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Social

Lançamento de clínica com atendimento jurídico aberto ao público promove debate sobre paridade de gênero

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Clínica Elas por Elas é uma iniciativa da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília presta serviço à comunidade

 

O evento reuniu especialistas em direitos das mulheres e marcou a criação de um espaço permanente de acolhimento, orientação e formação jurídica. A Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília lançou, na última quarta-feira (11), a Clínica Jurídica Elas por Elas, iniciativa voltada ao acolhimento, à orientação e ao fortalecimento de mulheres da comunidade acadêmica e do público externo. Criada no Mês das Mulheres, o projeto oferece apoio jurídico, emocional e institucional para mulheres em situação de vulnerabilidade, além de contribuir para a formação prática dos estudantes de Direito da FPMB.
A clínica funcionará gratuitamente e será vinculada ao Núcleo de Prática Jurídica e ao Laboratório Jurídico da faculdade. O projeto também integra a formação dos estudantes de Direito, que participarão das atividades supervisionadas, contribuindo em atendimentos, na elaboração de materiais informativos e em ações educativas voltadas à promoção de direitos e à prevenção da violência contra a mulher.
Para o diretor-geral da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília, Josimar Rosa, a criação da iniciativa atende a uma demanda já identificada dentro da instituição. Segundo ele, o Laboratório Jurídico foi estruturado para atuar em diferentes frentes, e a implantação de um núcleo voltado especificamente ao atendimento de mulheres era uma das prioridades. “A proposta reforça o compromisso da faculdade com projetos que gerem impacto social e estejam alinhados ao cuidado com o próximo”, afirmou.
A coordenadora da clínica, professora e advogada Juliana Tesolin, explicou que o projeto foi desenvolvido ao longo de mais de dois anos e contou com a articulação de parcerias institucionais. A expectativa é que o espaço funcione como um ponto de acolhimento e orientação para mulheres que enfrentam diferentes tipos de violência. “Queremos oferecer escuta qualificada, orientação jurídica e encaminhamento adequado para cada situação”, destacou. Ela também ressaltou o caráter formativo da iniciativa: “As estudantes terão a oportunidade de aprender, na prática, como atuar em defesa de outras mulheres”.
O lançamento da clínica foi acompanhado por uma roda de conversa dedicada ao tema da paridade de gênero no Poder Judiciário. O encontro reuniu profissionais que atuam na defesa dos direitos das mulheres e na promoção da equidade nas carreiras jurídicas.
A palestra principal foi conduzida pela advogada e ex-promotora de Justiça Gabriela Manssur, presidente do Instituto Justiça de Saia e idealizadora do Projeto Justiceiras. Durante sua participação, ela ressaltou que o Brasil possui instrumentos legais importantes de combate à violência contra mulheres, mas ainda enfrenta desafios na aplicação dessas normas. “Temos uma das legislações mais avançadas do mundo, mas ainda convivemos com índices preocupantes de feminicídio. Isso mostra que é fundamental transformar a lei em proteção efetiva”, afirmou.
Também participaram do debate a defensora pública Rafaela Mitre, coordenadora do Núcleo da Mulher da Defensoria Pública do Distrito Federal; a advogada Maria Augusta Palhares Ribeiro, cofundadora do coletivo Amigas da Corte; a advogada Julia de Baére, presidente da associação Elas Pedem Vista; e a advogada Nildete Santana, diretora da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Distrito Federal (OAB-DF). Estudantes da instituição também acompanharam o lançamento e ressaltaram a relevância da iniciativa para a formação acadêmica e para o impacto social.

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Sobre a Faculdade Presbiteriana Mackenzie
A Faculdade Presbiteriana Mackenzie é uma instituição filantrópica, de ensino confessional e de perfil comunitário, que se dedica às ciências divinas, humanas e de saúde. A instituição é comprometida com a formação de profissionais competentes e com a produção, disseminação e aplicação do conhecimento, inserida na sociedade para atender suas necessidades e anseios, e de acordo com princípios cristãos.

