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Politica

Brasilia comemora o Dia Internacional do Residuo zero com o protagonismo de Emine Erdogan

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Nesta segunda-feira, a Embaixada da Turquia em Brasília sediou a programação oficial do quarto Dia Internacional do Resíduo Zero. O evento reuniu autoridades do corpo diplomático e representantes das Nações Unidas para debater a urgência de repensarmos a forma como produzimos, consumimos e descartamos recursos.

O Protagonismo da Turquia e o Apoio da Primeira-Dama

A Turquia consolidou-se como protagonista global na pauta ambiental, mobilizando a comunidade internacional em prol de um futuro mais sustentável. O marco inicial desse engajamento ocorreu em 2017, com o lançamento do “Projeto Resíduo Zero”, orientado pelo Ministério do Meio Ambiente, Urbanização e Mudança do Clima do país.

O sucesso da iniciativa está fortemente atrelado à liderança e ao engajamento da Primeira-Dama da Turquia, Emine Erdoğan, que demonstrou como ações nacionais podem inspirar mudanças em escala global. Em 2022, um passo decisivo foi dado quando a Primeira-Dama e o Secretário-Geral da ONU assinaram a Declaração Global de Boa Vontade sobre Resíduo Zero.

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Ainda no mesmo ano, liderando uma resolução na Assembleia Geral das Nações Unidas, a Turquia conseguiu mobilizar mais de uma centena de países (105 no total) para adotar oficialmente o dia 30 de março como o Dia Internacional do Resíduo Zero.

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Foco de 2026: “O lixo zero começa no seu prato”

Anualmente, a campanha adota um tema central e, em 2026, as atenções estão voltadas para o desperdício de alimentos, resumido pelo lema “O lixo zero começa no seu prato”. O Embaixador da Turquia no Brasil, Halil Ibrahim Akça, destacou em seu discurso que o desperdício alimentar é um dos desafios mais urgentes e evitáveis da atualidade, caracterizando-o como um grave imperativo moral e socioeconômico em um mundo onde centenas de milhões de pessoas passam fome.

A Coordenadora Residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, apresentou dados alarmantes que ilustram a magnitude do problema:

Globalmente, mais de 1 bilhão de toneladas de comida são descartadas todos os anos.

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O desperdício de alimentos é responsável por cerca de 10% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Aproximadamente 60% desse desperdício ocorre dentro dos lares.

O Brasil figura entre os 10 países que mais desperdiçam alimentos no mundo, perdendo cerca de 30% de tudo o que produz.

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A Economia Circular e os “5 Rs”

Para combater esses índices, o conceito de “lixo zero” desafia a sociedade a ir além da simples gestão do lixo e atuar na raiz do problema. Rucks enfatizou a importância de promover não apenas os quatro “Rs” tradicionais (repensar, reduzir, reutilizar e reciclar), mas também um quinto: recusar. A adoção dessas práticas contribui diretamente para a economia circular, reduz a poluição e protege a biodiversidade.

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Como exemplo prático, a própria Casa da ONU no Brasil tem aplicado esses conceitos em sua operação diária. Através de sua Agenda de Eficiência, a instituição conseguiu desviar 96,56% de seus resíduos de aterros sanitários, reutilizar 45,72% da água e operar com 83,68% de energia solar.

Rumo à COP31

O compromisso da Turquia com a pauta transcende as celebrações de março. O país considera a abordagem de resíduo zero um componente essencial da ação climática global. Refletindo esse compromisso, a inclusão do “lixo zero” já foi definida como uma prioridade temática para a presidência turca na COP31, conferência climática que será realizada em Antália.

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Como concluiu a Representante da ONU, a transição para um mundo sem resíduos não depende exclusivamente de grandes políticas ou tecnologias, mas começa com escolhas cotidianas sobre o consumo, o descarte e a valorização dos recursos disponíveis

 

 

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Créditos:

Por

Fabiana Ceyhan

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Curiosidades

Sessão solene destaca papel da advocacia do DF para a garantia da democracia

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Solenidade reuniu nomes da advocacia do Distrito Federal, que repassaram a história do IADF e homenagearam juristas da Capital Federal

Foto: David Calaça / Agência CLDF

 

IADF tem objetivo de defender o Estado Democrático de Direito e colaborar com o aperfeiçoamento das práticas jurídico-administrativas

A Câmara Legislativa celebrou, nesta terça-feira (4), os 56 anos do Instituto de Advogados do Distrito Federal (IADF). A sessão solene, em plenário, relembrou momentos marcantes da entidade que atua na difusão científica, com o objetivo de defender o Estado Democrático de Direito e colaborar com o Poder Público no aperfeiçoamento das práticas jurídico-administrativas.

