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Governo de Goiás investe em tecnologia para auxiliar profissionais de saúde

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Secretaria de Estado da Saúde renova contrato com ferramenta tecnológica e amplia utilização para mais quatro unidades de saúde

O Governo de Goiás renovou por mais cinco anos o contrato com a ferramenta UpToDate, uma solução eletrônica que integra saúde baseada em evidências ao dia a dia dos profissionais de saúde nas unidades hospitalares estaduais. Além da renovação, a utilização do aplicativo foi ampliada para mais quatro unidades de saúde: Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), Hospital Estadual de Anápolis (Heana) e Complexo de Referência Estadual em Saúde Mental Prof. Jamil Issy (Cresm).

Desde janeiro de 2021, a ferramenta tem sido utilizada em sete hospitais estaduais: Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (HUGO), Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER), Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage Siqueira (HUGOL), Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG), Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (HEAPA) e Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento (HEMU).

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“A adesão ao uso do UpToDate foi crescente. No primeiro ano de contrato, 46 mil tópicos foram consultados por profissionais de saúde do Governo de Goiás. No ano de 2022 foram registrados 60 mil consultas ao aplicativo. Em 2023, este número saltou para 83 mil”, explica o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos. “É uma ferramenta de tomada de decisão à beira do leito que auxilia os profissionais da área da saúde na tomada de decisões clínicas. O aplicativo é muito utilizado principalmente entre nossos residentes” explica Letícia Pereira, gerente de Desenvolvimento de Ensino em Saúde da Superintendência da Escola de Saúde de Goiás.

Treinamento
O UpToDate é uma solução eletrônica que proporciona acesso a conteúdos atualizados, respondendo dúvidas clínicas, aumentando o conhecimento dos profissionais e melhorando o cuidado ao paciente. Com um rigoroso processo editorial, autores médicos mundialmente renomados atualizam diariamente as informações. Segundo dados oficiais, são gerados mais de mil tópicos por minuto. A plataforma é utilizada por mais de 2 milhões de usuários em todo o mundo e por mais de 38,5 mil instituições em 191 países.

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Para facilitar o uso da ferramenta, a equipe do UpToDate realizará dois dias de treinamento para os usuários do aplicativo. O primeiro será no dia 28 de maio, às 9h, no auditório da Superintendência da Escola de Saúde de Goiás (SES-GO). O especialista Mário Rosa, responsável pelos treinamentos do UpToDate em toda a América Latina, conduzirá este workshop presencialmente. Já a versão remota do treinamento – que será realizada online e ao vivo – acontecerá no dia 13 de junho, das 15h às 16h30, pelo link https://abre.ai/jKel.

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Fotos: Ascom Hugol

Legenda: UpToDate: expansão de ferramenta que auxilia profissionais da saúde da SES

Secretaria de Estado da Saúde – Governo de Goiás

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Cientista política analisa uso da pauta feminina nas eleições pela direita

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Das 16 mulheres que tomam posse em fevereiro de 2027, sete são do Partido Liberal (PL) de Zucco; esquerda terá somente quatro cadeiras femininas.

Pelo terceiro pleito eleitoral seguido, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) bateu o recorde de ocupação feminina. Foram 16 as mulheres escolhidas pelo povo gaúcho para representá-las na casa do Poder Legislativo, superando as onze eleitas em 2022. Desta vez, no entanto, a representatividade feminina seguiu os rumos da eleição nacional e migrou ainda mais para a direita.

O Partido Liberal (PL) foi o mais beneficiado pelas urnas: reelegeu as suas duas deputadas, Kelly Moraes e Adriana Lara, e elegeu outras cinco candidatas: Adri Cherini, Comandante Nádia, Vanice de Matos, Daiane Mello e Ali Klemt.

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Além disso, dentre as quatro candidatas mulheres mais votadas, três são do partido do governador eleito Luciano Zucco. Adri Cherini (PL) foi a deputada estadual mais votada não somente entre as mulheres, mas entre todos os 56 candidatos eleitos. Somente em outros três pleitos a corrida ao Palácio Farroupilha foi protagonizada por uma mulher: em 1966, com Teresinha Chaise (MDB); em 2010, com Silvana Covatti (PP); e em 2014 com Manuela d’Ávila (PCdoB). Já Comandante Nádia (PL) e Kelly Moraes (PL), conquistaram respectivamente os terceiro e quarto lugares entre as mulheres. Luciana Genro (PSOL), terceira colocada geral, foi a segunda mulher mais votada.

