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Damares Alves e Cristiane Britto destacam importância do Pacote Antifeminicídio e da educação como pilares de proteção das mulheres

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Mulheres Republicanas reuniu autoridades para debater estratégias de combate ao feminicídio, em seminário na Câmara Federal; Brasil registrou 1.470 casos em 2025

Encerrando o mês dedicado às mulheres, o Movimento Mulheres Republicanas Nacional realizou, nesta terça-feira (31), na Câmara dos Deputados, o seminário “Mulheres Republicanas contra o Feminicídio: Justiça, Proteção e Prevenção”. O evento reuniu autoridades, especialistas, representantes da segurança pública, do Judiciário e da sociedade civil para discutir estratégias concretas de enfrentamento à violência contra a mulher, com destaque para a participação da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e de Cristiane Britto, secretária-geral executiva do Movimento e ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, do governo Bolsonaro, Cristiane Britto.

A iniciativa teve como eixo central o debate sobre políticas públicas eficazes, avanços legislativos e a integração entre os Poderes no combate ao feminicídio no Brasil, um dos mais graves desafios sociais da atualidade. O encontro ocorreu em meio a um cenário alarmante: em 2025, o país registrou 1.470 casos de feminicídio, o maior número já contabilizado, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Isso representa uma média de quatro mulheres assassinadas por dia e um aumento de 316% na última década, desde a tipificação do crime.

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Pacote Antifeminicídio em destaque

Um dos principais destaques do seminário foi a discussão sobre o Pacote Antifeminicídio, resultado do Projeto de Lei nº 4.266/2023, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT). A senadora Damares Alves ressaltou a importância da aprovação recente da medida.

“O Pacote Antifeminicídio representa um marco fundamental na proteção das mulheres brasileiras. Essa legislação não é apenas um avanço jurídico, mas um compromisso concreto do Estado em reconhecer a gravidade do feminicídio e agir com determinação. Precisamos de leis robustas que não apenas punam os agressores, mas que também fortaleçam os mecanismos de prevenção e proteção. A aprovação deste pacote é resultado de uma luta coletiva de mulheres que entendem que a segurança e a dignidade feminina não são negociáveis”, afirmou Damares Alves.

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Educação e proteção como pilares

Cristiane Britto, secretária-geral executiva do Movimento e ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, enfatizou a importância da educação como ferramenta de prevenção.

“A proteção da mulher passa, necessariamente, pela educação. Precisamos investir em políticas educacionais que desconstruam a cultura de violência e machismo desde as escolas. Quando educamos meninos e meninas para o respeito mútuo, para a igualdade de gênero e para a valorização da vida, estamos plantando sementes de uma sociedade mais justa. O feminicídio não é um destino inevitável – é resultado de uma cultura que precisa ser transformada. As escolas são espaços privilegiados para essa mudança, onde podemos ensinar que a violência nunca é aceitável e que todas as mulheres merecem viver com segurança e dignidade”, destacou Cristiane Britto.

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Mobilização institucional

A secretária nacional do Mulheres Republicanas, Liziane Bayer, destacou a importância de encerrar o mês de março com um tema que exige atenção contínua.

“Para nós, enquanto mulheres, este mês se encerra com uma pauta que precisa ser dialogada. Não gostaríamos que fosse um tema em evidência, mas é uma realidade que precisa ser enfrentada com seriedade, com leis, prevenção e cuidado com as mulheres”, disse.

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A coordenadora Regional Sul do Mulheres Republicanas, deputada federal Franciane Bayer (Republicanos-RS), reforçou a urgência de medidas concretas e apresentou dados alarmantes do Rio Grande do Sul.

“Nós queremos que nenhuma mulher viva com medo. Só em 2026, já são 23 mulheres assassinadas no nosso estado. Precisamos mudar esse cenário com leis, projetos e ações efetivas. O lar, que deveria ser o lugar mais seguro, muitas vezes tem sido palco de violência e morte”.

