Uma tarde marcada por emoção, descobertas e encantamento. Assim foi a visita de mais de 50 participantes do programa Viver 60+, coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), ao Cine Brasília. O grupo do polo de Samambaia Sul, localizado na UBS 5, participou de uma sessão especial do filme O Diabo Veste Prada 2, um dos lançamentos mais aguardados do ano.
Para muitos dos idosos, a experiência foi histórica. Aquela era a primeira vez em uma sala de cinema — e logo em um dos patrimônios culturais mais emblemáticos da capital federal. Projetado por Oscar Niemeyer, o Cine Brasília foi inaugurado em 22 de abril de 1960, um dia após a entrega oficial de Brasília, e se tornou referência nacional pela arquitetura modernista e importância cultural.
Localizado na Entrequadra Sul 106/107, próximo ao Eixo Rodoviário Sul, o espaço impressionou os participantes desde a chegada. A grandiosidade da sala, a dimensão da tela e a experiência coletiva despertaram emoção e encantamento no grupo.
A aposentada Cleonice Vieira, 73 anos, viveu um momento ainda mais especial ao compartilhar a experiência com a neta Emily Silva, 13 anos. As duas conheceram uma sala de cinema pela primeira vez durante o passeio promovido pelo programa. “Esse programa é maravilhoso. Estou encantada com tudo, com a telona, com esse passeio e com essa turma maravilhosa. Quero viver isso de novo, mais e mais vezes”, contou Cleonice, emocionada ao fim da sessão.
Emily também celebrou a oportunidade ao lado da avó. “Estou muito feliz. Não conhecia um cinema e realizei um sonho. Adorei o filme e, principalmente, esse passeio com a minha avó”, afirmou.
O secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana, destacou que ações como essa vão além do lazer e fortalecem a inclusão social e o envelhecimento ativo da população idosa do DF. “Ver a emoção dessas pessoas vivendo algo inédito mostra a importância de políticas públicas que valorizem a convivência, a cultura e o bem-estar. O Viver 60+ transforma vidas justamente por proporcionar novas experiências, acolhimento e qualidade de vida”, ressaltou.
Memórias, emoção e pertencimento
Outra participante emocionada foi Maria das Graças Almeida, 69. Ela contou que acompanhou a construção do Cine Brasília ainda na juventude, quando trabalhava como babá em um prédio vizinho ao cinema, mas nunca havia conseguido entrar no local. “Você acredita que eu nunca tinha entrado aqui? Quando eu era nova, ficava imaginando todos os dias como seria aqui dentro. Estou emocionada de verdade. Já tinha até perdido a esperança de conhecer esse lugar, e, graças ao Viver 60+, estou vivendo esse sentimento único”, relatou. Para ela, o programa tem sido fundamental para melhorar a saúde emocional e fortalecer os vínculos sociais dos participantes. “O Viver 60+ ajuda a gente a sair da tristeza, da depressão e até dos remédios. Aqui fazemos amizades e voltamos a viver”, completou.
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