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“Parem de nos matar porque nós não vamos morrer”, afirma Cármen Lúcia em debate sobre violência de gênero

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Autoridades do Judiciário, Ministério Público e PF discutiram os impactos da sub-representação feminina e os desafios institucionais no Brasil

 

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, fez discurso firme sobre violência de gênero e participação feminina na política durante evento em celebração ao Dia Internacional das Mulheres, realizado nesta quarta-feira (18) pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB) em parceria com as Embaixadas do Canadá e da Noruega. Ao abordar o aumento dos casos de violência, Cármen Lúcia classificou o cenário como alarmante e afirmou: “Parem de nos matar porque nós não vamos morrer”.

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Segundo a ministra, o Brasil vive uma “epidemia” de assassinatos de mulheres, realidade que também se reflete na política, com o aumento de ataques e intimidações contra candidatas e lideranças femininas. Para ela, a desigualdade de gênero tem raízes históricas e foi estruturada para limitar a presença feminina nos espaços de poder. “A sociedade foi organizada para que os homens participassem da política e as mulheres ficassem restritas a outros espaços”, disse.

Cármen Lúcia criticou o padrão de ataques direcionados às mulheres no debate público, sobretudo em períodos eleitorais, com abordagens mais agressivas e de caráter pessoal. Segundo ela, esse ambiente hostil contribui para afastar mulheres da vida política. Apesar dos avanços legais, segundo a ministra, a realidade ainda é desigual: “A igualdade está na Constituição, mas não está na vida”. Por fim, ela defendeu o enfrentamento à violência de gênero como condição para o funcionamento pleno da democracia. “Uma democracia que deixa de fora mais de 50% da população não é completa”, concluiu.

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Cooperação internacional em prol das mulheres
Na abertura do evento, o ministro-conselheiro da Embaixada do Canadá, Simon Cridland, destacou que a sub-representação feminina é um problema global e que a paridade nos cargos de poder ainda está distante, podendo levar mais de um século para ser alcançada no ritmo atual. “Quando as mulheres são excluídas da esfera pública, a sociedade perde perspectivas essenciais para políticas mais justas e eficazes”, afirmou.

O embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, ressaltou a importância da cooperação internacional no enfrentamento da violência política de gênero e defendeu a ampliação da participação de grupos historicamente excluídos. “É fundamental garantir que todas as pessoas, especialmente mulheres, jovens e pessoas LGBTQI+, participem da vida pública com segurança e em igualdade de condições”, disse.

O reitor do CEUB, Pio Pacelli Moreira Lopes, destacou o papel da universidade como um espaço aberto, plural e essencial para a promoção da participação feminina em todas as esferas e poderes. “À educação superior cabe um papel decisivo nesse processo, como espaço de produção de conhecimento, de formação crítica e de compromisso com o fortalecimento das instituições democráticas”, afirmou o reitor.

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Instituições no enfrentamento à violência política
O evento reuniu instituições públicas para debater estratégias de enfrentamento à violência política de gênero. O delegado da Polícia Federal Henrique Oliveira Santos abordou os desafios na investigação de crimes no ambiente digital e a necessidade de aprimorar mecanismos de identificação e responsabilização. Já a procuradora Raquel Branquinho, do Ministério Público, enfatizou a atuação integrada com respostas mais ágeis do sistema de Justiça. Também foram abordadas a produção de dados e a criação de ambientes mais seguros para ampliar a presença feminina nos espaços de decisão.

 

 

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Créditos: 

Por: Marina Gadelha

Fotos: Divulgação CEUB

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Fernanda Machiaveli aborda políticas de crédito rural e reforma agrária no “Bom Dia, Ministra”

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No programa desta quarta-feira (15/4), titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar destaca ações de expansão de linhas de crédito voltadas à inclusão produtiva, políticas para mulheres rurais e ações de acesso à terra

 

A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, é a convidada do programa “Bom Dia, Ministra” desta quarta-feira, 15 de abril. Durante a entrevista com rádios e portais de notícias de todo o país, a partir das 8h, ela abordará a ampliação do crédito rural da agricultura familiar, com destaque para iniciativas como o Plano Safra da Agricultura Familiar e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

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A ministra também vai detalhar ações voltadas à destinação de terras e ao reconhecimento de territórios tradicionais, incluindo o avanço na assinatura de decretos para consolidação e regularização dos territórios quilombolas. A pasta instituiu ainda a Câmara Técnica de Destinação para deliberar sobre o uso de terras públicas federais, com foco na reforma agrária e na conservação.

