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Lideranças discutem decisões mais justas e seguras no cuidado em saúde

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Evento aborda como análise de processos e responsabilidade compartilhada contribuem para a segurança do paciente e a qualidade no atendimento

 

Em um ambiente onde o cuidado exige mais do que técnica, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) propõe um momento de reflexão sobre responsabilidade, erro e justiça. Com esse foco, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) reuniu lideranças, nesta quinta-feira (19), para a palestra “Cultura Justa ou Injusta”, realizada no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (FEPECS).
A proposta do encontro foi discutir a chamada cultura justa, abordagem que incentiva a análise das situações de forma mais ampla, considerando não apenas o erro em si, mas também os fatores que contribuem para que ele aconteça. O objetivo é promover decisões mais equilibradas, que fortaleçam o aprendizado institucional e a segurança do cuidado.
A iniciativa, organizada pela Superintendência de Qualidade e Melhoria Contínua de Processos (SUMEC), convidou os participantes a revisitar práticas do dia a dia da saúde, com foco na melhoria contínua do atendimento, o encontro ampliou o debate ao considerar também os processos, o ambiente e as condições de trabalho envolvidos nas situações analisadas.
O superintendente de Qualidade e Melhoria de Processos, Clayton Sousa, destaca que a cultura justa propõe uma análise mais completa das situações. “A partir dessa análise, é possível tomar decisões mais equilibradas e justas. Historicamente, muitas instituições de saúde trataram essas situações de forma punitiva e desigual, sem uma metodologia clara para avaliar responsabilidades”, pontua.
Segundo Clayton, a falta de critérios bem definidos ao longo do tempo contribuiu para práticas de punição automática ou, em alguns casos, de omissão diante de falhas. Nesse cenário, a cultura justa se apresenta como uma forma de diferenciar problemas relacionados ao sistema de situações que envolvem comportamentos imprudentes ou negligentes.
Gestores mais preparados para os desafios
Para o gerente da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vicente Pires, Jackson Alves, discutir o tema é essencial para qualificar a atuação das lideranças. “Falar sobre cultura justa em ambientes de saúde, onde as decisões impactam diretamente a vida das pessoas, é fundamental. Nós entendemos que não se deve sair punindo por falhas que acontecem, mas sim buscar as causas, identificar problemas e, a partir disso, tomar decisões mais conscientes e extrair lições aprendidas para o dia a dia da gestão”, avalia.
No IgesDF, esse processo conta com processos e orientações definidos para avaliação de eventos adversos, com comissões responsáveis por analisar os casos e orientar as decisões institucionais. Esse modelo contribui para tornar as análises mais transparentes, consistentes e alinhadas às boas práticas de gestão da qualidade.
Nesse contexto, a gerente de Inovação em Saúde da DIEP, Paloma de Medeiros, reforça a importância do envolvimento institucional em iniciativas como essa. “A participação da DIEP apoiando a disseminação de temas tão relevantes reafirma o nosso compromisso em incentivar ações colaborativas que contribuam para o desenvolvimento profissional, científico e humano. Parcerias como essa ampliam horizontes, promovem a troca de conhecimentos e fortalecem iniciativas voltadas à inovação, ao ensino e à pesquisa, gerando impacto real na sociedade”, destaca.
Para Clayton Sousa, capacitar lideranças é essencial para consolidar essa mudança de cultura na instituição. “Os gestores precisam compreender essa perspectiva para que possamos evoluir sempre para um ambiente que valorize o aprendizado, a melhoria dos processos e a segurança do paciente”, afirma.
Comitê contribui para decisões mais equilibradas
Criado há cerca de um ano e meio, o Comitê de Cultura Justa do IgesDF tem papel estratégico na consolidação dessa abordagem. O grupo reúne representantes de áreas como qualidade, recursos humanos, compliance, controladoria e corregedoria, atuando de forma integrada na análise de casos registrados nas unidades.
A atuação do comitê contribui para decisões mais equilibradas e transparentes, baseadas em critérios técnicos. “A iniciativa fortalece a governança institucional e assegura que as decisões sejam tomadas com base em critérios claros, transparentes e alinhados às boas práticas de gestão. A segurança do paciente é uma dimensão do caráter institucional”, finaliza o superintendente.
Créditos: 
Por: Ivan Trindade
Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF
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Curiosidades

Sessão solene destaca papel da advocacia do DF para a garantia da democracia

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Solenidade reuniu nomes da advocacia do Distrito Federal, que repassaram a história do IADF e homenagearam juristas da Capital Federal

Foto: David Calaça / Agência CLDF

 

IADF tem objetivo de defender o Estado Democrático de Direito e colaborar com o aperfeiçoamento das práticas jurídico-administrativas

A Câmara Legislativa celebrou, nesta terça-feira (4), os 56 anos do Instituto de Advogados do Distrito Federal (IADF). A sessão solene, em plenário, relembrou momentos marcantes da entidade que atua na difusão científica, com o objetivo de defender o Estado Democrático de Direito e colaborar com o Poder Público no aperfeiçoamento das práticas jurídico-administrativas.

