Diversas
XXIV Marcha dos Gestores e Legislativos Municipais impacta trânsito no Eixo Monumental
Aproximadamente três mil pessoas devem participar do evento, que acontecerá no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, de terça (22) a sexta (25)
Zélia Ferreira
Em razão da realização da XXIV Marcha dos Gestores e Legislativos Municipais, que acontecerá entre terça-feira (23) e sexta-feira (25), em Brasília, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal atuará no reforço da sinalização e fiscalização de trânsito no perímetro compreendido entre o Centro de Convenções Ulysses Guimarães e o Congresso Nacional visando a fluidez e segurança do tráfego tanto para quem for ao evento como para a população de modo geral.
A atuação dos agentes de trânsito será das 8h às 19h, especialmente para coibir estacionamento irregular de veículos e organizar o fluxo de veículos e pedestres na via S2, Esplanada dos Ministérios, proximidades do Congresso Nacional e do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
Essa medida se faz necessária uma vez que a estimativa de público gira em torno de três mil pessoas e, em eventos semelhantes, o estacionamento inadequado comprometeu a fluidez do trânsito na região. Para impedir estacionamento ao longo do meio-fio, os agentes vão sinalizar, desde a noite de segunda-feira (21), os dois lados da via de ligação S1/N1 e N1/S1, próximo ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e da S2, contemplando o Palácio do Itamaraty e o anexo IV da Câmara dos Deputados.
Será montado também um Ponto de Controle de Trânsito (PCTran) na via de ligação S1/N1 altura do Centro de Convenções, para patrulhamento do perímetro, fazendo o controle das travessias de pedestres e coibindo irregularidades de trânsito que possam comprometer a segurança viária, desde as 8h até as 19h, em todos os dias de evento.
Estacionamento
O Detran-DF recomenda aos condutores que utilizem opções de estacionamento adequadas, como o Parque da Cidade, a Torre de TV e o estacionamento privado do Estádio Nacional, para garantir a fluidez do trânsito e a preservação dos espaços públicos. É importante ressaltar que não será tolerado o estacionamento em gramados e outras áreas irregulares.
Rotas alternativas
“Sabendo que o evento terá uma grande aglomeração de pessoas, os condutores que puderem deverão evitar transitar no Eixo Monumental e dar preferência de rota pelo Parque da Cidade ou pela pista do Autódromo”, ressalta o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF, Glauber Peixoto.
Diversas
FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame
Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).
Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.
É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.
A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.
Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.
Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.
Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.
Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.
O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.
Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.
Agora, os custos serão repartidos entre todos.
Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.
Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.
A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.
Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.
O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.
Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.
Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.
Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister.
Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029
Fotos – Divulgação
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