CRÉDITO RURAL — Entre os resultados que serão apresentados pela ministra, destaca-se a comparação entre a safra passada e a atual. As linhas de crédito voltadas à inclusão produtiva e à transição agroecológica, por meio do Pronaf A e A/C, destinado a famílias assentadas da reforma agrária, registraram crescimento no número de operações, resultando em mais contratos e alcançando maior volume financiado em comparação a safras anteriores.

Também houve crescimento no Pronaf B, voltado a agricultores familiares de menor renda, com ampliação do número de contratos e maior volume financiado. Medidas como a elevação do limite de enquadramento de renda bruta anual familiar, conectada ao salto no valor de financiamento e ao prazo de pagamento estendido, são parte de outros assuntos do “Bom Dia, Ministra” desta quarta-feira.

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Outro destaque previsto para a participação da ministra Fernanda Machiaveli é o financiamento de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas, com aumento no número de contratos. Houve ainda incentivo à produção de alimentos básicos, como arroz, feijão e mandioca, com juros reduzidos, além de apoio à aquisição de tratores e outros equipamentos.

MULHERES RURAIS — A ministra também vai comentar sobre políticas do MDA que exemplificam o esforço em ampliar o protagonismo econômico, produtivo e financeiro das mulheres no campo. Entre as medidas há destaque para o programa Da Terra à Mesa, que destinou recursos para projetos de transição agroecológica e que celebrou maior participação feminina, parte da meta de alcançar e beneficiar mais mulheres e reconhecer o protagonismo delas na preservação e no manejo sustentável.

Mais uma ação neste sentido é o lançamento de edital de chamamento público exclusivamente para fortalecer organizações produtivas e econômicas — associações e cooperativas — de mulheres rurais. Os projetos selecionados consideram como prioridade assentadas da reforma agrária, quilombolas, indígenas e jovens rurais.

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Houve ainda a criação e melhoria de linhas exclusivas, como o aumento do limite do Pronaf B Mulher e melhores condições no “Fomento Mulher”. O MDA também estabeleceu que a cota afirmativa de que 50% do público atendido nas chamadas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) deve ser composta por mulheres, além da retomada dos Mutirões de Documentação da Trabalhadora Rural.

REFORMA AGRÁRIA E QUILOMBOS — Outro tema no rol de assuntos comentados no programa será a retomada da destinação de terras e o reconhecimento de territórios tradicionais. O Brasil já registrou avanço histórico com a assinatura de decretos para consolidação e regularização de territórios quilombolas em todo o país. Também foi instituída a Câmara Técnica de Destinação para discussões sobre o uso de terras públicas federais, focando na reforma agrária e conservação.

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Paralelamente, também foi desenvolvida a plataforma Terras do Brasil para transparência fundiária e estruturado o Comitê Gestor do Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), selecionando organizações quilombolas para participarem ativamente da formulação das políticas públicas.

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AO VIVO — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O programa, transmitido ao vivo a partir das 8h em formato de entrevista coletiva, pode ser acompanhado pela TV (aberta ou via satélite) e pela internet, no YouTube, Facebook, TikTok e Instagram do @CanalGov. Para as rádios, o sinal de transmissão é oferecido pela Rádio Gov, no mesmo canal de “A Voz do Brasil”.

PARTICIPE — Emissoras e jornalistas de todo o país interessados em participar do “Bom Dia, Ministra” podem encaminhar mensagens para o telefone (61) 99222-1282 (WhatsApp) e informar o nome da emissora, do veículo, do município e estado de origem, para serem incluídos na lista de veículos interessados em participar do programa.

 

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CRÉDITOS:

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Foto: Divulgação / Presidência da República

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