Epreendedorismo
Projeto Aviva Brasília oferece capacitação e inclusão para mulheres do DF
Divulgação_Freepik
Iniciativa atenderá 300 mulheres no Gama, com cursos voltados para o fortalecimento profissional e a proteção de direitos
Pesquisas recentes mostram que as mulheres no Distrito Federal enfrentam desafios significativos no mercado de trabalho, com barreiras que vão desde a falta de qualificação até a baixa inclusão em setores estratégicos. Entre as que estão em situação de vulnerabilidade, o desemprego é ainda mais grave, refletindo as dificuldades de acesso a oportunidades e apoio profissional. É nesse cenário que o projeto “Aviva Brasília” surge, oferecendo a mulheres do DF — especialmente da região administrativa do Gama — a chance de transformar suas trajetórias profissionais.
Com cursos e treinamentos gratuitos, o programa visa capacitar mulheres desempregadas ou em busca de aprimoramento para aumentar suas chances no mercado. Entre 25 de novembro e 20 de dezembro, de segunda a sexta-feira, o “Aviva Brasília” promoverá qualificação nas áreas de copeira e assistente administrativo, além de preparar as participantes com conteúdos voltados para a construção de currículos, técnicas de entrevista e networking.
O compromisso do projeto com a diversidade e inclusão é notável: das 300 vagas oferecidas, 15 são reservadas para mulheres idosas, lésbicas e transexuais. A iniciativa busca combater desigualdades históricas e facilitar o acesso de mulheres pertencentes a grupos marginalizados, reforçando políticas públicas de proteção e apoio aos direitos humanos das mulheres.
Para atender a um público mais amplo, o projeto espera atrair entre 800 e 1000 inscritas, considerando uma taxa de evasão que poderá chegar a 50%. Dessa forma, será mantida uma lista de espera, garantindo que as vagas oferecidas sejam totalmente preenchidas e maximizando o alcance da capacitação profissional oferecida.
“Os cursos oferecidos pelo projeto ‘Aviva Brasília’ são uma ferramenta essencial para capacitar e empoderar mulheres que enfrentam barreiras de acesso ao mercado de trabalho. Ao proporcionar treinamento de qualidade em áreas estratégicas, como administração e atendimento, buscamos não apenas ampliar as oportunidades de emprego, mas também fortalecer a confiança dessas mulheres, ajudando-as a construir uma trajetória profissional sólida e transformadora,” afirma Roney Arnout, presidente do Instituto Integra Mais Um.
Inscreva-se já!
O Instituto Integra Mais Um, em parceria com a Secretaria da Mulher, é o responsável pela realização do “Aviva Brasília”. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo Sympla (www.sympla.com.br/
Serviço:
Aviva Brasília
Data: 25 de novembro a 20 de dezembro
Inscrições gratuitas: www.sympla.com.br/
Mais informações: instagram.com/avivabrasilia.
Epreendedorismo
Catadoras de materiais recicláveis protagonizam livro que será lançado em Brasília amanhã (20)

A Novelis, líder mundial em laminação e reciclagem de alumínio, mantém, no Brasil, uma operação que conecta a indústria recicladora dos elos iniciais da cadeia de reciclagem, valorizando e reconhecendo a atuação de cooperativas, catadores e catadoras. “As histórias apresentadas mostram que a reciclagem vai muito além do material, ela transforma vidas. Para a Novelis, é um orgulho apoiar uma iniciativa que reconhece as catadoras como agentes essenciais da preservação ambiental e da criação de um presente e futuro mais sustentável. Juntas, ao lado de mais 800 mil pessoas, elas impulsionam a economia circular no país e transformam resíduos em oportunidade, renda e dignidade”, afirma Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis América do Sul.
A escritora Viviane Mansi dá voz às histórias das catadoras brasileiras a partir de uma escuta cuidadosa e de uma escrita sensível, que desconstrói visões simplificadas e estigmatizadas sobre a realidade dessas mulheres, evidenciando que muitas delas foram levadas ao trabalho com resíduos por contextos de vulnerabilidade e encontram nesses espaços fonte de renda, acolhimento e pertencimento. A obra também se expressa na linguagem fotográfica de Magali Moraes, que amplia e aprofunda essas narrativas.
“Muitas vezes, a gente está distante dessa realidade e tem menos empatia simplesmente por não conhecer. O livro tenta fazer essa conexão entre o que se imagina e o que é real, para provocar um olhar mais cuidadoso e empático sobre essas mulheres que, em sua maioria, estão nesse trabalho e, ainda assim, seguem fazendo o melhor que podem com o que têm. É sobre elas e, especialmente, sobre o impacto que a gente gera no mundo e na vida das pessoas ao nosso redor”, afirma a escritora.
“A reciclagem no Brasil tem rosto de mulher. São elas que, no cotidiano invisível, estruturam a base real da sustentabilidade no país, muito antes de qualquer política pública reconhecer”, destaca a CEO da Rede Educare, Kátia Rocha
Sete filhos criados a partir da reciclagem – Uma das histórias do livro é a de Aparecida Ferreira de Maria, de Brasília. Filha de catadores, ao enfrentar a maternidade precoce, aos 18 anos, encontrou na catação uma alternativa viável de renda. Hoje, aos 41 anos, e com sete filhos criados com a reciclagem, atua na defesa da valorização dos catadores. “Aqui a gente conversa muito, cada uma conta a sua história, e eu vejo que são mulheres muito guerreiras. Elas chegam com histórias parecidas, de dificuldade, e encontram acolhimento. É um lugar onde a gente se escuta, se apoia e vai seguindo em frente”, destaca.
Já Dulce Vale, de Goiânia, iniciou na reciclagem aos 40 anos, após perder o emprego como secretária e precisar reorganizar a vida como mãe solo e chefe de família. Atualmente, é presidente da Central e Forte e é uma das principais lideranças do movimento no país. “Quando você é mulher, já existem muitas barreiras para conseguir um trabalho. Aqui na cooperativa, a gente consegue conciliar, conversar, se apoiar. Por isso tem tantas mulheres. Aqui a gente encontra oportunidade e consegue seguir trabalhando, mesmo com as dificuldades do dia a dia”, afirma.
De acordo com o Anuário da Reciclagem 2024, são mais de 3 mil organizações de catadores mapeadas no país, reunindo mais de 70 mil trabalhadores formalizados em cooperativas. Esse número, no entanto, representa apenas uma parcela da categoria estimada pelo MNCR. Cerca de 800 mil pessoas vivem da atividade no Brasil. Juntos, esses trabalhadores são responsáveis por impulsionar a recuperação de materiais e fortalecer a cadeia da reciclagem no país.
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