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A solenidade foi presidida pelo deputado Thiago Manzoni (PL), que substituiu a deputada Jaqueline Silva (MDB), autora da iniciativa para a realização do evento. Em seu pronunciamento, Manzoni, que é advogado, alertou para a importância da categoria durante o atual momento de “crise institucional que assola o Brasil”. O deputado exaltou a categoria a se posicionar, como em outros momentos históricos. “É necessário que a advocacia se levante tendo em vista os muitos direitos desrespeitados no Brasil, como, por exemplo, a avocação de competência para abertura de inquérito sem prerrogativa de foro”, citou o parlamentar.

Representando a Federação Nacional dos Institutos dos Advogados, Eduardo Lycurgo ressaltou que “sempre que as trevas se impuseram ou ameaçaram a sociedade os advogados ajudam a iluminar o bom caminho”. No IADF, segundo ele, a “categoria trabalha de braços dados na disseminação da cultura jurídica para que a sociedade possa andar pelo caminho da correção”.

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Já o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Braz Siqueira, destacou o trabalho conjunto com o IADF e a importância da advocacia para a democracia. Ele observou que o Instituto surgiu nos anos 70 quando a “efervescência do tempo” exigia mais trabalho científico e mais atuação da categoria. “É uma instituição que, até hoje, trabalha conosco para que a nossa profissão seja ainda mais respeitada”, argumentou o presidente.

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Siqueira afirmou ainda que, com uma advocacia forte e bem representada e com a contribuição científica do Instituto, há a expectativa de tempos melhores. “Que tenhamos em 2026 um processo democrático limpo e verdadeiro, em que a população possa dizer quem são seus representantes, sem fake news, sem intervenção de fora desse país, que seja exemplo e que orgulhe o nosso país”, afirmou.

Durante a solenidade, foi apresentado um vídeo institucional que mostra a trajetória do IADF no fomento do debate jurídico qualificado, pautado pela ética, pela valorização da advocacia e pelo compromisso com a justiça e a cidadania. A instituição também destacou sua contribuição para o aperfeiçoamento das políticas públicas e para o fortalecimento da segurança jurídica no DF.

Trabalho Coletivo 

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A presidente do Instituto de Advogados do Distrito Federal, Jaqueline de Domênico, agradeceu a participação ativa de cada um daqueles que dedicaram seu tempo e para que o órgão de se consolidasse como uma das mais respeitadas instituições jurídicas do DF. “Nossos agradecimentos a todos que, em diferentes gerações, contribuíram para fortalecer uma instituição que permanece fiel a seus princípios desde 1970. Celebrar os 56 anos do IADF é honrar aqueles que construíram a nossa história, valorizar quem a mantém viva e renovar o compromisso de fortalecer o IADF para as próximas gerações”, pontuou Jaqueline.

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Também participaram da solenidade a ministra convocada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nilsoni de Freitas e o orador oficial da IADF, Pedro Gordilho.  Ao final do evento receberam homenagens os membros da mesa da sessão solene, os integrantes da diretoria executiva e demais advogados que participaram da história da instituição.

Presidente honorário do IADF, Francisco Lacerda Neto falou em nome dos homenageados. Entre lembranças, citou advogados de renome no DF, como Sepúlveda Pertence, Sigmaringa Seixas e Maurício Correa. Lacerda Neto recordou que o Instituto começou com 57 fundadores de diversas cidades brasileiras. “Uma das brincadeiras da época é que ninguém acha que o advogado seja santo, mas todo mundo espera que faça milagres”, brincou.

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Por sua vez, o orador-adjunto da IADF, José Perdiz, ressaltou que a solenidade tem um significado muito especial, uma vez que a CLDF é fruto da luta por autonomia política do Distrito Federal, que contou com participação ativa dos advogados. “Há uma correlação absoluta, já que IADF contribuiu juridicamente para os debates que culminaram na assembleia nacional constituinte. Os estudos forneceram, naquele momento nacional de muita relevância, pensamento crítico, reflexão jurídica e compromisso institucional com a construção de uma nova ordem constitucional que se fazia necessária”, observou Perdiz.

Bruno Sodré – Agência CLDF

 

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