Diversas
Durante o fim de semana, outros 212 condutores alcoolizados foram flagrados nas vias do DF
Operação Rescaldo notifica 20 condutores com sinais de embriaguez em Taguatinga
(Brasília – 17/7/2023) – O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), com o apoio do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), realizou Operação Rescaldo em Taguatinga, neste domingo (16). A ação tem como objetivo identificar motoristas embriagados, especialmente aqueles que tentam evadir da fiscalização saindo de festas e bares durante a madrugada.
Durante a operação, foram registrados 20 casos de condutores que apresentaram sinais de embriaguez, porém, apenas um deles se submeteu ao teste do bafômetro, apresentando teor alcoólico superior ao limite definido para ser enquadrado como infração meramente administrativa. O resultado do teste apontou 0,51mg/l, indicando uma concentração de álcool no organismo em percentual 50% maior que o limite que caracteriza crime de trânsito (acima de 0,33mg/l). Como consequência, o motorista foi conduzido à Delegacia de Polícia (DP) para as medidas legais cabíveis.
Além disso, dois condutores tiveram seus veículos removidos por falta de licenciamento e outros dois foram autuados por dirigir veículo sem possuir Carteira Nacional de Habilitação, o que configura infração de natureza gravíssima e gera multa agravada no valor de R$880,41, bem como medida administrativa de retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado.
Rescaldo
A Operação Rescaldo é uma ação de fiscalização que é realizada em horários estratégicos, geralmente nas primeiras horas da manhã, entre 5h e 7h, utilizando o horário como fato surpresa. A ação visa preservar vidas e garantir a segurança viária, combatendo a condução de veículos por motoristas alcoolizados e prevenindo acidentes. Desde o seu início, há um ano e meio, a operação já identificou mais de mil condutores que apresentavam sinais de embriaguez.
Balanço do fim de semana
Entre a noite de sexta-feira (14) e a madrugada de segunda-feira (17), foram autuados 2.786 condutores por diversas infrações de trânsito, sendo a maioria (1.265) por parar ou estacionar de forma irregular.
Também foram flagrados 212 condutores por dirigir sob influência de álcool, 225 por não usar o cinto de segurança, 137 por utilizar o celular na direção de veículo, 49 não habilitados, 41 com a Carteira Nacional de Habilitação Vencida, sete por realizar manobra perigosa e cinco por dirigir ameaçando veículos e pedestres.
Houve ainda 33 condutores autuados por poluição sonora, sendo 21 por utilizar o som em volume inadequado e 12 motociclistas com escapamento fora do padrão ou defeituoso. Além de cinco que desobedeceram à ordem dos agentes, três que transpuseram bloqueio da fiscalização e dois que retiraram veículo retido sem autorização das autoridades de trânsito.
Fonte: Ascom Detran
Curiosidades
Alunos ganham suporte 24 horas com IA que aprende o método de cada professor
Marlom Andrade, CEO da Tutory, explica como a inteligência artificial pode personalizar cronogramas, auxiliar na fixação de conteúdos e ampliar o acompanhamento dos estudantes sem substituir o papel do educador
A inteligência artificial começa a ganhar espaço também no acompanhamento pedagógico, com ferramentas capazes de oferecer suporte aos estudantes de acordo com suas necessidades e com a metodologia desenvolvida por cada profissional. A proposta é ampliar a assistência fora dos horários tradicionais de aula e tornar o processo de aprendizagem mais personalizado.
Na Tutory, plataforma brasileira de gestão de serviços de coaching e mentoria de estudos, a inteligência artificial está integrada aos dois produtos da empresa, Mentoria e HUB, com funções específicas de acordo com o contexto de uso.
Na Mentoria, a IA é utilizada para criar cronogramas de estudo personalizados. A ferramenta cruza as informações preenchidas pelo aluno no início do acompanhamento, como tempo disponível para estudar e edital de interesse, com o método definido pelo professor ou mentor. A partir desses dados, o sistema constrói automaticamente um planejamento individualizado.
“O cronograma é construído a partir de duas informações fundamentais: a realidade do aluno e o método do especialista que o acompanha. A inteligência artificial consegue cruzar esses dados e transformar essa combinação em um planejamento personalizado”, explica Marlom Andrade, CEO da Tutory.
Outro recurso está no replanejamento dos estudos. Quando o aluno deixa de cumprir determinado dia do cronograma, a inteligência artificial pode reorganizar o planejamento com poucos cliques. O conteúdo que não foi estudado não é perdido, mas retorna em outro momento da rotina, sendo reencaixado no fluxo geral.
Esse processo reduz a necessidade de ajustes manuais e pode facilitar tanto o trabalho do mentor quanto a organização do próprio estudante, especialmente em rotinas de estudo que sofrem alterações ao longo da semana.
Já na HUB, a Tutory conta com a MaIA, uma assistente de inteligência artificial voltada à fixação do conhecimento. Para os alunos, a ferramenta pode gerar resumos de videoaulas, criar perguntas sobre o conteúdo assistido com respostas justificadas e produzir mapas mentais para auxiliar na memorização.
“A proposta é que a inteligência artificial esteja presente em diferentes etapas do estudo. Ela pode ajudar o aluno a revisar uma aula, testar o que ele realmente aprendeu e organizar visualmente os principais pontos do conteúdo”, afirma Marlom.
A MaIA também possui funções voltadas aos professores e mentores. A ferramenta pode auxiliar na correção de redações, oferecendo recursos como resumo do tema, análise de legibilidade e avaliação da emoção presente no texto, além de permitir que o profissional solicite avaliações adicionais ou personalize a análise.
O professor também pode utilizar a ferramenta para obter sugestões de conclusões ou outros elementos que possam ser trabalhados e posteriormente encaminhados ao aluno. A decisão sobre como utilizar essas informações, porém, permanece com o profissional responsável pelo acompanhamento.
Segundo Marlom Andrade, a tecnologia foi desenvolvida para atuar como uma ferramenta de apoio, e não para assumir decisões pedagógicas.
“A inteligência artificial entra para sugerir, organizar e auxiliar o processo de aprendizagem. Quem continua tomando as decisões pedagógicas é o professor ou o mentor, que conhece o aluno, sua trajetória e os objetivos daquele acompanhamento”, destaca.
Outro impacto está na possibilidade de ampliar o suporte oferecido aos estudantes. Como as ferramentas podem permanecer disponíveis fora do horário tradicional de atendimento, o aluno consegue acessar recursos de estudo, revisão e organização mesmo quando o professor ou mentor não está conectado.
A combinação entre personalização, automação de tarefas e suporte contínuo acompanha uma tendência de uso da inteligência artificial na educação, especialmente em modelos de mentoria, coaching e preparação para provas. Nesse cenário, a tecnologia funciona como uma camada adicional de assistência, enquanto a estratégia pedagógica permanece sob responsabilidade do profissional.
Para Marlom Andrade, o diferencial está justamente em utilizar a inteligência artificial de acordo com o método de cada especialista e as necessidades de cada estudante.
“A tecnologia precisa estar a serviço do método e do aluno. O objetivo não é substituir quem ensina, mas dar ao profissional ferramentas para acompanhar melhor seus alunos e permitir que eles tenham mais recursos para estudar, revisar e se organizar”, conclui.
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