 

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O Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) é a entidade mantenedora e responsável pela gestão administrativa da Universidade Presbiteriana Mackenzie nos campi São Paulo, Alphaville e Campinas, das Faculdades Presbiterianas Mackenzie em três cidades do país: Brasília (DF), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ), bem como das unidades dos Colégios Presbiterianos Mackenzie de educação básica em São Paulo, Tamboré (em Barueri – SP), Brasília (DF) e Palmas (TO). Além do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie Paraná (Curitiba), que presta mais de 90% de seu atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e integra o campo de estágios da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR).

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Créditos:

Por: Instituto Presbiteriano Mackenzie

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Foto: Divulgação FPMB

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Saúde

Hospital de Santa Maria utiliza 253 câmeras para ampliar a segurança de pacientes e profissionais

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Sistema monitora áreas estratégicas da unidade, auxilia na prevenção de ocorrências e agiliza a atuação das equipes de segurança

 

Por Talita Motta
Mais de 71 mil pessoas passaram pela Portaria Central do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) entre janeiro e abril deste ano. O intenso fluxo de pacientes, acompanhantes, visitantes e profissionais exige uma estrutura permanente de monitoramento para reforçar a segurança na unidade.
Desse total, 40.525 acessos foram de acompanhantes, 14.685 de visitantes e 16.433 classificados como trânsito geral, o que representa uma média de quase 600 pessoas por dia passando pelo principal acesso do hospital.
Para atender a essa demanda, a unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), conta com uma estrutura de videomonitoramento formada por 253 câmeras, sendo 20 delas equipadas com recursos de inteligência artificial. Os equipamentos estão instalados em pontos estratégicos e acompanham a movimentação em áreas de circulação e acessos, auxiliando na prevenção de ocorrências e dando suporte às equipes responsáveis pela proteção do patrimônio e das pessoas.
Para ampliar a eficiência desse monitoramento, uma cooperação técnica entre a Superintendência de Operações (Suope) do IgesDF e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) permite o compartilhamento de registros, contribuindo para a análise de situações ocorridas tanto dentro quanto no entorno da unidade.
Na prática, os recursos tecnológicos têm se mostrado importantes aliados das equipes de vigilância patrimonial. De acordo com o chefe do Núcleo de Segurança do HRSM, Antônio Araújo, a ferramenta desempenha papel fundamental na apuração de ocorrências.
“Recebemos com frequência relatos de objetos esquecidos e casos de furtos de celulares. Com o apoio das câmeras, conseguimos rastrear movimentações, verificar o que aconteceu e reunir informações que auxiliam na apuração dos fatos”, explica.
Além do registro de ocorrências, a plataforma utiliza recursos de análise inteligente capazes de identificar movimentações incomuns, invasões de perímetro e aglomerações, ampliando a capacidade de prevenção e de resposta das equipes.
Monitoramento em tempo real
Para o chefe do Núcleo de Monitoramento Remoto (Numor) do IgesDF, Daniel Rabelo, o videomonitoramento vai além da vigilância e se tornou uma ferramenta estratégica para a gestão hospitalar.
“Ter uma visão ampla do que acontece nos diferentes espaços faz a diferença. O acompanhamento em tempo real contribui para que todos se sintam mais seguros durante sua permanência no hospital”, afirma.
A sensação de segurança também é percebida por quem frequenta a unidade. Entre eles está Regina da Silva, que acompanha a mãe, Rosalina da Silva, internada há duas semanas.
“A gente sempre fica atento aos nossos pertences, mas saber que existe uma estrutura acompanhando o ambiente traz mais tranquilidade”, relata.
Todo o processo é coordenado pela Gerência Operacional do IgesDF e segue protocolos rigorosos de sigilo e está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), garantindo que o monitoramento ocorra de forma responsável e alinhada às normas vigentes.

 

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