Politica
Credenciamento e Coletiva de Imprensa: 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário
Evento ocorre entre os dias 24 a 27 de março, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), realizará, entre os dias 24 a 27 de março, a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, em Brasília/DF. O evento ocorrerá no Centro de Convenções Ulysses Guimarães e tem como objetivo construir um documento final com propostas que vão nortear a atuação do governo para os povos do campo, das águas e das florestas.
A 3ª CNDRSS teve participação de mais de 40 mil pessoas nas etapas preparatórias e a realização de mais de 500 conferências nos estados, territórios e municípios. O processo resultou em cerca de 1.000 propostas de políticas públicas. A Etapa Digital registrou 130 mil acessos, 8 mil votos, elegeu 20 delegadas e delegados nacionais com 300 propostas. A Etapa Nacional vai reunir 2 mil pessoas em Brasília.
Às 12h do dia 24.03, na Sala 1, Ala Norte, Térreo (ao lado do Auditório Master), haverá Coletiva de Imprensa com a alta gestão do MDA e representantes da sociedade civil.
CREDENCIAMENTO: Os profissionais de imprensa que desejarem fazer a cobertura do evento, devem se inscrever por meio do link oficial, selecionar a opção categoria e, em seguida, Imprensa.
Acesse aqui a programação completa da Conferência.
Politica
Mulheres são contenção à extrema direita, mas barreiras ainda afastam parcela de baixa renda
As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro e podem ser decisivas no segundo turno das eleições presidenciais. O aumento da participação política de mulheres também fica evidente no poder Legislativo, com figuras de diferentes espectros políticos garantindo votações expressivas, como a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).
Ainda assim, segundo pesquisa do Projeto Brief, milhões ainda estão distantes da política, principalmente entre as mulheres de menor renda, não por considerarem que são incapazes de votar, mas por acharem que seus posicionamentos e votos não farão diferença substancial.
A cientista política Carolina Altalher, diretora executiva do Update, explica que, nas justificativas dessas mulheres, estão a descrença na mudança, custos para participar da política e uma certa frustração com o cenário atual. “Antes da gente falar de um desinteresse, a gente precisa entender quais são as barreiras que elas enfrentam e por que elas não estão enxergando resultados nessa participação”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
Altalher avalia que campanhas que desencorajam o voto feminino e, mais que isso, questionam a capacidade das mulheres de fazer política, muito comuns nos círculos conservadores, acabam beneficiando a extrema direita. “A gente sabe que as mulheres são a contenção da extrema direita em todo o mundo e, por conta disso, acaba viralizando esse tipo de comportamento e de ideia, principalmente no Brasil, onde as mulheres são 52,8% da população. Em diferentes partes do mundo, [existe] esse tipo de estratégia para chamar atenção e para fazer algum tipo de cortina de fumaça em relação a esse voto, que é tão precioso para que a gente não tenha um avanço da extrema direita”, pondera.
Sobre alguns fenômenos nas urnas de candidaturas femininas que se elegeram com discursos violentos e até de retrocesso dos direitos das mulheres, a cientista política observa que a eleitora “não necessariamente concorda com tudo aquilo que diz a candidata”, mas faz sua escolha, muitas vezes, orientada por rejeição. “Há uma combinação entre identificação com valores, rejeição aos próprios adversários e também o reconhecimento dessa liderança, dessas falas que provocam rejeição em alguns públicos, mas para outros podem ser identificadas como algum tipo de firmeza”, avalia.
Para Carolina Altalher, só será possível compreender essas contradições se despindo de conceitos pré-estabelecidos. “Reconhecer a legitimidade da eleição também permite a gente criticar essas posições e cobrar responsabilidade por esse mandato”, pontua.
FONTE:
brasildefato
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