Politica
Anielle Franco: Brasil é exemplo de ações afirmativas
Ministra Anielle Franco durante participação no CRIACast, neste sábado (16) – Foto: Divulgação / CRIA G20
A ministra participou neste sábado (16) do CRIACast e falou sobre o papel do país nas discussões globais sobre justiça social
Para quem governa, não basta sentar na cadeira. Precisa ter vontade política. Segundo a ministra de Igualdade Racial, não se pode criar políticas públicas sem estar próximo de quem precisa. Anielle Franco participou neste sábado, 16 de novembro, do CRIACast, um bate-papo informal com os participantes do CRIA G20, evento que antecede a cúpula de líderes do G20 e termina hoje no Píer Mauá, no centro do Rio de Janeiro.
Em entrevista ao CRIA G20, a ministra afirma que o Brasil já é um exemplo de ações afirmativas. “Com diálogo com a sociedade, não tem como dar errado.”
CRIA G20: Como você enxerga o papel do Brasil no G20 para garantir que as questões de gênero e raça sejam integradas nas discussões globais sobre justiça social e sustentabilidade?
Anielle Franco: Não é de hoje que o Brasil tem produzido intelectuais que pautam não só a questão de gênero e raça, mas também tudo o que nos assola.
Quando a gente cria o G20 Social, a gente coloca diversas pautas que são transversais. Quando a gente consegue falar sobre a importância de recriar o Ministério da Igualdade Racial, Ministério das Mulheres e Ministério dos Povos Indígenas, é um retrato disso.
A gente tem um papel importante porque as pessoas nos olham como líderes dessa discussão. Um exemplo claro e clássico sobre isso foi quando Angela Davis esteve no Brasil e falou: “Olha, eu não sei por que vocês ficam me olhando como referência enquanto eu olho para vocês”. Olha para a Sueli Carneiro, olha para Lélia Gonzalez. Ela fala isso no evento de mulheres negras.
Então, para mim, que estudo isso há muitos anos e sempre tive uma família letrada em relação às nossas pautas sociais, raciais e de gênero, é fundamental que a gente cada vez mais não só produza, mas que a gente se consolide nesse espaço enquanto liderança global.
CRIA G20: Que estratégias podem ser adotadas pelo G20 para ampliar o acesso à educação e oportunidades para mulheres negras e periféricas, tanto no Brasil quanto em outros países membros?
Anielle Franco: Eu acho que somos um exemplo de ações afirmativas. Estou falando um pouco mais na minha área por ser da igualdade racial. E por ser fruto de cotas raciais no Brasil.
Eu sempre repito isso e agradeço ao presidente Lula, porque eu sou fruto dessa política pública, que é uma das mais reparadoras. Então, eu acho que eu pegaria por aí não só a construção de políticas, de ações afirmativas, mas também esse diálogo com movimentos, com a sociedade civil. Isso não tem como dar errado.
Eu me lembro perfeitamente que em 2022, durante a campanha do presidente, nós fizemos uma ação enorme lá no Complexo do Alemão e entregamos várias cartas de reivindicações. Muitas delas se concretizaram agora.
E veja o Conselhão. O próprio presidente sentar e ouvir essas pessoas, essas lideranças. Para mim é fundamental.
Eu abro parênteses para dizer que faz muita diferença quando você tem alguém nesse espaço, nessas cadeiras, que já passaram por alguma coisa. Então, estar à frente do Ministério da Igualdade Racial e ter sido cria da favela da Maré durante muitos anos me possibilita entender o que as pessoas precisam. Então, acho que é uma junção de coisas, escuta e ação.
CRIA G20: Por último, como conectar as demandas das comunidades vulneráveis brasileiras, especialmente em relação à desigualdade racial com as agendas globais discutidas no G20?
Anielle Franco: Eu diria que, primeiro, estar em campo. Tenho dito e repetido desde dezembro de 2022 que eu não ia fazer política dentro do gabinete.
Então, estar em campo, estar com o povo, estar com a população. Eu acho que isso é fundamental. A gente não tem como criar alguma coisa sem saber o que de fato as pessoas precisam.
Depois, correr atrás para que as coisas se concretizem. Não tem como a gente combater a desigualdade sem ter um olhar mais humanizado, progressista, como a gente tem dentro do governo.
Mas acima de tudo, se empenhar, deixar uma política de Estado e não somente uma política de governo. Acho que o presidente traz esse sentimento na gente, de luta, de coragem, de liberdade, de justiça.
Tem que ter vontade política para estar nesses espaços. Tem que ter valor e caráter também. E tem que, acima de tudo, acreditar que a gente vai poder mudar e deixar um projeto político de país, para as pessoas que mais precisam.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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Politica
Mulheres lideram práticas de sustentabilidade no país e priorizam embalagens recicladas, aponta pesquisa
Crédito: Getty Images
Levantamento da Nexus a pedido do Sindiplast mostra que 25% das mulheres dizem sempre escolher produtos com material reciclado; entre homens, índice é de 19%
As mulheres lideram o consumo consciente no Brasil quando o assunto é escolher produtos com embalagens recicladas. É o que mostra a pesquisa “Hábitos Sustentáveis & Percepções sobre o Plástico”, realizada pela Nexus encomendada pelo Sindiplast (Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo).
Segundo o levantamento, 25% das mulheres afirmam que sempre optam por produtos com material reciclado na hora da compra. Entre os homens, o percentual é menor: 19% dizem adotar essa prática de forma constante.
A pesquisa analisou homens e mulheres separadamente. Em cada grupo, os entrevistados se dividem entre as opções “sempre”, “na maioria das vezes”, “na minoria das vezes” e “nunca”, fechando 100% da amostra de cada gênero.
Mulheres lideram práticas de reciclagem e reaproveitamento de embalagens
A diferença vai além das prateleiras do supermercado. O estudo indica que o público feminino também declara maior frequência na adoção de práticas relacionadas à reciclagem no ambiente doméstico.
- Separação do lixo: 49% das mulheres dizem que sempre separam resíduos para reciclagem, contra 46% dos homens.
- Reaproveitamento de embalagens: 36% afirmam que sempre reutilizam embalagens após o uso. Entre os homens, o índice é de 29%.
O levantamento também classificou os entrevistados em perfis de sustentabilidade. De acordo com os dados, 35% das mulheres estão no grupo considerado mais engajado, adotando práticas sustentáveis com maior frequência.
Já entre os homens, a maioria (58%) afirma reconhecer a importância do tema, mas não realiza ações em prol do meio ambiente com regularidade.
Preocupação com as mudanças climáticas
O estudo identificou diferenças na forma como homens e mulheres percebem os impactos ambientais.
Entre as mulheres, 24% apontam alagamentos e enchentes como a principal preocupação ambiental, quase o dobro do índice registrado entre os homens (13%).
Na avaliação dos responsáveis pelo estudo, a maior atenção a efeitos que impactam diretamente o cotidiano pode ajudar a explicar um comportamento mais ativo do público feminino na escolha de produtos e na gestão de resíduos.
Para Paulo Teixeira, diretor-superintendente do Sindiplast, os dados indicam que as mulheres apresentam maior adesão a práticas sustentáveis. “Elas transformam preocupação em atitude no momento da compra. Não é apenas discurso, mas um comportamento recorrente. Quando a sustentabilidade se torna parte do dia a dia, passa a influenciar diferentes etapas do consumo”, afirma o executivo.
A pesquisa ouviu 2.009 pessoas por telefone, em todas as 27 Unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
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