Apesar de ter acompanhado o crescimento da extrema direita a nível nacional, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul é ainda mais expressivo em relação às mulheres, aponta Teresa Sacchet, cientista política e professora da UFRGS. Enquanto somente 15,7% dos 121 deputados eleitos pelo PL à Câmara são mulheres, as deputadas estaduais do PL gaúcho somam 58% da bancada do partido. Dos doze concorrentes eleitos pelo partido à ALRS, sete são mulheres.

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A dominância deste campo político também é favorecida pela retração do lado oposto. Se na atual legislatura são sete as deputadas estaduais de direita e cinco as de esquerda – Zilá Breitenbach (PSDB) assumiu como suplente após a perda do mandato do deputado Professor Bonatto (PSD), totalizando doze mulheres na ALRS em 2026 – a partir do ano que vem, serão doze de direita e somente quatro de esquerda.

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Além de Luciana Genro (PSOL), representarão a esquerda as deputadas estaduais eleitas Natasha (PT), Karen Santos (PSOL) e Sofia Cavedon (PT). As cinco demais candidatas de direita são Delegada Nadine (PSD), Ronize Damassini (PP), Delegada Ana Tarouco (PSD), Nicole Weber Covatti (PP) e Bruna Molz (Podemos).

Sacchet observa que a eleição de deputadas mulheres à Assembleia Legislativa representa por si só um aspecto democratizante, já que o poder legislativo passa a ter uma composição mais próxima àquela verificada socialmente. “Algumas pesquisas demonstram que as políticas mulheres têm uma probabilidade maior de defender os interesses das suas iguais em comparação aos homens”, comenta a cientista política.

Por outro lado, esse fator nem sempre beneficia grupos minoritários da população, indica Sacchet. “A gente vê que tem mulheres que se opõem a algumas agendas que foram conquistadas às custas de muita luta do movimento feminista, de mulheres parlamentares. Quando isso acontece, a voz delas é mais facilmente ouvida, tem mais força. De alguma forma, acabam fazendo um desserviço para a causa”, diz.

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Somadas, as candidatas de todos os partidos de esquerda reuniram quase 500 mil votos, o que corresponde a 1/3 de todos os votos em deputadas estaduais mulheres. Enquanto isso, somente as candidatas do PL concentraram praticamente a mesma quantidade, com uma desvantagem em menos de dois mil votos.

O maior contingente de votos em candidatas de direita revela uma cooptação do discurso político feminino para esse polo, indica Sacchet. “A pauta de aumento na representação de mulheres e de outros grupos sociais subalternizados é historicamente da esquerda, de movimento sociais” avalia a cientista política. “O fato de termos mais mulheres pelo PL me leva a pensar que os partidos de direita estão usando essa pauta estrategicamente para se elegerem”, completa.

Apesar do resultado histórico para as mulheres, a votação em candidatas do gênero feminino ainda é desproporcional no Rio Grande do Sul. Dos 6,1 milhões de votos válidos na eleição para deputado estadual pelo RS, cerca de 1,6 milhão foram em candidatas mulheres, o que corresponde a uma parcela de 26%. Considerando que as mulheres representavam 34% das candidaturas à Assembleia Legislativa – 179 das 528 totais –, é possível perceber uma preferência por candidatos homens por parte do eleitorado gaúcho.

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FONTE:

sul21.com.br

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Por Pedro Stahnke

As sete deputadas estaduais eleitas pelo PL: à esquerda, Adri Cherini; no topo, Kelly Moraes, Adriana Lara e Vanice de Matos; abaixo, Comandante Nádia, Daiane Mello e Ali Klemt | Fotos: Facebook Adri Cherini/Reprodução; Facebook Kelly Moraes/Reprodução; Facebook Adriana Lara/Reprodução; Facebook Vanice de Matos/ Reprodução; Lucas Orso/CMPA; Facebook Daiane Mello/Reprodução; e PL/Reprodução.
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