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Feminicídio no DF: Homem é preso após matar esposa no Gama

Publicado em

Foto: PCDF

O acusado teria disparado uma arma de fogo, atingindo a região do pescoço de sua esposa

Por João Victor Rodrigues

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) efetuou na segunda-feira (3) a prisão de um homem de 38 anos, acusado de feminicídio. A vítima veio a falecer no local, após disparo no pescoço.

Segundo informações da delegacia, o crime foi cometido na noite da última sexta-feira (30), em uma residência localizada no Setor Leste do Gama.

Após receber a notificação do crime, a PCDF iniciou imediatamente as diligências preliminares, conseguindo identificar o autor, esclarecer a motivação do crime e determinar o tipo de arma utilizada no homicídio.

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A equipe da 14ª DP, responsável pelas investigações, representou pelo mandado de prisão preventiva contra o criminoso, que foi localizado e detido na cidade de Luziânia, em Goiás.

Os policiais apreenderam a arma de fogo utilizada no crime, uma pistola do calibre 9 mm, juntamente com 11 munições. O veículo utilizado pelo acusado para fugir também foi apreendido.

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O suspeito encontra-se atualmente detido na carceragem da PCDF, à disposição do Poder Judiciário para os procedimentos legais cabíveis.

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Fonte: Jornal de Brasilia

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Violência em sala de aula é realidade crescente no Brasil, afastando professores

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A violência nas escolas brasileiras segue crescendo, principalmente, contra professores. Há alguns dias, um docente de 53 anos foi agredido pelo pai de uma aluna, no Distrito Federal, após chamar a atenção da jovem por estar usando o celular em sala de aula. Casos dessa natureza aumentam cada vez mais, afastando os profissionais para cuidar da saúde mental.

Uma pesquisa do Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação de Minas Gerais (SindUte) apontou que 94,3% dos profissionais da educação, destacadamente os professores, em algum momento, já sofreram algum tipo de violência.

Na maioria das vezes, as agressões foram de caráter verbal (86,1%), psicológico (73,2%), físico (55,6%) e discriminatório (42,5%), ocorrendo com relativa frequência, já que 54,1% dos participantes afirmaram que as situações se repetem, ao menos uma vez ao mês. Dessa forma, 33,7% dos entrevistados consideram o local de trabalho pouco seguro e 39,4%, inseguro.

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Na ocorrência do Distrito Federal, o pai socou e chutou o professor, caracterizando uma agressão física, sendo contido pela própria filha, que aplicou um golpe de mata-leão para segurá-lo. A agressão foi registrada como lesão corporal, injúria e desacato.

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Para a PHD em neurociências, psicanalista,  psicopedagoga e professora, Ângela Mathylde Soares, é importante recordar, que desde o início do ano, a legislação proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis em ambiente escolar.  As únicas exceções acontecem para fins pedagógicos ou didáticos – com a permissão do professor – ou por questões de acessibilidade e saúde. “O docente só estava agindo conforme a lei”, afirma.

          As situações desse tipo mostram como a realidade é crítica e a precarização da função é cada vez maior, uma vez que os profissionais da educação lidam com jornadas extensas, muito trabalho, baixos salários e ainda estão sujeitos a enfrentarem violências diárias.

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Um estudo do Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Itaú Social, revelou como a desvalorização dos professores vem dos próprios alunos. O levantamento ocorreu em 21 mil escolas, com mais de 2 milhões de estudantes e apenas 40%  deles valorizam o cargo.

Segundo Ângela, o discurso de ódio, facilmente propagado na internet, contribui para ações violentas e o desmerecimento, provocando esgotamento físico e mental, com as síndromes de burnout e pânico, ansiedade e depressão, difíceis de serem contornadas, sem ajuda especializada.

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Todas as ocorrências desencadeiam efeitos incapacitantes e acabam se mostrando óbvios no cotidiano, comprometendo a performance em sala. É essencial entender que a saúde mental não deve ser menosprezada e o tratamento precisa começar rapidamente. O acompanhamento evita o agravamento, sendo que, caso contrário,  leva à aposentadoria precoce e, até mesmo, ao desejo de autoextermínio.

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Gabrielle Silva

Multi Comunicar

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