Estrutura do seminário

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O seminário foi estruturado em dois painéis principais: o primeiro, voltado às estratégias nacionais e avanços legislativos, incluindo o debate sobre o pacote antifeminicídio; e o segundo, focado na atuação da Justiça e da segurança pública no enfrentamento à violência contra as mulheres. Ambos contaram com a participação de especialistas como o juiz Ben-Hur Viza, referência no enfrentamento à violência doméstica; o jornalista investigativo Klester Cavalcanti; a especialista em segurança pública Patricia Zaponi; e a coronel Renata Braz, com atuação em políticas de proteção às mulheres.

Além das discussões técnicas, o evento reforçou o papel do Movimento como espaço de articulação política e promoção da participação feminina, buscando transformar o debate em ações concretas.

Participantes

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Também estiveram presentes: a senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR); a secretária do Movimento e vice-presidente do partido no DF, Tânia Teixeira; a chefe de gabinete do Republicanos na Câmara, Tiana Maria; e a Secretária de Estado da Mulher do Distrito Federal, Giselle Ferreira.

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Aluna da rede pública do DF celebra título internacional de capoeira

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Karine Rodrigues Macedo, de 16 anos, é estudante do Centro de Ensino Médio 417 e treina no Centro de Ensino Fundamental 316 de Santa Maria

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) comemora mais uma conquista da rede pública de ensino. A estudante Karine Rodrigues Macedo, de 16 anos, aluna Centro de Ensino Médio 417 e treina no Centro de Ensino Fundamental 316 de Santa Maria, conquistou, no último fim de semana, o título do Campeonato Volta ao Mundo Bambas (VMB 11), considerado o maior torneio internacional de capoeira do mundo, realizado em Brasília.

Conhecida nas rodas como Tigresa, a estudante venceu a categoria destinada a atletas de 16 e 17 anos após superar uma adversária de São Paulo na grande final. A trajetória até o título foi marcada por persistência e evolução dentro das competições. Antes da conquista inédita, Karine acumulou participações com eliminações nas quartas de final, semifinal e um vice-campeonato na edição anterior.

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O resultado também evidencia o trabalho desenvolvido por servidores da rede pública de ensino do Distrito Federal. Responsável pela formação da atleta, o professor de educação física João Paulo Araújo Barbosa, servidor da SEEDF desde 2014, acompanha Karine no projeto de capoeira desde 2017, iniciativa realizada no contraturno escolar no CEF 316 de Santa Maria.

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“A Karine está comigo no projeto desde 2017. Hoje, com 16 anos, ela se tornou referência para muitos jovens de Santa Maria, do DF e do Entorno. Foi um processo construído com dedicação, amadurecimento e muito treino”, destaca o professor.

Para a estudante, a capoeira representa mais do que resultados esportivos. “Gosto das medalhas, claro, mas gosto mais da adrenalina de competir e de poder conquistar meu espaço. A capoeira traz benefícios para a saúde e para a mente”, afirma Karine.

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Além do título internacional conquistado neste ano, a estudante também acumula outros resultados expressivos na modalidade. Em 2025, venceu a Copa Brasil de Capoeira. Em 2024, foi vice-campeã da mesma competição e conquistou o primeiro lugar nos Jogos Internacionais de Capoeira Axé Dendê, realizados em Paracatu (MG).

Atualmente no 2º ano do ensino médio da rede pública do DF, Karine já projeta o futuro ligado ao esporte. “Quero fazer uma faculdade que consiga agregar no meu esporte, talvez educação física ou fisioterapia, e continuar praticando capoeira”, completa.

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A conquista reforça o papel da rede pública de ensino do Distrito Federal no incentivo ao esporte, à formação cidadã e ao desenvolvimento de talentos dentro e fora das salas de aula.

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CRÉDITOS:

Foto: Jotta Casttro/SEEDF

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*Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

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