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A solenidade foi presidida pelo deputado Thiago Manzoni (PL), que substituiu a deputada Jaqueline Silva (MDB), autora da iniciativa para a realização do evento. Em seu pronunciamento, Manzoni, que é advogado, alertou para a importância da categoria durante o atual momento de “crise institucional que assola o Brasil”. O deputado exaltou a categoria a se posicionar, como em outros momentos históricos. “É necessário que a advocacia se levante tendo em vista os muitos direitos desrespeitados no Brasil, como, por exemplo, a avocação de competência para abertura de inquérito sem prerrogativa de foro”, citou o parlamentar.

Representando a Federação Nacional dos Institutos dos Advogados, Eduardo Lycurgo ressaltou que “sempre que as trevas se impuseram ou ameaçaram a sociedade os advogados ajudam a iluminar o bom caminho”. No IADF, segundo ele, a “categoria trabalha de braços dados na disseminação da cultura jurídica para que a sociedade possa andar pelo caminho da correção”.

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Já o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Braz Siqueira, destacou o trabalho conjunto com o IADF e a importância da advocacia para a democracia. Ele observou que o Instituto surgiu nos anos 70 quando a “efervescência do tempo” exigia mais trabalho científico e mais atuação da categoria. “É uma instituição que, até hoje, trabalha conosco para que a nossa profissão seja ainda mais respeitada”, argumentou o presidente.

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Siqueira afirmou ainda que, com uma advocacia forte e bem representada e com a contribuição científica do Instituto, há a expectativa de tempos melhores. “Que tenhamos em 2026 um processo democrático limpo e verdadeiro, em que a população possa dizer quem são seus representantes, sem fake news, sem intervenção de fora desse país, que seja exemplo e que orgulhe o nosso país”, afirmou.

Durante a solenidade, foi apresentado um vídeo institucional que mostra a trajetória do IADF no fomento do debate jurídico qualificado, pautado pela ética, pela valorização da advocacia e pelo compromisso com a justiça e a cidadania. A instituição também destacou sua contribuição para o aperfeiçoamento das políticas públicas e para o fortalecimento da segurança jurídica no DF.

Trabalho Coletivo 

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A presidente do Instituto de Advogados do Distrito Federal, Jaqueline de Domênico, agradeceu a participação ativa de cada um daqueles que dedicaram seu tempo e para que o órgão de se consolidasse como uma das mais respeitadas instituições jurídicas do DF. “Nossos agradecimentos a todos que, em diferentes gerações, contribuíram para fortalecer uma instituição que permanece fiel a seus princípios desde 1970. Celebrar os 56 anos do IADF é honrar aqueles que construíram a nossa história, valorizar quem a mantém viva e renovar o compromisso de fortalecer o IADF para as próximas gerações”, pontuou Jaqueline.

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Também participaram da solenidade a ministra convocada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nilsoni de Freitas e o orador oficial da IADF, Pedro Gordilho.  Ao final do evento receberam homenagens os membros da mesa da sessão solene, os integrantes da diretoria executiva e demais advogados que participaram da história da instituição.

Presidente honorário do IADF, Francisco Lacerda Neto falou em nome dos homenageados. Entre lembranças, citou advogados de renome no DF, como Sepúlveda Pertence, Sigmaringa Seixas e Maurício Correa. Lacerda Neto recordou que o Instituto começou com 57 fundadores de diversas cidades brasileiras. “Uma das brincadeiras da época é que ninguém acha que o advogado seja santo, mas todo mundo espera que faça milagres”, brincou.

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Por sua vez, o orador-adjunto da IADF, José Perdiz, ressaltou que a solenidade tem um significado muito especial, uma vez que a CLDF é fruto da luta por autonomia política do Distrito Federal, que contou com participação ativa dos advogados. “Há uma correlação absoluta, já que IADF contribuiu juridicamente para os debates que culminaram na assembleia nacional constituinte. Os estudos forneceram, naquele momento nacional de muita relevância, pensamento crítico, reflexão jurídica e compromisso institucional com a construção de uma nova ordem constitucional que se fazia necessária”, observou Perdiz.

Bruno Sodré – Agência CLDF

 

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