os que ganham até R$ 5 mil, os efeitos serão sentidos como um aumento real de salário. “Você pega o holerite (contracheque) de janeiro e compara com o holerite de dezembro ou de novembro. Você vai ter uma surpresa, como se fosse um grande aumento de salário real. Vai sobrar dinheiro para você investir nas suas necessidades, fazer uma poupança para fazer uma viagem, para investir na educação ou para investir na troca do seu veículo, da sua geladeira ou do seu freezer, fazendo a economia girar”, destacou.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira a Rádio Nacional de Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC); Rádio TV Metropolitana, de Piracicaba (SP); Portal O Povo, de Fortaleza; Rádio Marajoara, de Belém (PA); Rádio Bandnews de Belo Horizonte (MG); Rádio TCM de Mossoró (RN); e Portal Tribuna da Bahia, de Salvador.

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Equipe do Hospital Regional de Santa Maria realiza sonho de avó em cuidados paliativos

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Chá revelação transforma ambiente hospitalar em cenário para momento único entre mãe e filha
Por Talita Motta
No quarto mês de gestação, Emily da Silva Souza, 23 anos, acompanha de perto a internação da mãe, que está há 40 dias no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Karina Martins, 44, faz tratamento para adenocarcinoma, um tipo de câncer de intestino. Moradoras do Recanto das Emas, mãe e filha enfrentam juntas um período delicado, marcado também por esperança e afeto.
“Sempre foi meu sonho viver esses momentos. A internação da minha mãe acabou sendo mais longa do que esperávamos”, relata Emily.
Decidida a passar pelos momentos mais felizes da primeira gestão perto da mãe, Emily resolveu fazer o chá revelação no hospital. “Eu só viveria isso se fosse com ela. Com minha mãe internada não teria sentido fazer longe dela”.
Então, quem entrou em cena foram os profissionais do HRSM, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A iniciativa contou com o envolvimento de profissionais de diferentes áreas. Após conhecer a história da paciente e o desejo dela de participar do chá revelação do primeiro neto, a médica paliativista Brunna Rezende, mobilizou toda a equipe do hospital.
“É um tipo de câncer menos comum em pessoas jovens e, quando acontece, impacta toda a família. Nosso compromisso é garantir que, apesar da gravidade da doença, a paciente seja cuidada como pessoa. A internação e o diagnóstico não a impedem de viver tudo o que faz parte da sua trajetória”, destaca.
A terapeuta ocupacional Letícia Albuquerque Félix, ajudou a organizar e transformar o ambiente hospitalar.  “A terapia ocupacional busca promover qualidade de vida, autonomia e vivências significativas. Por isso, organizamos tudo para garantir um momento seguro, respeitando os limites físicos e emocionais da paciente”, explica a profissional.
A revelação
Entre balões, sorrisos e lágrimas de emoção, o anúncio surpreendeu a futura mamãe. “Eu estava convencida de que esperava um menino”, revela Emily. Mas quem vai chegar é a Esther.
A emoção tomou conta de toda a equipe e, principalmente, da futura vovó. “É meu primeiro neto e só tenho a agradecer a Deus. Eu disse para ela fazer o chá em casa, do jeito que sempre sonhou, mas ela não quis. Então, a equipe do hospital acolheu a ideia e ajudou para que acontecesse”, conta Karina.
Para a enfermeira paliativista Léia Lima, ações como essa reforçam a essência dos cuidados paliativos. “É um cuidado centrado na pessoa, não no diagnóstico. A Karina está em tratamento, está viva e mantém sua história e seus vínculos. O cuidado paliativo também envolve humanização, respeito e valorização”.
Ao final do chá revelação, Emily e a mãe seguiram para o Centro Obstétrico do HRSM, onde a avó pôde ouvir, pela primeira vez, o coração da neta bater.
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